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Casper Libero | Culture

Mc Hariel e Memphis Depay: Como a música e o esporte se relacionam?

Isabella Pimenta Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

O esporte e a música sempre estiveram conectados, seja dentro de seu espaço de manifestação ou no íntimo de cada torcedor. Visando esse ideal, o cantor de funk, Mc Hariel, juntamente com o atacante do Corinthians, Memphis Depay, lançaram na semana do dia 17 de fevereiro seu primeiro EP juntos: Falando com as favelas.

O mais novo EP de sucesso de Hariel em parceria com Memphis já alcançou mais de 500.000 visualizações em todas as plataformas digitais, com destaque para o Youtube.  O clipe de uma das músicas, nomeada com o título do EP, e publicada no canal do próprio jogador, totalizou mais de um milhão de reproduções.

A proposta da obra é trazer visibilidade à população que habita as comunidades brasileiras e que – em sua maioria – faz parte do “time do povo”, como intitulado pela torcida alvinegra. Além disso, apresenta, em sua composição, uma parte da loucura e paixão de vestir o preto e branco.  

Na criação do videoclipe, os cantores optaram por gravar dentro de algumas favelas localizadas na região da Vila Aurora, em São Paulo, aproximando o restante do público à realidade das periferias. Com o mesmo intuito, também produziram diversos trechos da obra em Gana, país de origem do pai de Depay. Como declararam ambos em suas redes socias, essa criação é: “A união de duas culturas com o mesmo ideal: dar voz a quem precisa ser ouvido”.

A música que vem dos gramados brasileiros

Igualmente, outras celebridades atuaram fora das quatro linhas e ingressaram no universo musical em certo momento de suas carreiras. Como Pelé, em sua parceria com Elis Regina, onde participou da famosa Tabelinha lançando duas canções e Sócrates, que gravou um disco de sertanejo, nomeado Casa de Caboclo, ademais, cantou ao lado de Toquinho e Rita Lee.

As escolas de samba relacionadas com torcidas organizadas são também um grande exemplo de reconhecimento da música e torcida de seus respectivos times. Atualmente na região paulista, existem seis escolas associadas: Gaviões da Fiel, Camisa 12, Mancha Verde, Torcida Jovem, Dragões da Real e Independente Tricolor. Todas as seis, promovem festejos, espetáculos e desfiles, celebrando sua tradição e a cultura de suas equipes. 

A IMPORTÂNCIA DE FALAR COM AS FAVELAS

De acordo com Matheus Guedes, torcedor do Corinthians e criador de conteúdos esportivos nas redes sociais, o lançamento de Falando com as Favelas é algo representativo dentro da sociedade brasileira e africana, visto que as músicas expõem a carência de ambas as regiões. O influenciador destaca: “A união entre Brasil e Gana, na favela, é algo super bom […] O Hariel provavelmente vai lançar outras músicas, mas essa foi, se não a melhor, top três melhores EPs que ele lançou nesse ano”.

O torcedor alvinegro compartilha sobre as reflexões causadas pelas composições e a necessidade de olhar para as comunidades com mais carinho.  “[…] Sempre tive uma educação de olhar uma pessoa, saber que ela passa dificuldade, sim, mas ela é uma pessoa assim como eu. […] O dinheiro pode não te trazer felicidade, o dinheiro pode não te trazer alegria, o dinheiro pode não te trazer amor, mas infelizmente o que vai te trazer uma comida na mesa, o que vai te fazer não passar fome, é o dinheiro”.  

Como eu disse, não é só aqui no Brasil, mas também em Gana, em outros países… na África, na Ásia, temos comunidades também… e são pessoas que precisamos dar amor e carinho…ajudar no que for preciso.” 

Matheus Guedes, Criador de conteúdo esportivo

Apesar do Falando com as favelas ser uma obra corinthiana, esse tipo de união não deve se restringir ao alvinegro paulista. “Tenho certeza que se o Santos fizesse uma ação promocional, mesmo que fosse só o Neymar no clipe, não precisava nem estar cantando […] ou o Cedric (jogador do São Paulo), ou jogadores do Palmeiras, Rafael Veiga, o Estevão… se eles fizessem músicas… daria muito mais notoriedade pro nosso futebol, e pra nossa cultura brasileira”, pontua Matheus.

O corinthiano enxerga a relação entre música e futebol como algo além do esporte. “[…] A minha mãe não gosta de funk, meu pai não gosta de funk, eu tenho amigos meus que não gostam de funk, mas eles comentam sobre isso porque é uma questão midiática muito grande”. O EP lançado não é sobre o esporte em si, as técnicas e jogadas, mas sobre a voz ativa de quem torce, a comunidade brasileira, como dito por Hariel, as favelas.

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O artigo acima foi editado por Malu Alcântara.

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Isabella Pimenta

Casper Libero '29

I'm Isabella, a journalism student and passionate about expressing myself through communication! I feel like I was born to tell stories :)