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Sozinha, sim. Entediada, nunca: o que assistir no Dia dos Namorados

Luiza Kellmann Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Com o Dia dos Namorados batendo à porta e o frio lá fora, as mulheres solteiras têm a chance perfeita para se divertir com algo para assistir que aqueça e fale ao coração. Se você sonha com um amor romântico ou prefere algo mais leve – menos meloso -, preparamos oito dicas de filmes e uma bônus (além dos clichês clássicos – e amados – como Diário de uma Paixão, Como Perder um Homem em 10 Dias, Nunca Fui Santa ou Orgulho e Preconceito) que podem lhe fazer rir, chorar e, talvez, até sonhar acordada.

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1.“Todos Menos Você” (“Anyone but You”, 2023)

Todos Menos Você” é uma comédia romântica protagonizada por Sydney Sweeney e Glen Powell, em que, embora Bea (Sydney) e Ben (Glen) tenham tido um primeiro encontro casual explosivo e tenham se conectado desde o início, caem em um mal-entendido e tornam-se avessos um ao outro, rivais.

Meses depois, eles precisam ir ao casamento da irmã de Bea, Halle (Hadley Robinson), e a amiga de Ben, Claudia (Alexandra Shipp), em Sydney na Austrália. Para evitar a pressão de seus familiares e amigos sobre suas vidas amorosas, eles decidem fingir que estão em um relacionamento romântico. Essa decisão leva a uma série de situações comicamente embaraçosas, enquanto eles tentam manter a farsa e lidar com suas próprias emoções.

À medida que o filme avança, Bea e Ben se veem forçados a passar mais tempo juntos, o que os leva a conhecer melhor um ao outro. Eles começam a compartilhar suas inseguranças, sonhos e medos, e aquela conexão que tiveram quando se conheceram volta com força, tornando impossível ignorar a atração e a “ameaça” sutil de sentimentos fortes – o que vai fazer com que tenham que reavaliar a situação em que estão.

2. “Carol” (2015)

Baseada no romance escrito por Patrícia Highsmith, a narrativa é ambientada na década de 1950 e retrata Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher de 46 anos que está em processo de divórcio desamigável com seu marido Harge (Kyle Chandler). Carol é uma mãe dedicada, mas manifesta um profundo desejo por liberdade – no que diz respeito à sua sexualidade e atração por mulheres, principalmente – e autenticidade. Ambos sufocadas pelas normas sociais da época e seu marido opressor.

A vida dela muda quando ela conhece Therese Belivet (Rooney Mara) em uma loja de departamentos, uma jovem, sonhadora e insegura fotógrafa, que se sente presa em sua vida e busca um propósito.

À medida que Carol e Therese se conhecem melhor, começam a desenvolver um vínculo romântico. O filme contrasta a intimidade, proteção, ternura e vulnerabilidade do amor que elas constroem com a censura  da sociedade conservadora da época e de Harge. Elas precisarão se questionar sobre o que realmente desejam para elas mesmas e como isso se encaixa em um mundo que não aceita o afeto apaixonado delas.

Este é um filme especialmente sensível e delicado. Além de um romantismo quase poético, a fotografia é cativante.

3. “Amor com Data Marcada” (“Holidate”, 2020)

“Amor com Data Marcada”, comédia romântica da Netflix estrelada por Emma Roberts e Luke Bracey, acompanha Sloane (Emma) e Jackson (Luke) – dois estranhos que estão cansados de ficar sob a pressão social por estarem sozinhos durante os feriados – decidem ser acompanhantes platônicos de festas (“ferigatos”) um do outro durante todo o ano.

Conforme os feriados vão passando e os solteirões ficam cada vez mais amigos, eles começam a desenvolver sentimentos reais e se deparam com dilemas sobre o que realmente desejam um do outro: “apenas uma amizade mutuamente benéfica ‘descolorida’ ou o que eles mais temem – a aposta de um compromisso romântico?”.
A narrativa, embora previsível, cumpre com o que promete: entretenimento. O filme pode ser o ideal para você caso queira se desligar do mundo e se aconchegar em clichês.

4. “Juntos e Misturados” (“Blended”, 2014)

O terceiro de três filmes estrelados pela querida dupla Adam Sandler e Drew Barrymore, “Juntos e Misturados”, acompanha Jim (Adam), o viúvo pai solteiro de três garotas, Lauren (Drew), e a divorciada mãe solteira de dois meninos. Os dois têm um encontro às cegas desastroso e, por coincidência, acabam se encontrando em um resort familiar na África do Sul.

Obrigados a compartilhar um bangalô e lidar com as peculiaridades de suas famílias, Jim e Lauren se veem em situações comicamente constrangedoras e típicas dos filmes de Adam Sandler. No entanto, mesmo com todas as diferenças entre eles, um romance surge entre o casal de pais.

Mais do que uma comédia romântica, é uma história de duas pessoas que precisam tanto aprender a estar sozinhas – como pais solteiros – quanto a reaprender a estar com alguém no sentido romântico, no típico trope found family (recurso narrativo em que uma família é formada por pessoas que não são biologicamente relacionadas, mas que se tornam uma família por escolha).

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1.“Minha Vida em Marte” (2018)

“Minha Vida em Marte” é a sequência do filme “Os Homens São de Marte e é pra Lá que Eu Vou” (contudo, podem ser assistidos de forma independente, sem prejuízo na compreensão) e conta a história de Fernanda (Mônica Martelli) – organizadora de eventos, casada e mãe de uma garotinha de 5 anos -, cujo relacionamento esfriou.

