Durante anos, o autoexame das mamas foi considerado o principal método de detecção precoce do câncer de mama. Campanhas de conscientização ensinavam mulheres a se tocarem mensalmente e ficarem atentas a qualquer nódulo. No entanto, as recomendações médicas mudaram: hoje, o autoexame não é mais visto como uma forma isolada de prevenção, mas como parte de um conjunto de cuidados.
O que mudou nas recomendações médicas
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o autoexame não deve ser encarado como uma técnica única de rastreamento. Isso porque muitas mulheres que o realizavam de forma correta acabavam deixando de fazer exames clínicos e mamografias — que são os métodos mais eficazes para detectar tumores em estágios iniciais.
Atualmente, o foco é no autoconhecimento corporal. A ideia é que cada mulher conheça bem o próprio corpo e perceba alterações que possam indicar algo fora do comum. Isso inclui mudanças no formato das mamas, no tamanho, na coloração da pele, na sensibilidade e na presença de secreções ou retrações no mamilo.
A importância da mamografia
A mamografia é o exame de imagem mais eficiente para identificar o câncer de mama antes mesmo da ocorrência de sintomas graves. Ela permite detectar tumores de poucos milímetros invisíveis ao toque.
O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame a cada dois anos. Entretanto, mulheres com histórico familiar devem iniciar o acompanhamento mais cedo, por volta dos 35 a 40 anos, conforme orientação médica.
Além da mamografia, o exame clínico das mamas, feito por profissionais de saúde, continua sendo importante e deve ser realizado anualmente.
O autoexame ainda tem seu valor
Embora não substitua os exames médicos, o toque continua sendo um aliado. Em muitos casos, são as próprias mulheres que notam algo estranho e buscam atendimento médico, o que pode acelerar o diagnóstico.
O ideal é que o toque seja feito ocasionalmente, em um momento tranquilo, sem obrigatoriedade ou cobrança. Observar-se no espelho, perceber o toque durante o banho e reparar em mudanças sutis já são atitudes que fazem diferença.
Cuidar de si é um ato de prevenção
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de 74 mil novos casos por ano no país entre 2023 e 2025. Quando descoberto cedo, as chances de cura podem chegar a 95%.
Por isso, a prevenção vai muito além de um único exame. Envolve informação, acompanhamento médico e atenção ao corpo. Estar em dia com as consultas, realizar os exames de rotina e manter hábitos saudáveis — como praticar atividade física, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool — são passos fundamentais.
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O artigo acima foi editado por Rafaela Lima.
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