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Casper Libero | Culture

O álbum da Copa cresceu; quem coleciona também

Ana Karla dos Santos Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

O álbum da Copa do Mundo é um sucesso desde que foi lançado, em 1950, pela Fábrica de Balas A Americana. No início, as figurinhas vinham como brinde das balas do futebol, e diversas crianças começaram a comprar o doce apenas para completar o álbum.

Agora, publicado pela Panini, o álbum continua marcante, mesmo em uma era digital. Para parte dos colecionadores, o hábito está ligado a fatores como o sentimento de nostalgia, o início da paixão pelo futebol e a conexão com os amigos e com a família.

Para o jornalista Matheus Kleim, colecionador desde 2010, essas foram algumas das razões que mantiveram a tradição viva, “Eu odiava futebol. Não gostava mesmo. Mas, em 2010, meu avô me deu um álbum que veio no jornal e eu gostei daquele negócio de colar figurinhas. Meus amigos da escola também colecionavam, e eu entrei na onda deles”, disse.

Depois, Matheus começou a assistir aos jogos para identificar os jogadores da TV com os das figurinhas: “O álbum despertou o futebol em mim”, resume Matheus.

A nostalgia por trás do cheiro de cola

O álbum físico de figurinhas da Copa do Mundo faz parte da conexão das pessoas com diferentes fases da vida.

“É realmente aquela coisa de memória afetiva, sabe? Até o cheiro da cola da figurinha me leva para outro lugar. Me leva para a infância, para 2014, quando eu já estava em outra fase da vida, para 2018 e 2022. Você acaba sendo transportado para esses lugares”.

Matheus Kleim

São os pequenos estímulos que despertam memórias. O sentimento vai além das figurinhas coladas e traz à tona lembranças e conexões que unem os brasileiros: o 7 a 1 contra a Alemanha, o gol de bicicleta de Richarlison em 2022, a implementação do VAR em 2018 e a esperança renovada pelo título em cada Copa do Mundo.

Entre o físico e o digital

Mesmo com o lançamento de uma versão digital pela Panini, o álbum físico continua sendo comprado e colecionado por milhões de brasileiros. Para muitos fãs, a nostalgia ainda fala mais alto do que a inovação tecnológica, já que a experiência digital não substitui o ato de abrir pacotinhos, trocar figurinhas e preencher as páginas do álbum, como explica Matheus.

“Eu acho muito legal porque é uma coisa física, sabe? É diferente de um aplicativo ou qualquer outra coisa. Revive uma tradição que existe há muito tempo […] a interação com as pessoas, eu gosto de ir aos pontos de troca, sabe? Para trocar, e você acaba reencontrando pessoas que não vê há muito tempo ali”, afirmou.

Matheus ainda diz que as experiências não são individuais. Quando mais novo, ele torcia para tirar as cartas de jogadores específicos, principalmente os que eram do seu time. Hoje, já não faz mais tanta questão, mas percebe que a tradição prevalece entre algumas crianças.

No fim, o álbum da Copa do Mundo é mais que um simples passatempo, ele carrega memórias, aproxima pessoas e atravessa gerações. Mais de sete décadas depois, ele continua crescendo junto com quem o coleciona.

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O artigo acima foi editado por Isabella Gouvea.

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Ana Karla dos Santos

Casper Libero '29

A journalist student who loves writing about everything, especially football and makeup🗞️💄⚽️