Her Campus Logo Her Campus Logo
Casper Libero | Style > Fashion

Por que as “it girls” querem ser Grace Kelly?

Maria Eduarda Barreira Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Lelê Burnier e Alexandra Saint-Mleux têm algo incomum – e não é somente a influência crescente no mundo da moda. Ambas carregam a inspiração em um dos maiores ícones da moda que já existiu nos últimos tempos: Grace Kelly. Porém, se você acha que a atriz e ex-princesa de Mônaco se limita à moda, não poderia estar mais errado. Escolher se associar ou tê-la como inspiração vai muito mais além: tem que carregar consigo uma graciosidade e uma classe que não pertence a todos e que, entre nós, se encaixa muito bem na sociedade atual.

Mas afinal, quem foi Grace Kelly?

Nascida em 1929 na Pensilvânia, em uma família de atletas, Grace cresceu cultivando o sonho de ser atriz. Após uma ajudinha de seu tio (que por acaso era o diretor de cinema George Kelly), ela conseguiu uma audição e acabou passando para a The American Academy of Dramatic Arts, uma faculdade muito respeitada de artes dramáticas em Nova York.

Os primeiros sintomas de que Grace faria sucesso vieram aos 19 anos, após se destacar na Broadway e conseguir papéis na televisão e, aos 23 anos, estreou seu primeiro longa. Apesar de sua atuação não encantar muito a crítica, a jovem atriz não desanimou e estudou mais até conseguir, em 1952, um contrato de 7 anos com a Metro Goldwyn-Mayer. Foi essa oportunidade que a permitiu participar do filme “Mogambo”, que rendeu suas primeiras indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar.

Depois disso, sua carreira deslanchou, transformando-a na musa de um dos maiores e melhores cineastas de todos os tempos, Alfred Hitchcock. A parceria permitiu que ela participasse de 3 filmes muito bem-sucedidos do diretor: “Disque M para matar” e “Janela indiscreta” em 1954, e “Ladrão de casaca” em 1955. Ganhou diversos prêmios por esses filmes, mas foi com “Amar é sofrer que ela finalmente conseguiu levar pra casa seu primeiro Oscar.

O primeiro casamento real televisionado na história 

Falar de Grace Kelly e não falar de seu casamento pode ser considerado um verdadeiro crime. Após a atriz sair do Festival de Cannes para participar de uma sessão de fotos em um castelo em Mônaco com o príncipe mais desejado da Europa, Rainier III, os dois se apaixonaram. Um ano depois de começarem a namorar, casaram-se em duas cerimônias distintas, cada uma com uma tradição religiosa. A primeira aconteceu em 1956, no principado de Mônaco.

O vestido de casamento foi um presente que os chefes da MGM deram à futura princesa, feito pela estilista Helen Rose, e que acabou ficando marcado em todas as gerações seguintes. Em detalhes, eram 300 metros de renda belga, bordados centenários e mais centenas de metros de seda, tule e tafetá. Para falar do estilo do vestido, é possível definir em duas palavras: conservador e sofisticado – o que se encaixava muito bem na época e nos futuros títulos que viriam a ser dados a ela. Tudo isso podia ser facilmente lido ao ver os principais elementos do vestido: gola alta, cheio de pérolas e mangas compridas.

Seu triste fim

No entanto, a vida de princesa a afastou dos holofotes hollywoodianos. Seu último filme foi lançado em 1966, “O ópio também é uma flor, em que ela é apenas narradora.

Em 1982, a atriz de 52 anos estava junto com sua filha mais nova, Stéphanie, quando sofreu um derrame e acabou capotando o carro e caindo de uma altura de mais de 37 metros. Apesar de o pior ter acontecido com a princesa, sua filha caçula, de apenas 17 anos, sobreviveu – mas convive até hoje com a “culpa” que lhe foi imputada pelos jornais.

O estilo que define Grace 

Mesmo antes de ser princesa, se tinha uma coisa que Kelly sabia era ser elegante, clássica e atemporal. É por isso que ela é tão relembrada nos dias de hoje. 

Em sua maioria, seus looks tinham silhuetas marcadas, cores claras, luvas brancas e blusas de gola alta. No auge dos anos 50, Kelly usava sem medo e com muita confiança camisa com calça, sem tirar a graciosidade feminina que carregava. Porém, é importante ressaltar que, por motivos óbvios, seu estilo mudou após entrar para a realeza de Mônaco.

Após sua ascensão ao trono e, portanto, tendo que adaptar sua realidade a uma nova posição social, ela apostou mais nas saias longas (mas não tão longas ao ponto de não mostrar seu sapato) e vestidos que acompanhassem a sociedade em que ela estava inserida. Apesar disso, é fácil observar que ela nunca abandonou sua essência, que transparecia em todos os seus looks. E é isso que faz uma “it girl”: ser uma referência memorável. Entre as diversas marcas europeias que Kelly utilizava, podemos considerar como suas favoritas as grifes francesas, como a Christian Dior.

Hermès entre “Kelly” e “Birkin”

Somente uma marca tão clássica e elegante quanto a Hermès poderia nomear uma de suas bolsas mais icônicas com o sobrenome de Grace, após ela utilizar a bolsa em diversas ocasiões. A bolsa é recorrentemente lembrada por outro modelo icônico da marca, a Birkin. Apesar de ambas serem famosas, têm propostas equivalentes às marcantes mulheres que a nomeiam, enquanto Jane Birkin representa uma elegância sem esforço e um tanto quanto descontraído, Grace Kelly, como já dito, representa uma certa rigidez de estrutura e muito requinte.

Luxo que vem de dentro

Enquanto outras atrizes de Hollywood mostravam o luxo em suas roupas e joias, Grace carregava o luxo consigo e não precisava externar o quão elegante ou poderosa ela parecia ser – ela simplesmente era. O luxo que vem de berço, exposto no estilo “quiet luxury” e que fascina tanto pelo distanciamento do mundo “comum”, foi praticamente criado por ela. É por isso que tantas meninas apaixonadas por moda buscam ser um pouco mais como ex-princesa, pois, acima de tudo, ela era extremamente autêntica.

_____________

The article above was edited by Clarissa Palácio.

Did you like this type of content? Check Her Campus Cásper Líbero’s home page for more!

Just a journalism student and a talkative girl who loves movies, art, pop culture and anything else that makes me feel alive.