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Missão Impossível: O fim de uma das franquias mais bem sucedidas do cinema?

Kauany Izidio Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Missão Impossível: O Acerto Final estreou nos cinemas brasileiros em 22 de maio de 2025 trazendo um questionamento: e se a maior missão impossível de Ethan Hunt (Tom Cruise) não for desarmar bombas nem saltar de precipícios, mas sim aceitar que toda saga chega ao fim?

O oitavo filme da franquia retoma a trama exatamente de onde Acerto de Contas Parte 1 (2023) parou, com a busca da Entidade, uma inteligência artificial que manipula dados, reescreve verdades em tempo real e ameaça pulverizar a linha entre ficção e realidade. A pergunta que persegue público e personagens é dupla: como deter um inimigo digital onipresente e, será a última vez em que o mundo grita “good luck, Ethan”?

O FILME em si

A narrativa atravessa três continentes em ritmo de contagem regressiva, mas não vive apenas de acrobacias. Toda grande perseguição acena para momentos icônicos da série: a descida silenciosa ao cofre de Langley, a escalada no Burj Khalifa e o salto em queda livre sobre Paris. Esses flashbacks relembram façanhas e perdas que moldaram o agente Hunt ao longo de quase três décadas.

Desta vez, a equipe IMF (Força de Missões Impossíveis) corre para localizar o submarino russo Sevastopol, afundado no Ártico com o núcleo da Entidade a bordo. Enquanto a pressão aumenta, Tom Cruise exibe preparo físico extremo e deixa transparecer o peso desses anos todos em campo. O impacto emocional atinge o clímax quando surge a mensagem póstuma de Luther Stickell (Ving Rhames), gravada antes de sua morte e ouvida nos minutos finais, lembrando o agente de que “o mundo ainda precisa de você”.

Para quem acompanha a franquia, o filme também serve como retrospectiva rápida dos caminhos que trouxeram Ethan até aqui. Cada diretor deu seu toque à trama, Brian De Palma deu o tom paranoico do primeiro longa em 1996; John Woo transformou a sequência de 2000 em ópera de ação; J. J. Abrams introduziu o núcleo dramático em 2006 e Brad Bird levou a série a ambientes impossíveis em 2011. Em 2015, Christopher McQuarrie assume de vez o leme, puxando a mistura de suspense e espetáculo que define Nação Secreta, Efeito Fallout, Acerto de Contas Parte 1 e, agora, O Acerto Final.

o pós estreia

Fora das telas, a franquia segue forte. Nos primeiros dias de exibição, O Acerto Final somou US$ 204 milhões nas bilheterias globais e US$ 63 milhões só nos Estados Unidos. Trinta anos depois do longa original, a marca continua relevante e líder de público. A Paramount Pictures e o diretor Christopher McQuarrie falam em conclusão planejada, mas não trancam a porta. O roteiro elimina a ameaça da Entidade, concede a Hunt alguns minutos de paz e ainda deixa uma fresta narrativa para um possível retorno, se houver história e bilheteria que justifiquem.

Reunindo nostalgia dos arquivos de missão, espetáculo de ação e discussão atual sobre inteligência artificial, Missão Impossível encerra o ciclo com sensação de dever cumprido. Se for o último round, Ethan Hunt se despede no auge, acenando da borda de um penhasco que ele próprio escalou, se for só mais um degrau rumo a uma nova aventura, o filme prova que, para Tom Cruise, a aposentadoria continua sendo a missão mais impossível de todas.

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O artigo acima foi editado por Júlia Salvi.

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Kauany Izidio

Casper Libero '27

Hey, I'm Kauany! Journalism student at Cásper Líbero University who loves exploring stories that make people feel, think, and sometimes laugh.