Se você contasse para algum estrangeiro que Fernanda Torres, ganhadora do Globo de Ouro de melhor atriz de drama, já dançou “Éguinha Pocotó”, do Furacão 2000, com Selton Mello em Os Normais, ele provavelmente acharia que você está mentindo, mas qualquer brasileiro iria rir ao se lembrar da cena.
Esse carisma e humor que só o brasileiro tem fez com que se tornasse muito fácil ligar a televisão e cair na gargalhada com as diversas séries de comédia nacionais disponíveis. Com isso, separamos oito delas para que você não fique perdida na hora de escolher qual assistir no domingo em família!
A Grande Família (2001)
Não existe lista de séries de comédia confiável sem A Grande Família. O programa humorístico mais assistido do Brasil conta com atuações de Marco Nanini (Lineu), Marieta Severo (Nenê), Rogério Cardoso (Seu Flor), Lúcio Mauro Filho (Tuco), Guta Stresser (Bebel), Andréa Beltrão (Marilda) e Pedro Cardoso (Agostinho Carrara). Marcos Oliveira (Beiçola), Tonico Pereira (Mendonça), Evandro Mesquita (Paulão) e Natália Lage (Gina) também aparecem em papéis recorrentes.
Com a canção homônima de Dudu Nobre como abertura, a série mostra o cotidiano de uma família tipicamente brasileira na Zona Norte do Rio de Janeiro, com suas diferenças e particularidades, mas sempre um tentando ajudar o outro com alguma situação inesperada.
Disponível para assistir no Globoplay ou durante a semana a partir das 21h45 no Canal Viva, a série vale a pena e aqui vai um alerta: você pode sentir incômodo de tanto dar risada!
Tapas e beijos (2011)
Mais um clássico da Rede Globo e do catálogo de séries gratuitas do Globoplay, Tapas e Beijos conta com Fernanda Torres (Fátima) e Andrea Beltrão (Sueli) como protagonistas. Vladimir Brichta (Armane) e Fábio Assunção (Jorge) atuam como os pares românticos. Curiosamente, Fábio já havia contracenado com Fernanda em Os Normais e com Andrea em A Grande Família, em um e quatro episódios respectivamente.
A série retrata a vida de duas melhores amigas que dividem um apartamento no Méier, no Rio de Janeiro, e que trabalham juntas na Djalma Noivas, uma loja de aluguel de vestidos e acessórios de noivas e casamentos. O sonho de Fátima e Sueli é um dia serem essas noivas, mas a vida amorosa das duas é cheia de confusões. É o seriado perfeito para quem quer encarar a vida com menos seriedade e mais diversão e gosta de tirar o pé do chão quando o assunto é amor.
Os normais (2001)
Criado por Fernanda Young e protagonizado também por Fernanda Torres, porém desta vez como Vani, a noiva de Rui (Luiz Fernando Guimarães). Os Normais já ganhou o Troféu Imprensa de Melhor Programa Humorístico em 2002 e é, particularmente, uma das séries brasileiras mais bem pensadas para atrair o público.
Apesar de viverem em lares separados, os noivos passam a maior parte do tempo juntos, fazendo com que situações inusitadas aconteçam o tempo todo. Rui é carioca, botafoguense raiz e trabalha no setor de marketing de uma empresa (quem faz Publicidade e Propaganda talvez possa se identificar com ele), além de ser extremamente sossegado e mulherengo na mesma dose. Já Vanilce, mais conhecida como Vani, é flamenguista, vendedora de uma loja de roupas e um pouco “neurótica”.
Uma das partes que mais chama a atenção nesse seriado é a frequente quebra da quarta parede, o que aproxima o telespectador aos atores e ao ambiente das cenas. Além disso, um traço característico da série é que a última cena de cada episódio seja um improviso entre Fernanda e Luiz.
Os Aspones (2004)
Mais uma criação de Fernanda Young e mais uma vez Andrea Beltrão arrasando em um dos papéis principais como Leda Maria. Selton Mello (Tales), Pedro Paulo Rangel (Caio), Marisa Orth (Anete) e Drica Moraes (Moira) também são grandes nomes quando o assunto é Os Aspones.
Considerado “The Office brasileiro”, a série apresenta um grupo de funcionários públicos que trabalham no Fichário Ministerial de Documentos Obrigatórios (FMDO), uma repartição pública onde eles não fazem nada e de onde veio o nome Aspones (Assessores de Porcaria Nenhuma). Para fingirem que trabalham, os personagens criaram o FMDO (Falar Mal Dos Outros), onde eles ridicularizam entre si e fazem piadas até com os que ali dirigem, ou seja, um departamento que eu acredito que todos nós iríamos adorar fazer parte, né?
