Na manhã de terça-feira (11), a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) realizou a primeira coletiva de imprensa para apresentar Pokey Chatman, a nova técnica da seleção feminina. Contratada em dezembro de 2024, a treinadora destacou a importância da paciência no processo de evolução da equipe e definiu sua principal meta: levar o Brasil de volta às Olimpíadas de 2028, em Los Angeles.
Natural dos Estados Unidos, Pokey Chatman, de 55 anos, possui uma carreira de destaque, com 14 anos seguidos na WNBA (Women’s National Basketball Association). A técnica teve sua primeira vinda ao Brasil como jogadora, aos 18 anos, atuando em um torneio por sua seleção em 1988.
Além de sua experiência como treinadora, Pokey tem uma forte conexão com o Brasil. Ela é casada com uma brasileira e tem uma tatuagem do Cristo Redentor, simbolizando seu carinho pelo país.
“Nós não vamos superar todos os times. Não é assim que você chega no topo. Você chega no topo fazendo algumas paradas, essa é a diferença, certo? Então, eu penso que alguns desses princípios, defensivamente e ofensivamente, eu vou tentar integrar dentro do nosso sistema de jogo”, disse Pokey.
O “passo a passo” para Chatman é essencial nesse momento de adaptação, e ela leva essa frase como dilema para sua nova etapa. Além de tentar trazer um novo estilo de jogo, focado em uma defesa consolidada e forte no garrafão, a treinadora pretende contar com as promessas do basquete sub-19, como a atleta Kamilla Cardoso.
“Obviamente, a expectativa é colocar a seleção brasileira de basquete feminino de volta ao cenário mundial. Acho que o importante é que eu transmita que será passo a passo. Vai levar todo mundo. Podem haver alguns contratempos, mas acho que temos talento. Temos o apoio e nós podemos estar no topo novamente.”, destacou Chatman em entrevista concedida às collabs da Her Campus Cásper Líbero.
A importância de Kamilla na seleção
“Kamilla vai nos ajudar de várias maneiras que ela nem pode imaginar”, ressalta Pokey sobre Kamilla Cardoso, a grande destaque da seleção brasileira.
A pivô Kamilla deixou o Brasil muito jovem. Com apenas 14 anos, mudou-se para os Estados Unidos para investir em sua carreira no basquete. Foi destaque em diversos jogos norte-americanos e, agora, está de volta, fazendo parte da equipe de Chatman. Tudo isso gera grandes expectativas entre os fãs do basquete.
Kamilla Cardoso se sobressaiu em abril de 2024, fazendo mais uma vez história no basquete mundial ao ser escolhida pelo Chicago Sky para ocupar o terceiro lugar do draft – seleção de atletas universitárias da WNBA. Assim, a atleta é a 16ª brasileira representada na liga de basquete feminino mais importante do mundo.
“Kamilla é, obviamente, extremamente importante para nós. Então, eu acho que o que você vê na Ásia e o que você vê na WNBA, você vê uma combinação da Kamilla.”, enfatiza Chatman ao falar sobre a importância da jogadora para a seleção. Ela é enfática sobre a qualidade de Kamilla, que já é considerada uma das melhores atletas do basquete brasileiro.
A volta da seleção feminina às quadras
“Essas competições são essenciais para o desenvolvimento das nossas atletas mais jovens. Elas precisam de vivências fora do país e horas de voo para se prepararem para o futuro.”, relata Bruno Valentin, Diretor de Seleções.
O Time Brasileiro enfrentará o Chicago Sky, da ala Angel Reese, e o Indiana Fever, da armadora Caitlin Clark, dois dos principais destaques do basquete feminino mundial no momento. Os jogos da seleção ocorrerão nos dias 2 e 4 de maio, respectivamente, nos Estados Unidos, e serão tanto o início do ciclo olímpico até Los Angeles 2028, como uma preparação para a AmericupW em junho deste ano.
Kamilla Cardoso e sua colega de seleção Damiris Dantas, no entanto, participarão da defesa de seus respectivos times da WNBA (Chicago Sky e Indiana Fever) nos amistosos contra o Brasil por questões contratuais.
A seleção brasileira disputa, no dia 22 de junho, no Ginásio do complexo do Pacaembu, em São Paulo, um amistoso contra o time do Canadá. A partida integrará a programação do Jogo das Estrelas da LBF, e também funcionará como preparação para a AmeriCup Women, que será realizada de 28 de junho a 6 de julho, em Santiago, no Chile.
Além do tour pela WNBA, da AmericupW e dos amistosos, o time brasileiro terá diversos outros eventos, como o Global Jam, torneio sub-23 realizado em Toronto, no Canadá, em agosto.
O artigo acima foi editado por Juliana Sanches.
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