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Ano novo da moda: por que as revistas de moda criaram esse marco em setembro

Ana Bacellar Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Setembro é o mês da primavera no Brasil, do fim do inverno e da troca de estação. Esse mês marca o que muitos no universo fashion chamam de “ano novo da moda”, uma virada simbólica e estratégica da indústria que influencia em tudo.

É nesse período que a indústria se reinventa, lança tendências e dá o que será mais desejado e vendido nos próximos meses. Mas por que em setembro? Será que esse marco faz sentido para nós, aqui no Brasil?

September Issue

A September Issue é a edição de setembro das grandes revistas de moda, como a Elle, Harper’s Bazaar e Vogue, na qual é a mais importante do ano. Tradicionalmente, são as revistas mais conceituadas e importantes, são nelas que apostam suas fichas, trazendo as principais tendências e editoriais que vão ditar o rumo da próxima temporada na moda.

Setembro é o mês em que no hemisfério norte, a moda muda do verão para o outono, aquela época em que tem uma queda de temperatura, mas não chega a ser muito frio, e as marcas aproveitam para lançar looks mais estilosos, ousados e com personalidade. Além disso, é quando acontece a “big four”, as principais semanas de moda do mundo, mostrando o que vai bombar na próxima temporada.

Mesmo com o clima diferente, no Brasil acaba seguindo e se inspirando nas tendências da September Issue, é como um recomeço na moda. Apesar de ser pensada para o hemisfério norte, a influência dela é mundial. A September Issue é tão importante que fizeram até um documentário que mostra tudo que rola nos bastidores das revistas.

As passarelas e o calendário internacional

Além das revistas, setembro também concentra o início das semanas de moda internacionais: Nova York, Londres, Milão e Paris (também conhecidas como “big four”) apresentam suas coleções de primavera/verão do ano seguinte, ou seja, o que será tendência em 2026 já começa a ser desenhado e apresentado agora.

E como muitos dizem, a moda trabalha no futuro. São desfiles que ditam o ritmo das tendências e movimentam toda a cadeia industrial como estilistas, compradores, influenciadores, imprensa e consumidores.

Mesmo que a São Paulo Fashion Week (SPFW) aconteça só no meio de outubro, o que aparece nas passarelas internacionais já começa a circular por aqui, seja como uma inspiração, adaptação ou até uma reprodução das peças.

E no Brasil? Faz sentido esse “ano novo”?

Por aqui, a mudança de estação é sutil. O conceito de outono muitas vezes é mais simbólico do que real. O nosso calendário climático e cultural, é diferente do hemisfério norte, onde a queda de temperatura marca uma virada visual e de consumo muito mais intensa.

Por outro lado, acompanhar setembro como um marco estético e criativo faz sentido sim. As tendências, editoriais e movimentos de comportamento que nascem nesse período têm um impacto global, inclusive no Brasil. Eles influenciam o que veremos nas coleções nacionais, no conteúdo das marcas e nas decisões de estilo do consumidor brasileiro, ainda com adaptações.

Como tudo na moda é uma questão de contexto, Setembro funciona mais como um termômetro criativo do que como uma regra fixa. É uma inspiração global que para fazer sentido aqui, precisa passar por uma boa dose de tropicalização. Mas sim, seguimos o calendário internacional, mas com os pés plantados no nosso clima e na nossa cultura brasileira.

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O artigo acima foi editado por Beatriz Tomagnini.

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Ana Bacellar

Casper Libero '28

Sou uma garota apaixonada por moda, lifestyle, viagens, música e self care. Estou cursando jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, SP. Desde a minha infância sou fissurada pela indústria da moda, e busco ingressar nessa área.