“Okay. Red Bull, Ferrari, Mercedes, Aston Martin, agora McLaren… todos são mais rápidos que a gente nas retas. Nossa chance é lutar nas curvas. Precisamos construir nosso carro para o combate.” Sonny Hayes, vivido por Brad Pitt, solta essa frase, na intenção de deixar claro que o filme F1 (2025) não está para brincadeira.
A engenheira Kate responde: “Como é que eu vou fazer isso de uma forma segura?” e Sonny retruca: “Quem disse alguma coisa sobre segurança?” Essa fala foi a jogada, ou melhor, acelerada perfeita para conseguirmos sentir a tensão, adrenalina e rivalidade que o filme vai nos proporcionar.
Estratégias (de F1 O filme)
Brad Pitt, um dos atores mais aclamados de Hollywood, protagoniza Sonny Hayes, um piloto veterano que, depois de um acidente que quase acabou com sua carreira na década de 1990, vive fora das pistas de F1 e carregando o peso do passado e a tentação de voltar a correr. Quando a APX GP (equipe fictícia do filme) se vê quase tão mal quanto a Hass em 2025, eles decidem convocar Sonny para retornar à pista e salvar o que resta da Scuderia.
Ao lado dele, surge o jovem e arrogante Joshua Noah Pearce, por Damson Idris. O rookie, como são chamados os novatos na categoria principal, representa o futuro da equipe e, ao mesmo tempo, o DRS desregulado de Sonny. Durante os frenéticos treinos e pit stops arriscados, a rivalidade entre o veterano e o novato esquenta os pneus, enquanto cada um tenta mostrar quem realmente manda na pista.
O filme não deixa de mostrar o peso real que cai nos ombros de quem vive nesse mundo, os pilotos, mecânicos, engenheiros e estrategistas. Ele expõe as batalhas silenciosas que acontecem longe das câmeras, o desgaste físico, a tensão psicológica, e a pressão da mídia que procura qualquer deslize.
F1 revela como a rotina intensa transforma relações pessoais, altera a forma de se conectar com o mundo e cobra um preço alto de quem está sempre no limite, tentando equilibrar o sonho de vencer com os traumas do passado e as expectativas futuras. É a corrida que acontece dentro e fora da pista, onde cada segundo é uma decisão que determina o podium e o seu mental.
Para os fãs de Fórmula 1, é também uma passagem nostálgica por algumas das pistas mais lendárias do calendário. Silverstone, Hungaroring, Spa‑Francorchamps, Monza, Zandvoort, Suzuka, Mexico City, Las Vegas Strip Circuit e Yas Marina, nove dos melhores GPs. Ver essas pistas durante o filme, e saber que foram gravadas em corridas reais, cria uma conexão com quem acompanha o esporte há anos. Cada curva, cada reta, traz lembranças de corridas inesquecíveis, pilotos que fizeram história e o cenário típico de cada lugar.
Não só os GPs, mas as narrações das corridas, os efeitos visuais que utilizaram, foram essenciais para a imersão do filme, fazendo com que os espectadores se sintam parte daquele grid e assistindo a uma corrida em um domingo às 10 horas com a narração de Sérgio Maurício e Mariana Becker nos Paddocks.
Equipe
Dirigido por Joseph Kosinski, que dirigiu também Top Gun: Maverick e produzido por ninguém mais, ninguém menos do que Lewis Hamilton, que auxiliou na autenticidade do filme. Era possível ver Brad Pitt e Damson Idris pilotando carros de verdade em circuitos como Silverstone, Spa e Monza, durante a temporada oficial de 2023 e 2024.
Javier Bardem aparece como Ruben Cervantes, chefe de equipe excêntrico e carismático, e Kerry Condon brilha como Kate, engenheira-chefe que tenta manter a equipe unida em meio ao caos técnico e emocional. Algumas cenas do filme, também contam com a presença do elenco de 2023 da Fórmula 1, as Scuderias originais, e os líderes Frédéric Vasseur, Zak Brown, Toto Wolff.
Câmera na pista, ruídos do motor, suor sob o capacete e tensão nos boxes, tudo contribui para uma experiência única. O som e a fotografia, combinados com a trilha sonora, transformam cada volta em um espetáculo. Ed Sheeran, Doja Cat, Tate McRae, Don Toliver, Burna Boy, Raye, Madison Beer, Rosé, Tiësto e Chris Stapleton são 10 dos principais artistas presentes na trilha sonora do filme.
Começando por “Lose My Mind”, que foi a primeira música lançada para o filme, por Don Toliver e Doja Cat. Depois, tivemos outras estrelas como “Drive”, do ruivinho mais amado Ed Sheeran; “Messy”, da Rosé; “All at Once”, por Madison Beer; e “Just Keep Watching”, da Tate McRae, que fez um grande sucesso nas redes sociais.
F1 o filme não é só sobre carros rápidos, é sobre o que existe entre a largada e a bandeira quadriculada: o ego, a superação, o fracasso, o suor, nervos no limite e vitórias que muitas vezes não vêm em primeiro lugar. O filme conduz nós espectadores por dentro dos bastidores, do cockpit ao box, do briefing tenso às ultrapassagens na brita, tudo com realismo que faz você quase ouvir o rádio da equipe vibrando nos ouvidos.
O filme não só presta homenagem ao esporte, como transforma cada curva em cena de cinema. É adrenalina à flor da pele em storytelling, com direito a pit stops dramáticos, estratégias de risco e duelos que lembram os grandes clássicos das pistas.
Não pense demais. A luz já ficou verde.
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O artigo acima foi editado por Juliana Sanches.
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