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Casper Libero | Culture

Aperol, Negroni, Martini… O guia de drinks para não ficar perdida no bar

Maria Eduarda Barreira Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Chegar no bar com as amigas, se deparar com um menu gigantesco de drinks e não saber o que pedir é uma experiência universal e mais comum do que se imagina. Um drink mais doce ou mais ácido? Vodka ou Gin? Batido ou mexido?

Mas pode ficar tranquila! Se você não quer parecer perdida na frente do barman, acompanhe este guia básico feito pela Her Campus Cásper Líbero para escolher o drink que mais combina com você.

Cosmopolitan

O primeiro drink dessa lista não poderia ser outro a não ser a assinatura de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), de Sex and the City. Apesar da sua fama ter ressurgido com a produção de TV, o nascimento desse drink remonta aos anos 70, quando se misturava vodka com cranberry, uma fruta nativa da América do Norte.

O drink é bem docinho, levando na composição 50ml de vodka, 40ml de suco de cranberry, 10ml de suco de limão e licor de laranja. Para finalizar, um twist: uma rodela de limão tahiti ou laranja.

moscow mule

Um drink clássico para quem não quer nada tão doce ou para quem gosta do sabor do gengibre. Criado nos EUA nos anos 40, ele é tradicionalmente servido em uma caneca de cobre, material que, por ser ótimo condutor de térmico, mantém o drink bem gelado. Além disso, o cobre ainda oxida a vodka, tornando o sabor ainda mais único. 

A caneca charmosa também é uma das estratégias de marketing mais antigas – e bem sucedidas – desse ramo, sendo a responsável por tornar a vodka russa presença obrigatória nos bares americanos.

O drink leva 50ml de vodka, suco de meio limão tahiti, 100 ml de ginger beer (bebida a base de gengibre, água e açúcar), gelo, 1 ramo de hortelã e 1 rodela de limão para decorar.

NEGRONI

O negroni foi criado em 1919, quando um bartender chamado Forsco Scarselli atendeu o pedido de um conde italiano, Camillo Negroni, para deixar ainda mais forte seu Americano, drink feito com Campari (destilado italiano do tipo bitter a base da infusão de ervas em álcool), vermute tinto e água com gás. 

O resultado foi um drink que combina o doce com o amargo, feito com partes iguais de gin, Campari, vermute, gelo e uma fatia de laranja. Há ainda o “Negroni Sbagliato”, em que o gin é substituído por um espumante, geralmente prosecco, e o “Negroni Branco”, em que, no lugar do Campari, usa-se Suze ou Cocchi Americano (licores amargos brancos) e vermute branco seco.

sex on the beach

Frutado, doce e bem gelado, esse drink é a cara do verão e um clássico em bares e em regiões praianas. A origem exata é incerta, mas remonta aos anos 80 nos Estados Unidos, com a história mais difundida sendo a de que o bartender Ted Pizio criou o drink na Flórida, em 1987, escolhendo um nome que representasse dois dos maiores atrativos associados ao spring break.

O mix de cores do drink vem da combinação de 40 ml de vodka, 20 ml de licor de pêssego, 40 ml de suco de laranja, 40 ml de suco de cranberry, gelo e uma fatia de laranja e uma cereja para finalizar. 

cuba libre

Como o próprio nome já indica, esse drink foi inventado durante a independência de Cuba, no fim do século XIX. Segundo a história mais difundida, um oficial norte-americano teria misturado rum cubano e Coca-Cola, criando uma combinação que simbolizava a aproximação entre a ilha da América Central e os Estados Unidos.

O drink leva uma dose de rum, coca-cola (a qual às vezes é substituída por pepsi), gelo e suco de limão, resultando em um sabor que mistura o doce do refrigerante com o álcool intenso do rum.

margarita

Um dos drinks mais icônicos do mundo, sua origem ainda é cheia de mistérios, com pelo menos quatro teorias que explicam como o drink surgiu no México. Quase todas remontam a histórias de barmans que faziam a bebida em homenagem a mulheres, o que ajuda a explicar o nome da bebida. 

