No SPFW N59, o estilista piauiense Weider Silveiro apresentou uma das coleções mais impactantes da temporada — visualmente poderosa, um conceito sólido e emocionalmente tocante. Conhecido por sua estética limpa e silhuetas bem construídas, Weider criou mais do que moda: fez da passarela um ritual contemporâneo de reverência ao feminino.
O desfile começou com sons das ondas do mar quebrando e no telão apareciam imagens de ícones femininos da antiguidade e também da cultura pop. A coleção foi inspirada em diversas representações da deusa Vênus, de Willendorf à Botticelli, passando pela força de ícones como Cher, Madonna, Shakira e Joelma. A ideia era clara: celebrar todas as formas de ser mulher — ancestral, moderna, mítica ou pop.
Beleza como escultura viva
No backstage, o responsável pela beleza do desfile, Helder Rodrigues, explicou como a maquiagem e os cabelos foram pensados como extensão das roupas e da proposta artística:
“O desfile do Weider fala muito de formas e tem essa temática de arte. A gente quis transmitir esse elemento mais lúdico para os cabelos, para que não ficasse uma maquiagem cotidiana. Inventamos esses cabelos coloridos — vinho, vermelho — com textura frisada. É cabelo sintético, como se fosse um acessório, uma touca encaixada. O Weider permite esse lugar… ele transita muito entre arte e moda” contou Helder.
O visual proposto dialogou perfeitamente com a cartela monocromática e sofisticada em tons de berinjela, verde menta, rosa claro e vermelho-desejo, com tecidos de jersey de poliamida da Nanete Têxtil e denim sustentável da Canatiba.
Silêncio e contemplação
Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi quando as modelos pararam no meio da passarela, silenciosamente, para que o público contemplasse as roupas com mais atenção — uma escolha que encantou quem prestigiava o evento.
A modelo Larissa Battistin, que participou do desfile, compartilhou a própria percepção:
“Eu acho que foi uma ótima forma de homenagear as mulheres e a força das mulheres. A ideia da passarela, das modelos pararem para o público contemplar a roupa da mulher… foi uma ideia surreal, muito bem construída. Eu acho que o público deve ter ficado encantado, porque foi algo muito diferente.”
Estreia emocionante
Entre os convidados, quem também se emocionou foi a influenciadora Júlia Ferrari, que acompanhou tudo de perto e viveu seu primeiro Fashion Week como convidada:
“Meu primeiro desfile foi esse, e eu achei sensacional. Quando apagou a luz eu fiquei arrepiada, parecia que ia acontecer uma coisa muito incrível — e realmente aconteceu. Eu amei as roupas.”
Moda que reverencia, emociona e provoca
Com styling deMarcell Maia e direção de Roberta Marzolla, o desfile foi preciso e inesquecível. Uma coleção que não apenas veste, mas comunica — com beleza, poesia e respeito pela história e pelo feminino. Dizem que é possível perceber quando um designer, além de amar a moda, também ama as mulheres, e Weider definitivamente é um deles.
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O artigo acima foi editado por Duda Kabzas.
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