Her Campus Logo Her Campus Logo
carrie bradshaw i live here
carrie bradshaw i live here
New Line Cinema
Casper Libero | Culture > Entertainment

Um livro para cada mulher de Sex and The City

Eduarda Mahrouk Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Desde 1998, Sex and the City tem sido uma das séries mais bem avaliadas e assistidas pelo público feminino. Com quatro protagonistas excêntricas e estilosas, tramas românticas hilárias e lições amorosas, é quase impossível não se apaixonar pela história. 

A série foi revolucionária para sua época em termos de temas, discussões, linguagem e explicitude, afinal de contas, falar de sexo e romance nunca foi um tabu para as mulheres mais descoladas de Nova Iorque. Recentemente, Sex and the City reconquistou o coração de muitos através das plataformas de streaming e milhares de referências nas redes sociais.

Essas mulheres possuem personalidades únicas e genuínas, fazendo com que muitos dos fãs se identifiquem com suas atitudes. Logo, para quem gosta de leitura e quer conhecer um pouco mais sobre as protagonistas dessa obra, não pode deixar de ler algumas dessas recomendações que combinam com cada uma delas! 

Carrie Bradshaw: Tudo o que eu sei sobre o amor, Dolly Alderton

Falar sobre amor nunca foi uma tarefa difícil para Carrie (Sarah Jessica Parker). Sua coluna é repleta de histórias românticas e discussões que podem entreter, divertir ou até mesmo emocionar os espectadores. É uma personagem que, apesar de seus defeitos e dificuldades ao lidar com relações amorosas (sejam elas românticas ou não), traz grandes ensinamentos quando se toca nesse assunto.

Tudo o que eu sei sobre o amor é uma autobiografia da autora e jornalista Dolly Alderton, que conta de forma cativante e reflexiva todas as suas experiências amorosas – da infância até a vida adulta. São relatos que podem ter sido experienciados por inúmeras pessoas, trazendo temas como amizade, ilusões amorosas, trabalhos e muitas pressões sociais. 

O livro fala, principalmente, sobre o amadurecimento e o quanto ainda temos a aprender com o amor ao longo de nossas vidas, ressaltando, também, alguns dos erros que geralmente são cometidos. Com certeza, muitos irão se identificar ao longo da leitura, sendo também uma obra que expressa muito do que Carrie faz, fala e defende.

É esse conjunto de narrações, sejam elas positivas ou negativas, que torna a obra tão próxima da persona de Carrie Bradshaw e da própria série. É o que faz a colunista ser divertida, autêntica e uma protagonista completa.

Charlotte York: Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Nada poderia descrever melhor a Charlotte (Kristin Davis) como um romance de época. Sua idealização pelo amor verdadeiro e o marido perfeito nutrem sua vontade de continuar os buscando em todos os lugares da cidade. Com o passar do tempo, a personagem percebe que, na verdade, sua figura idealizada pode não existir. Mas, em compensação, ela encontra refúgio em alguém que nunca imaginaria ser sua alma gêmea.

A obra conta a história de um amor improvável entre um casal que vive em realidades distintas. Elizabeth Bennet, uma garota inteligente e espirituosa, é pressionada por sua família para se casar. Ela então conhece Darcy, um homem nobre a quem julga ser arrogante e presunçoso após algumas de suas atitudes. Apesar de seus encontros serem carregados de tensão e desconfiança, ambos passam a nutrir uma paixão irremediável um pelo outro.

O livro é capaz de mostrar que as primeiras impressões nem sempre permanecem e que o amor, apesar de inoportuno, é capaz de vencer as desavenças – assim como Charlotte almeja. Além disso, Orgulho e Preconceito é um dos clássicos da literatura inglesa, atravessando gerações com sua escrita genial, sendo, até mesmo, adaptado ao cinema.

Charlotte não só se apaixonaria pela narrativa, como se identificaria com inúmeras das reflexões que a obra traz. Jane Austen foi capaz de colocar em palavras tudo o que a personagem mais transmite: romance, delicadeza e sofisticação.

Samantha Jones: Comer, Rezar, Amar, Elizabeth Gilbert

Diferente de Charlotte, Samantha (Kim Cattrall) não é lá das mulheres mais românticas do mundo. Ela é geniosa e independente, priorizando suas experiências, colocando o prazer e a liberdade em primeiro lugar. No best seller Comer, Rezar, Amar, conhecemos uma protagonista não tão diferente. 

No livro, Liz Gilbert é uma nova iorquina recém divorciada que, ao entrar em crise consigo mesma e com a própria vida, decide embarcar em uma jornada de autodescobrimento ao redor do mundo. A personagem tenta se soltar e redescobrir, dedicando a cada destino um aspecto que acolhe sua personalidade: culinária na Itália, espiritualidade na Índia e amor na Indonésia. 

Ao longo do livro, vemos que Liz se assemelha a Samantha: são mulheres corajosas, que não têm medo de ousar um pouco para serem felizes. Valorizar os prazeres pessoais, sejam eles físicos ou não, é uma das principais características que tornam elas tão fortes e caricatas. 

Mas, acima de tudo, a obra conta uma história de busca por estímulo e sentido, o que, para Samantha, também é importantíssimo. Sua decisão de não querer um relacionamento sério sendo uma mulher adulta, por exemplo, é tão desafiadora quanto libertadora, sendo um dos caminhos que encontrou para viver de forma absoluta e original. 

Miranda Hobbes: A Mulher Desiludida, Simone de Beauvoir

Racional, sarcástica e pragmática, Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) é, de longe, uma das personagens mais emblemáticas de Sex and The City. Ela representa uma força feminina que, muitas vezes, é julgada pela sociedade patriarcal por não se adequar aos seus padrões. A advogada não tem medo de ser quem é, valoriza a individualidade e coloca sua carreira em primeiro lugar – não, necessariamente, desconsiderando seu lado amoroso.

Por isso, Simone de Beauvoir, filósofa e escritora francesa, pode ser a autora perfeita para descrever um pouco sobre essa protagonista. Sua obra é uma coletânea de três contos, os quais narram situações frustrantes que algumas mulheres têm de lidar. 

O livro traz algumas questões que, por muito tempo, não foram abertamente faladas por mulheres, como a solidão, o aprisionamento em papeis de gênero e a busca por sentido fora do amor romântico, sendo assuntos já discutidos, inclusive por Miranda, em inúmeros episódios da série. 

Dessa forma, A Mulher Desiludida é capaz de criticar e retratar amarguras femininas, conversando com muitas leitoras que podem, por vezes, se sentir incompreendidas. Por isso, a obra é perfeita para transmitir alguns traços fortes da identidade de Miranda: força, esperteza e feminilidade. 

Palavras podem não bastar para descrever a identidade dessas personagens de Sex and The City. São protagonistas que, apesar de seus traços marcantes, são complexas e carregam consigo muitas histórias e sentimentos indecifráveis. 

Seriam necessários muitos mais livros para defini-las. No entanto, ler essas obras já pode ser um grande passo para conhecer melhor as mulheres mais originais e encantadoras do mundo das séries! 

__________

O artigo acima foi editado por Livia Nomoto.

Gosta desse tipo de conteúdo? Confira Her Campus Cásper Líbero para mais.

Eduarda Mahrouk

Casper Libero '29

Love to read and write about fashion and entertainment!