Tradicionalmente, a margarita é feita com 50 ml de tequila, 30 ml de licor de laranja e 25 ml de suco de limão fresco, ou seja, um drink para quem gosta de sabores mais ácidos e cítricos. A apresentação na taça com a borda com sal torna a experiência mais charmosa e completa.

aperol spritz

Uma das principais tendências das redes sociais, nenhum drink tem mais cara de verão europeu do que um bom Aperol Spritz. Com origem na década de 20, demorou-se cerca de sete anos até que se aperfeiçoasse a cor vibrante e sabor cítrico. 

O drink leva o nome da própria marca do licor, o Aperol, um bitter italiano de cor laranja e sabor levemente amargo, com notas cítricas e herbais. Já “Spritz” é o nome dado a uma categoria de drinks que combina vinho ou espumante com água com gás, tornando a bebida mais leve e refrescante.

O “Aperol Spritz” leva então: 100ml de Aperol, 200 ml de vinho branco ou prosecco e 50ml de água com gás ou refrigerante mais cítrico. Adiciona-se também rodelas de laranja para acentuar o sabor.

caipirinha

O mais brasileiro dos drinks e um clássico em todos os bares do país. A caipirinha surgiu no interior de São Paulo como um remédio para gripe espanhola e, apesar de não ser mais utilizada com propósitos medicinais, é considerada um patrimônio nacional. 

A versão clássica da caipirinha é um drink marcante, misturando o cítrico e o doce: um limão, duas colheres de sopa de açúcar, 50ml de cachaça e gelo. Não é incomum, no entanto, que as quantidades de açúcar e cachaça variem a depender de quem está fazendo o drink. 

Com o tempo, variações da caipirinha surgiram ao redor do Brasil, substituindo tanto o limão por outras frutas, como a cachaça por vodka (caipiroska) ou por rum (caipiríssima). 

dry martini

Se o Cosmopolitan é o drink da Carrie, o Dry Martini é drink da Samantha (Kim Cattrall) e isso diz muito sobre a personalidade delas. Mas, muito antes de Sex and The City, o drink já levava consigo a fama de ser elegante, pois é o favorito de James Bond. 

A receita tradicional leva apenas 90ml de gin seco e 10ml de vermute (bebida italiana à base de vinho, infusionada com ervas), misturando-se os dois ingredientes em um copo com bastante gelo. A mistura então é coada e colocada na taça em V, também já gelada. O resultado é um drink com sabor forte e marcante. 

Há algumas variações possíveis na hora de servir, incluindo a do agente 007, que prefere o Martini “batido e não mexido” e com adição de Lillet Blanc (aperitivo francês a base de vinho e licor de frutas). Nos bares tradicionais, geralmente pode-se colocar como guarnição azeitonas verdes, cebolinha, um twist de limão ou até mesmo queijo azul. Além disso, caso um pouco da salmoura da azeitona seja colocada na mistura, obtém-se o “Dirty Martini”, com um toque salgado.

mojito

La Bodeguita del Medio, em Havana, era o bar preferido do escritor Ernest Hemingway onde ele costumava tomar seu drink favorito, o mojito. Considerado um patrimônio histórico centenário de Cuba, o drink tem fortes raízes caribenhas e muito rum. 

O drink leva 50ml de rum, suco de um limão, duas colheres de chá de açúcar, água com gás ou soda, folhas de hortelã fresca e gelo. O resultado é uma bebida que mistura o sabor marcante do rum, o cítrico do limão e o frescor da hortelã, com leve toque doce por causa do açúcar. 

bloody mary

Assim como a margarita, a história que explica a origem do bloody mary também é cheia de teorias e lendas. A mais popular é de que Fernand “Pete” Petiot criou o drink na década de 1920, misturando vodka com suco de tomate para expatriados americanos. A lista de ingredientes foi aumentando ao decorrer do tempo e o nome fazia referência a esposa do dono do hotel onde Petiot trabalhava.

Esse é um dos drinks mais elaborados da lista, misturando sabores salgados, picantes e cítricos. A receita tradicional leva 50 ml de vodka, 100 ml de suco de tomate, 15 ml de suco de limão, de 2 a 3 gotas de molho inglês, 2 a 3 gotas de molho de pimenta, sal e pimenta-do-reino a gosto, gelo em cubos, um talo de salsão e uma fatia de limão para decorar o copo.

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O artigo acima foi editado por Olivia Nogueira.

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