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#6 Livros Para Ler E Aprender Mais Sobre Autoaceitação, Amor-Próprio E Corpo Livre

Devido à maior visibilidade da luta feminista nos últimos anos, alguns assuntos se tornaram mais recorrentes e estão sendo amplamente discutidos pelas mulheres. Um deles é a autoaceitação, que é a percepção que você tem de si mesma, tanto em relação às suas características físicas quanto sobre a sua personalidade. É com ela que você aprende a aceitar e respeitar todas as suas qualidades, sobretudo suas limitações.

A partir da autoaceitação, é mais fácil desenvolver o amor-próprio, o sentimento que você tem em relação a si mesma. Ou seja, apesar das suas limitações e fraquezas, é a capacidade de reconhecer seu próprio valor e ter maior apreço por quem você é, passando a se tratar com mais compaixão e gentileza.

Com foco nas características físicas, o Movimento Corpo Livre, inspirado no "body positive" norte-americano, incentiva a autoaceitação e o amor-próprio sobre o corpo. O movimento acredita que mulheres precisam se libertar da perseguição pelo padrão estético e passem a se olhar com mais afeto e se amar do jeito que são.

Se interessou pelos assuntos? Confira abaixo uma lista de livros para ler e aprender mais:

"A coragem de ser imperfeito" - Brené Brown (Editora Sextante, 2016)

Brené Brown, doutora em serviço social, atua como professora e pesquisadora pela Universidade de Houston, onde, há duas décadas, estuda sobre coragem, vulnerabilidade, vergonha e empatia nas relações humanas. Brown ficou mundialmente conhecida em 2010 por sua palestra no TED, chamada "O Poder da Vulnerabilidade", que atualmente conta com mais de 53 milhões de visualizações. Em "A coragem de ser imperfeito", a autora defende que para ter experiências marcantes em sua vida, permitir-se amar e ser amado, é necessário aceitar suas vulnerabilidades. Mostrar suas fraquezas e medos seria, na verdade, um ato de coragem.

O livro foi bem recebido pelo público, com mais de 2 milhões de cópias vendidas. No Brasil, a obra ocupou a 10ª posição dos livros mais vendidos pela Amazon no ano passado. Devido ao seu sucesso, em 2019, a Netflix estreou o documentário "O poder da coragem". Já no Brasil, em 2020, a editora Sextante lançou outro livro da autora, "A arte da imperfeição", dez anos após seu lançamento nos Estados Unidos. Em ambos, Brown desenvolve como, na prática, aceitar suas vulnerabilidades e ser realmente quem você é.

"Você acredita mesmo em amor à primeira vista?" - Fabi Santina (Editora Planeta, 2018)

Em 2018, a influenciadora Fabi Santina, que conta com 1,5 milhão de seguidores no Instagram, escreveu seu primeiro livro. Ao contar sobre o término de seu relacionamento, a autora percebe que é impossível amar alguém se você não aprendeu a se amar primeiro e conta sobre seu caminho para desenvolver seu amor-próprio e passar a se aceitar.

Após sua publicação, a obra ficou por dois meses na lista da revista Veja dos livros mais vendidos no país. Em 2020, Fabi lançou a continuação "Você acredita mesmo em segunda chance?", que reflete sobre como o término de um relacionamento é uma segunda chance para se autoconhecer e cuidar mais de si mesma. Nesse processo, suas relações futuras não serão mais como antes, pois ela não é capaz de passar por cima de sua felicidade para estar com outra pessoa.

"Indomável" - Glennon Doyle (Editora Harper Collins, 2020)

O terceiro best-seller de Glennon Doyle é radicalmente diferente de seu antecessor, "Somos guerreiras" (Intrínseca, 2017). Enquanto na obra de 2017 Doyle tenta superar a crise em seu casamento, passando por cima de seus anseios, em "Indomável" a autora se liberta da busca por ser a mulher perfeita, se aceita e não mais se limita para caber nos lugares.

Essa revolução na vida de Doyle começa quando ela, após muitos anos de casamento, se apaixona pela ex-jogadora de futebol Abby Wambach. Doyle, então, deixa de se importar com as expectativas alheias que moldavam sua vida, passa a acreditar em si mesma e a ter maior amor-próprio, libertando sua versão mais sincera: indomável. O livro teve ótima recepção em seu lançamento, permanecendo por 7 semanas como o livro de não-ficção mais vendido na lista do The New York Times.

"Eu decido ser eu" - Yasmine Sterea (DVS Editora, 2020)

Yasmine Sterea foi editora de moda da Vogue Brasil por muitos anos. Em 2018, fundou o movimento Free Free: uma plataforma e um instituto que, através da moda, auxiliam mulherem em situação de vulnerabilidade e que passaram por algum trauma a ressignificar suas vivências, se autoconhecer e se reconectar consigo mesmas.

No livro, "Eu decido ser eu: um guia para você se libertar do mito da mulher perfeita, se reinventar e atingir a sua liberdade física, emocional e financeira", Yasmine, por meio de pequenos capítulos, cartas e depoimentos, ensina como ser uma "mulher free free", que aceita suas imperfeições e vulnerabilidades e pratica o autoamor, mostrando como a moda pode ser uma importante ferramenta neste processo.

"O mito da beleza" - Naomi Wolf (Editora Rosa dos Tempos, 2018)

Lançado em 1991, "O mito da beleza" voltou para a lista dos livros mais vendidos do Brasil, em 2020. Obra clássica nas discussões feministas, Wolf argumenta como a obsessão pela beleza e juventude imposta às mulheres serve para impedi-las de se libertarem das questões intelectuais, sexuais e econômicas.

Neste ano, o livro completa 30 anos desde seu lançamento, cercado por duas polêmicas: a crítica de que há dados distorcidos nas pesquisas apresentadas, que sustentam a tese da autora, e suas recentes declarações antivacina e contra políticas sanitárias de combate ao coronavírus. Tais declarações levaram à suspensão de sua conta no Twitter duas vezes, entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021. Apesar da decepção por parte de muitas leitoras, "O mito da beleza" continua sendo uma leitura importante no debate feminista para entendermos como o sistema atua para oprimir a mulher e impedi-la de se libertar e se amar.

"Pare de se odiar" - Alexandra Gurgel (Editora Best Seller, 2018)

Alexandra Gurgel é influencer e ativista fundadora do Movimento Corpo Livre. O movimento tem por objetivo libertar as mulheres das pressões estéticas e da busca pelo corpo perfeito, para que elas possam amá-lo e aceitá-lo sem medo de aparecer. De origem estadunidense, em 1969, incluía inicialmente apenas mulheres gordas, mas graças ao poder da internet, ficou conhecido mundialmente como "Body Positive", ganhando cada vez mais força.

Pelas mãos de Alexandra, essas ideias chegaram ao Brasil com o nome "Movimento Corpo Livre". Em "Pare de se odiar: porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário", Alexandra conta relatos pessoais de sua relação com seu corpo e como conseguiu desenvolver seu amor-próprio. No Instagram, a página @movimentocorpolivre, com mais de 400 mil seguidores, publica fotos exaltando diferentes tipos de corpos e pode ser uma fonte de inspiração para muitas mulheres.

E aí, qual desses é o próximo livro da sua lista de leituras?

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Este artigo foi editado por Larissa Cassano.

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Mariana Rossi

Casper Libero '24

Student of journalism. Passionate about travel, culture and listening to good stories.
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