Em meio a dilemas com seu casamento e as tentativas cômicas de salvá-lo, a maternidade e a “descoberta” da meia-idade, Fernanda conta com a companhia e apoio de seu melhor amigo e sócio Aníbal (Paulo Gustavo) em sua própria jornada de autoconhecimento e autoaceitação. Juntos, eles vivem situações hilárias que vão desde uma visita a um sex shop, o abrigo de um porco em um apartamento, um retiro espiritual até uma viagem para Nova York.

Se você está no clima de viver essa montanha-russa de emoções, entre risos e lágrimas – inclusive, pela presença do saudoso Paulo Gustavo -, esse filme é recomendado para você.

2. Alguém Especial (“Someone Great”, 2019)

“Alguém Especial” retrata três mulheres com três crises diferentes em seus respectivos relacionamentos: a protagonista Jenny Young (Gina Rodriguez), uma jovem jornalista musical que entra em depressão pós-término por seu namoro – digno de livros de romance – de nove anos com Nate (Lakeith Stanfield) e pretende se mudar de Nova York para São Francisco; e suas amigas de São Francisco Erin (DeWanda Wise), uma corretora de imóveis com medo de admitir seus próprios sentimentos por e para sua namorada, e Blair (Brittany Snow), uma agente de mídias sociais que se recusa a admitir que precisa terminar com o namorado.

Juntas, em uma última aventura por Nova York, elas vão precisar mais do que ajudar umas  às outras para que rompam com tais dilemas: vão precisar descobrir como fazer isso acompanhadamente sozinhas.

Embora este filme lide com o futuro incerto e problemas delicados em relações amorosas, trata-os de maneira leve e espirituosa, principalmente por protagonizar – antes de qualquer coisa – a amizade e individualidades das personagens.

3. “Escolha Perfeita” (“Pitch Perfect”, 2012)

A comédia musical “Escolha Perfeita” se passa na fictícia Universidade de Barden e conta a história de Beca Mitchell (Anna Kendrick), uma caloura que sonha em se tornar produtora musical e se sente deslocada na faculdade, que relutantemente ingressa no grupo de canto a cappella (música apenas com vozes, sem acompanhamento instrumental) feminino, Barden Bellas – um grupo composto por mulheres com personalidades totalmente distintas e, estereotipadamente, disfuncionais -.

Inicialmente desanimada com o estilo tradicional e conservador do grupo, Beca busca, mesmo com a resistência da líder do grupo Aubrey Posen (Anna Camp),  modernizar suas performances. Ao longo do filme, acompanhamos a jornada de Beca e das Bellas, que enfrentam desavenças internas e externas, mas não param de tentar encontrar a harmonia perfeita – dentro e fora do aspecto de canto.

Em um tom levemente besteirol, é um típico filme conforto feito exclusivamente para você se sentir bem e se desafiar a cantar todas as músicas até irritar – e em todos os tons de voz.

4. “Oito Mulheres e um Segredo” (“Ocean’s 8”, 2018)

Este filme apresenta Debbie Ocean (Sandra Bullock), uma criminosa habilidosa que sai da prisão após cumprir uma pena de cinco anos. Determinada a provar que pode ser tão boa quanto seu irmão, também criminoso, Debbie elabora um plano audacioso para roubar um colar de diamantes avaliado em 150 milhões de dólares durante o Met Gala, um dos eventos de moda mais prestigiados do mundo.

Para executar seu plano, Debbie reúne uma equipe de mulheres talentosas, cada uma com habilidades específicas que serão essenciais para o sucesso do roubo. Entre elas está Lou (Cate Blanchett), a melhor amiga de Debbie e uma especialista em disfarces e logística.

Também estão: Rose Weil (Helena Carter), a estilista que recomendará o uso do acessório milionário para Daphne Kluger (Anne Hathaway) – uma famosa atriz que será o alvo do roubo, pois usará o acessório milionário – durante o evento; Tammy (Sarah Paulson), uma mãe que tem acesso a recursos e contatos que podem ajudar no plano; Amita (Mindy Kaling), uma joalheira talentosa que pode ajudar a criar uma réplica do colar para substituir o original sem ninguém notar; Nine Ball (Rihanna), uma hacker que pode invadir sistemas de segurança e fazer com que saiam ilesas; Constance (Awkwafina), uma ladra de rua que traz habilidades de furtos e agilidade, para tirar o colar do pescoço de Daphne.

É um filme que combina humor, ação, empoderamento feminino e um elenco especialmente grandioso – com nomes que brilham os olhos.

BÔNUS

“Wicked” ( 2024)

Por que não aproveitar que o filme de sucesso “Wicked” entrou de graça para o catálogo do Prime Vídeo – e que o segundo filme chega nas telonas do cinema em breve (em novembro deste ano) – e reassistir ou dar uma chance?

“Wicked” é uma adaptação cinematográfica do famoso musical da Broadway, que explora a história não contada das bruxas de Oz (de “O Mágico de Oz”), antes da chegada de Dorothy. De um lado, temos Elphaba (Cynthia Erivo), uma jovem mal compreendida com pele verde e misteriosas habilidades mágicas, enfrenta discriminação e rejeição desde a infância. De outro, temos Galinda (Ariana Grande) – Glinda -, uma jovem linda, superficial, muito popular e… loira.

Rapidamente, as duas se tornam inimigas. Com o tempo, no entanto, uma amizade desabrocha. Ainda assim, será precisolidar com o fato de que são opostas: Elphaba luta contra a injustiça e a opressão do sistema, Glinda busca aceitação e status nele. A amizade será forte o suficiente?

Além de ter um enredo que prende pelo mágico, lúdico e pelo drama, é um filme leve e com músicas viciantes, conveniente para se envolver na trama e passar seu Dia dos Namorados sem tédio.

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O artigo acima foi editado por Sophia Claro.

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Luiza Kellmann

Casper Libero '29

Journalism student at Cásper Líbero;
I like to work with a sociological, philosophical and/or psychological bias.