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Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer: BK inova a cena do rap novamente

Caroline Magalhães Student Contributor, Casper Libero University
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Julia Savini Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Em janeiro de 2025, o rapper carioca BK lançou o seu mais novo álbum, Diamantes, Lágrimas e Rostos Para Esquecer (DLRE). A obra, que é um mergulho íntimo na identidade e questões do rapper, rapidamente impulsionou os streams do artista. Com 16 faixas, DLRE explora as angústias, lutas, amores e consagração de Abebe Bikila no cenário do rap nacional. Várias faixas já estão viralizadas com direito a trends no TikTok.

A EVOLUÇÃO DE BK

Diferente de suas outras produções que exploravam mais o âmbito da criatividade como, Ícarus (2022), DLRE explora os processos que formam cicatrizes, expondo confusões e questões iminentes no processo de seguir em frente – seja na construção da carreira ou dos relacionamentos. Em “Da Madrugada” com participação de Fat Family, o cantor cita: “Ó, eu mesmo que escrevi e rasguei os planos”, fazendo referência a uma de suas composições mais aclamadas pelo público, “Planos” – que retrata um amor intenso, cego e deslumbrado, diferente das composições de DLRE

A faixa de abertura, “Você pode ir além”, de colaboração com FYE, traz riffs de guitarra e rimas incisivas que introduzem a mensagem do álbum e revelam a capacidade artística do BK em flutuar por diferentes sonoridades brasileiras.

DESTAQUES DO ÁLBUM E O SAMPLES BRASILEIROS

Um pouco antes do lançamento, BK já havia deixado alguns rastros nas redes sociais de que seu novo projeto contaria com algumas participações e samples inéditos em suas produções.

Uma das faixas de destaque do álbum é Só eu sei, onde o rapper sampleia a clássica Esquinas, de Djavan. A escolha desse sample não apenas homenageou um dos ícones da música brasileira, mas também trouxe uma surpresa aos fãs, que ao descobrirem que haveria a participação de Djavan, imaginaram que seria uma canção de amor, e não foi bem assim.

“Só eu sei” aborda a ideia de que cada pessoa carrega consigo uma bagagem de vivências e aprendizados que é única, e isso é expressado na voz do Djavan. Os versos remetem a momentos de superação quando ele diz “me deram murros, eu escapei; me deram muros, eu escalei”, revelando sua resiliência diante de seus próprios desafios.


Em “Da Madrugada”, ele se une com um fenômeno dos anos 90, o grupo Fat Family, trazendo influências do R&B para as suas rimas. Já em “Cacos de Vidro”, surgem elementos da Jovem Guarda influenciados pelo sample de Evinha.

TEMÁTICAS E REFERÊNCIAS

Entre o individual e o coletivo, as faixas abordam as experiências que consolidam o artista. Canções como “Medo de mim” e “Eu consegui” exploram mais de sua jornada interna, enquanto “Abaixo das Nuvens”, com Luedji Luna e Borges, reforça a cooperação do projeto.

Outra faixa que chama atenção é “Não adianta chorar”, com participação de Pretinho da Serrinha. Aqui, BK demonstra maestria na mescla entre o rap e o samba, celebrando mais uma vez, a diversidade da musicalidade brasileira. Em “Mandamentos”, com MC Maneirinho, ele faz uma fusão entre trap e rap refletindo as novas tendências da cena musical.

Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer marca o início de uma nova fase na carreira de BK, onde ele mistura fortes rimas com influências musicais brasileiras. Com parcerias inesperadas e temáticas de superação e identidade, o rapper carioca entrega um álbum mais introspectivo e íntimo, destacando-se pela fusão do rap com elementos de R&B, samba e Jovem Guarda. DLRE não é apenas uma evolução artística de BK, mas também uma celebração da riqueza sonora e cultural do Brasil, consolidando ainda mais seu lugar de destaque no cenário musical nacional.

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O artigo abaixo editado por Ana Carolina Carvalho.

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Journalism student at Cásper Líbero & Copywriter.
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Julia Savini

Casper Libero '27

Cursando 3º semestre de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero.