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Casper Libero | Culture

Como a falta de comunicação afeta as relações humanas?

Paola Costa Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

A comunicação é um dos pilares para o funcionamento e crescimento na sociedade. Relações familiares, amorosas e de amizade são construídas com base na comunicação e conversa, sendo a falta dela um paradigma para o convívio. 

A falta de comunicação pode nos isolar das pessoas que mais amamos. Muitas vezes, guardamos sentimentos por medo de sermos mal compreendidos ou rejeitados, e isso acaba nos afastando ainda mais. 

Em uma conversa com a psicóloga Carol Camargo, ela cita que “a frustração diante da falta de comunicação costuma surgir quando há uma necessidade não atendida, como conexão, clareza ou reciprocidade.” Isto é, a frustração se dá quando existe uma necessidade emocional que não é atendida em um processo comunicativo, podendo afetar o relacionamento de forma negativa, desde que há uma quebra de expectativa quanto a reação e prestação do próximo sobre seu relacionamento.

Das telas para a vida real

Com a série Normal People, inspirado no romance de Sally Rooney, vemos que o casal central, Connell e Marianne, enfrenta problemas de comunicação durante a narrativa, que, por sua vez, formam o enredo do romance. Vemos que apesar de terem sentimentos profundos um pelo outro, ambos têm conflitos pessoais que afetam o relacionamento; Connell vê problemas em sua condição financeira comparada a de Marianne, já que se conhecem por meio de sua mãe que trabalha para a família da mesma. Além de ser uma pessoa insegura, com problemas de autoestima. Marianne carrega traumas de infância consigo, que fazem-na interpretar a falta de comunicação como uma forma de rejeição, tornando um relacionamento com vários dilemas e inseguranças por parte de ambos.

A autora faz uma análise sobre a comunicação e a falta dela nas relações amorosas do ser humano, uma vez que o casal enfrenta seus problemas durante os doze episódios devido a falta de uma troca que ocorre por parte de ambos.

Os desencontros do casal poderiam ser facilmente evitados caso alguma das partes conseguisse falar abertamente com o outro. A trama carrega o impacto de palavras não ditas, mostrando a agonia e o sofrimento que muitas relações podem passar.

Vemos essa mesma narrativa no filme Simplesmente Acontece, uma adaptação do diretor Christian Ditter baseado no livro Where Rainbows End de Cecelia Ahern. Melhores amigos desde a infância, Alex e Rosie encaram desencontros na relação após um beijo dado pelos personagens que acaba ficando esquecido depois de uma ressaca. Se sentindo rejeitado, Alex não dialoga com Rosie sobre o ocorrido, deixando o casal separado por anos.

Assim como Connell e Marianne, os desencontros na relação de Alex e Rosie poderiam ser evitados com uma tentativa de conversa entre ambos os lados. O ponto da trama é mostrar os desafios que o casal enfrenta pelo sentimento da confusão e da vergonha que os mesmos sentem, evitando com que ambos ficassem juntos.

Apesar de haver pesquisas que mostram que a mente humana interpreta o silêncio como uma ameaça real, Camargo indica que “a ausência de resposta nem sempre significa desinteresse; pode ser apenas distração, sobrecarga ou um momento diferente do outro.”, trazendo questões sobre a expectativa que criamos sobre as pessoas e sua disponibilidade em relação a nós mesmos; “Muitas vezes, criamos expectativas silenciosas. Esperamos que o outro adivinhe o que queremos ou como nos sentimos, e nos frustramos quando isso não acontece”, diz Carol.

Com isso, praticar a comunicação saudável é essencial para manter o bem-estar das relações pessoais. Entender o sentimento do próximo e procurar sempre compartilhar os seus próprios sentimentos auxilia em uma relação mais saudável, já que o diálogo é a chave para manter qualquer relacionamento.

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O artigo acima foi editado por Duda Kabzas.

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Paola Costa

Casper Libero '28

My name is Paola, I'm eighteen years old and I'm at my first year of Journalism graduation!
I really like sports, music, politics and more! I can see myself writing about those things.