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Casper Libero | Culture

Milão-Cortina 2026: com delegação recorde, Brasil consolida presença nos Jogos Olímpicos de Inverno

Anna Damaceno Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

O Brasil faz história em sua décima participação consecutiva em Jogos Olímpicos de Inverno. Com 14 atletas qualificados para Milão-Cortina 2026, que teve início em 6 de fevereiro e se estende até o dia 22, o país registra sua maior delegação na história, superando os 13 competidores de Sochi 2014 e os 11 de Pequim 2022.

Este crescimento representa mais do que estatística, sinaliza um avanço cultural e esportivo. Para uma nação tropical, a consolidação em modalidades de neve e gelo desafia barreiras geográficas e amplia o protagonismo brasileiro no cenário olímpico de inverno, geralmente dominado por países com clima frio.

DESTAQUES TROPICAIS

A trajetória do Brasil no gelo é marcada por nomes que quebram paradigmas. Neste ciclo, os holofotes se voltaram para Lucas Pinheiro Braathen, atleta de esqui alpino, que fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil e da América do Sul em Jogos de Inverno. 

Outro nome de peso é o de Nicole Silveira (skeleton), que colocou o Brasil na elite do skeleton feminino, após conquistar o 11º lugar. A rotina de Nicole escancara uma dura realidade do esporte olímpico brasileiro: o desafio de conciliar alto rendimento com uma profissão fora das pistas. A atleta trabalha como enfermeira em um hospital pediátrico no Canadá e concilia plantões com as temporadas do skeleton. 

“Eu geralmente trabalho durante a nossa off-season e preciso atuar pelo menos uma vez a cada seis meses para manter a minha licença ativa. No ano passado, conseguimos encaixar isso durante uma pausa nas competições, mas neste ano precisei conversar com meu chefe e explicar que ficaria um pouco mais de seis meses afastada”, explicou a atleta em entrevista ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).

No esqui cross-country, o acreano Manex Silva confirma sua evolução. Entre os 100 melhores do mundo nos 10km estilo livre, o atleta superou seu desempenho de quatro anos atrás, três dias após terminar em 48º lugar no sprint clássico.

CRESCIMENTO E LEGADO

O aumento da participação brasileira em ciclos olímpicos, é notável. Desde Vancouver 2010, o número de atletas brasileiros cresceu 180%. Naquela edição, o país teve apenas cinco representantes. “Este crescimento fortalece as modalidades de neve e gelo no país, amplia a visibilidade dos atletas e inspira novas gerações”, defende Emílio Strapasson, Chefe de Missão do Time Brasil.

O suporte do Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem sido o pilar responsável pelo alto nível de competitividade apresentado. Hoje o Brasil se consolida como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul nos esportes de inverno.

O desempenho em Milão-Cortina 2026 redesenha a percepção dessas modalidades no Brasil. Mais do que uma participação isolada, a presença recorde serve como catalisadora para que jovens talentos busquem excelência em esportes que, até pouco tempo, pareciam distantes da realidade brasileira.

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O artigo acima foi editado por Isabella Gouvea

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Anna Damaceno

Casper Libero '29

Sou uma bailarina em processo de formação e também dou aulas de ballet para crianças.
No meu tempo livre gosto de escrever, estudar e explorar assuntos novos, ler muito e principalmente cozinhar
Curso jornalismo e quero dar voz as pessoas que não possuem ou conseguem expor o que sentem.