#ExposingMyAgressor: A União das Mulheres para Denunciar Casos de Abuso

#ExposingMyAgressor é um movimento que surgiu nas últimas semanas onde mulheres expuseram, através das redes sociais, casos de abuso, assédio e relacionamentos tóxicos que já sofreram ou vivenciaram. Ele tem como principal objetivo dar voz à uma minoria, mostrando também solidariedade.

Paula P. foi uma das garotas que aderiu ao movimento. Sem citar o nome do agressor, ela relatou um todos os fatos ocorridos em um relacionamento abusivoso que passou. “Eu quis mostrar minha história para dizer que as outras meninas não estão sozinhas, muitas se identificaram e viram pontos abusivos dentro do próprio relacionamento atual. Essa exposição foi uma forma de mostrar que tem sim como sair desse relacionamento e viver sua vida normalmente.”, conta.

Outro ocorrido foi de "B", que preferiu não ter seu nome revelado na reportagem. "B" divulgou em seu Twitter um relato ocorrido em uma festa, onde seu agressor se aproveitou de um momento de vulnerabilidade para assediá-la. Na entrevista ela afirmou, ainda, que usou isso para mostrar que momentos como esse não justificam nenhum tipo de violência.

“Acho que isso me deu a voz que eu nunca tive. Minha pretensão com isso foi mostrar que essas coisas acontecem sim e com muita frequência. Nunca quis falar muito sobre, mas sei que é importante.”, relata.

Mas qual a importância dessa solidariedade para as mulheres e para o feminismo?

Falar sobre isso ajuda as vitimas a entenderem que nunca será culpa delas.

Além disso, mostra que várias garotas já passaram por episódios parecidos e, em alguns casos, compartilhar essas histórias ajuda várias garotas a reconhecerem determinadas situações e manterem a união feminina. As mulheres foram silenciadas por muitos anos, sendo obrigadas a aceitarem relacionamentos abusivos e manipulações psicológicas, já que muitas eram - e infelizmente ainda são - postas em situações nas quais aceitavam como normal e não sabiam como lidar.

Um dos principais focos do feminismo é a união e a sororidade. Uma ajuda a outra, criando assim, uma força coletiva contra toda forma de manifestação machista.

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O artigo acima foi editado por Laura Ferrazzano.

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