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Casper Libero | Life

10 anos de HCCL: como foi trazer a revista universitária para o Brasil?

Gisela Lammers Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

A Her Campus Cásper Líbero está fazendo aniversário! Em setembro, a edição brasileira da revista produzida de universitárias para universitárias está completando 10 anos.

Fundada originalmente nos Estados Unidos por Stephanie Kaplan Lewis, Annie Wang e Windsor Western, alunas de graduação em Harvard, o site tem o intuito de ser um veículo de comunicação voltado para o público feminino estudantil. A proposta é acompanhar essa fase de transformação da vida, abordando temas como bem-estar, entretenimento, política e muito mais.

Ao longo dos anos, o portal foi ganhando forças e atingindo novas faculdades, popularizando-se cada vez mais e por todo o mundo. Até, enfim, chegar ao Brasil.

como foi esse processo?

As responsáveis por trazerem a Her Campus para a Faculdade Cásper Líbero – the one and only Brazilian Chapter, diga-se de passagem – foram Alana Claro e Bárbara Muniz, em 2015. As casperianas pediram ajuda para a professora Helena Jacob para conseguirem 100 assinaturas e, assim, poderem começar a revista. Em apenas um dia, elas atingiram 288.

“As alunas propuseram para a diretoria da época, que me consultou e eu achei ótimo. Tinha uma proposta jornalística bem clara”, relembra a professora, que trabalha na instituição há 16 anos. “Guardo uma lembrança muito carinhosa dessa época”, continua.

Quando questionada sobre o seu papel nesse começo da estruturação da Her Campus na faculdade, Helena afirmou que ficou mais na retaguarda. “As meninas tocaram tudo. Elas me consultavam para saber o que eu achava de uma pauta, de um conteúdo.”

A jornalista casperiana Anna Beatriz Oliveira, de 28 anos, fez parte da HC de 2015 a 2018 e também acompanhou o início dessa jornada como uma das primeiras editoras da revista, virando editora-chefe e chegando até à presidência do Chapter de São Paulo. “Foi uma ideia muito revolucionária, porque a gente dava espaço para todas as meninas da faculdade participarem, treinarem o faro jornalístico, exercerem a criatividade, a capacidade de escrever”, comentou. “É um diferencial gigante da Cásper, é um meio de aprendizado, da prática de reportagem, de edição”, Helena complementa.

Anna Beatriz ainda pontua que no começo não era possível escrever conteúdos em português, apenas em inglês. “Tínhamos um time de tradutoras para ampliar esse alcance e mais meninas se sentirem confortáveis em escrever. Fomos conquistando espaço aos poucos e essa virada [de poder escrever matérias em português] foi uma grande vitória.”

É inegável a importância de existência de veículos de comunicação e a divulgação dos mesmos, bem como a importância da troca entre um público específico através disso. “Vocês, jovens universitárias, precisam disso, falar sobre a nossa comunidade casperiana, trazer pautas importantes para mulheres”, Helena destaca. “Foi um orgulho enorme ver esse projeto nascer e ver o trabalho de todas as mulheres da Cásper envolvidas, ver essa tradução de um projeto estadunidense para o nosso contexto brasileiro”, reforça.

A Her Campus, desde sempre – e quem já fez ou faz parte pode confirmar -, funciona como um espaço para as alunas praticarem e descobrirem o que gostam. “Acho que é na faculdade que a gente aprende o que é o Jornalismo de fato. Mas é exercendo em um estágio ou em um espaço como a Her Campus que você realmente entende com o que você quer trabalhar, o que te faz feliz. Porque trabalho não é só dinheiro, você tem que gostar também para fazer bem.”

Atualmente, a Her Campus Cásper Líbero aumentou a sua presença em outras plataformas virtuais e conta com podcast, newsletter, um clube do livro próprio e está ativa nas redes sociais.

Eu tenho muito orgulho que esse portal se manteve e que as meninas continuam acreditando nele e fazendo conteúdos bons, criando alternativas, e evoluindo junto com o modo que a imprensa evolui. Ele cresceu de fato. Fico muito feliz de ter feito parte desse legado.

Anna Beatriz Oliveira

A jornalista casperiana e ex-HC opinou ainda sobre como a revista pode agregar profissionalmente e como ela a vê como uma vitrine do mundo real. “Esse é o momento de testar tudo o que for possível. Aproveitar cada disciplina e projeto para se desafiar, porque é na prática que a gente vai descobrir as nossas afinidades e os nossos limites. Enxergo a faculdade como um espaço seguro para experimentar, errar, aprender, crescer… e a Her Campus ajuda muito nisso. Me ajudou e ensinou muito. Quanto mais vocês explorarem agora, mais preparadas vocês vão estar para escolher o caminho que vocês querem ter depois da faculdade”, afirma.

Além disso, a Her Campus, ao dar a oportunidade para jovens universitárias produzirem e compartilharem conteúdos entre si, reforça o empoderamento feminino e ajuda na formação dessas alunas e futuras profissionais, dando um espaço exclusivo para elas para a criação de portfólio e networking.

Como mulher jornalista, com quase 30 anos de estrada, Helena Jacob ressaltou a importância de continuarmos lutando pela inserção das mulheres no meio. “Mantenha-se sempre firme, busque ajuda, pergunte, faça. Precisamos continuar cavando e mostrando nossos lugares e capacidade de fazer o Jornalismo”, aconselha para as futuras profissionais.

Anna Beatriz Oliveira também trouxe a sua opinião sobre a presença feminina no mercado de trabalho. “Vocês mulheres jornalistas podem ser e fazer tudo o que quiserem. O Jornalismo abre portas diferentes para diversas áreas. Não se limite ao caminho mais óbvio. Se algo te desperta curiosidade, segue a sua intuição. Permita-se construir uma trajetória própria. O mercado pode ser desafiador, mas também é cheio de possibilidades. Vocês têm toda capacidade de ocuparem o espaço que quiserem”, conclui.

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O artigo acima foi editado por Beatriz Tomagnini.

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Gisela Lammers

Casper Libero '25

Eu sou a Gisela, estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e apaixonada em contar histórias!

O que eu mais gosto no Jornalismo é a quantidade de opções de áreas de atuação - e experiências.