Vai que cola (2013)
De um jeito parecido com algumas séries americanas, essa também envolve a interação da plateia ali presente, dando a sensação de estar ao vivo, mesmo sendo gravado e podendo ocorrer vários improvisos dos atores. Esse estilo de atuação foi utilizado em outras séries como Sai de Baixo, conhecido pela atuação de Miguel Falabella.
Vai que Cola mistura elementos do teatro e da televisão de forma unificada, contando com o humor popular e único brasileiro. O malandro Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo), que já foi um homem de negócios rico, vai escondido morar na pensão de Dona Jô (Catarina Abdalla), no subúrbio do Rio de Janeiro. Além dele, entre os moradores estão a viúva Terezinha (Cacau Protásio), Jéssica (Samantha Schmütz), a filha de Dona Jô, os dois namorados da jovem, Máicol (Emiliano D’Ávila) e Lacraia (Sílvio Guindane), o recepcionista e zelador Ferdinando (Marcus Majella), o faz-tudo Wilson (Fernando Caruso) e a falsa gringa Velna (Fiorella Mattheis). Como uma verdadeira família, eles brigam e se amam na mesma intensidade.
Essa série tem gostinho de almoço de família na casa da avó comendo uma lasanha bolonhesa e tomando uma coquinha gelada! É risada e identificação na certa.
Pé na cova (2013)
Criada e escrita por Miguel Falabella, Pé na Cova tem uma estrutura muito similar à Vai que Cola, pois também retrata assuntos cotidianos (ou nem tanto) de forma cômica e diferenciada. Para ele, “no Brasil a morte tem uma pegada muito mórbida e imaginei que seria banal fazer comédia com o tema”, disse Falabella para o UOL.
A série foca na família Pereira, comandada por Ruço (Miguel Falabella), namorado de Abigail (Lorena Comparato), que é órfã e 30 anos mais nova que ele. Ruço é dono da Funerária Unidos do Irajá (F.U.I), uma empresa que não rende o suficiente para sustentar todos na casa. Odete (Luma Costa), filha de Ruço, trabalha fazendo striptease em sites eróticos na internet e seu irmão mais novo, Alessanderson (Daniel Torres), almeja a carreira política, então não trabalha. Darlene (Marília Pêra) é a maquiadora dos defuntos da funerária e ex-mulher alcoólatra de Ruço.
Sem filtro (2023)
A primeira série dessa lista que não está disponível no Globoplay, mas sim na Netflix, é também a mais recente dentre elas e conta com Ademara (Marcely), Flávia Reis (Val), Pedro Ottoni (Gustavo), Luisa Perissé (Sandrinha/Sandy), Orã Figueiredo (Romualdo/MuMu) e Mel Maia (Lohana) nos papéis principais.
Se você gosta de séries clichês e teens, essa é perfeita! Marcely é a filha mais velha e, inspirada por uma blogueira, decide se aventurar nas câmeras e tentar a vida de influenciadora digital. Como consequência, ela atrai tantos seguidores quanto confusões e a missão da sua família e amigos é ajudá-la a resolver todos os problemas em que se mete na minúscula cidade de Ararinhas.
Irmão do jorel (2014)
É muito provável que a maioria das pessoas na casa dos 20 ou 30 anos de idade já tenha assistido Irmão do Jorel. A clássica série de desenho animado tem personagens icônicos, como, claramente, o irmão do Jorel, o próprio Jorel, a Lara e a Vovó Juju, a dona de diversos memes inesquecíveis.
Sabe quando você quer voltar a ser criança e não tem mais nenhum desenho na TV aberta que te lembre da sua infância? Pois bem, ligue na Max ou na Amazon Prime e tenha uma nostalgia gigantesca ao assistir o irmão do Jorel e tentar descobrir qual é seu verdadeiro nome.
Todas as vezes que vemos Fernanda Torres e a Andrea Beltrão de blusa de bolinha e um “Forevis Young” tatuado, ou quando ouvimos o nome “Agostinho” com a voz da Bebel, é impossível não cair na gargalhada. E o mesmo ocorre com todas as outras séries dessa lista, cada uma com sua particularidade e essência, mas todas com um gostinho de samba, feijoada e guaraná: o gostinho brasileiro.
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O artigo acima foi editado por Olivia Nogueira.
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