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Resenha: 2ª temporada de The Pitt

Valentina Neumann Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Na última quinta-feira (16), a segunda temporada de “The Pitt” chegou ao fim com mais um dia complicado para os médicos do Pronto Socorro do Pittsburgh Medical Hospital. Em meio a um final cheio de reviravoltas e simbolismos, a nova leva de episódios mostrou, mais uma vez, que a série vai além do que a TV mostra.

Explorando temas atuais e com algumas cenas que chegam ao limite do nojento, “The Pitt” encanta públicos diversos por sua complexidade e personagens realmente humanos, gerando conexão entre eles e o espectador.

História

A temporada se passa 10 meses depois da primeira, no dia 4 de julho, feriado de independência dos Estados Unidos. Com praticamente o mesmo elenco, a trama gira em torno da suposta despedida do Dr. Michael “Robby” Robinavitch (Noah Wyle), às vésperas de um período sabático de três meses com sua moto e nenhum plano concreto. A volta do Dr. Frank Langdon (Patrick Ball) após a reabilitação, enfrentando dificuldades para resolver o que deixou em aberto, o caos da emergência e a saúde mental dos residentes também são abordados, além da chegada de uma nova médica-chefe, substituta de Robby, a Dra. Baran Al-Hashimi (Sepideh Moafi).

Ao longo do plantão, a equipe precisa encarar as consequências de um possível ataque cibernético, o qual desliga toda a rede do hospital e os obriga a ‘voltar para os anos 1990’, registrando tudo com papel e caneta. Além disso, somos apresentados a dois novos estudantes de medicina, Joy Kwon (Irene Choi) e James Ogilvie (Lucas Iverson), e uma nova enfermeira, Emma Nolan (Laëtitia Hollard), que adicionam uma dinâmica interessante com os estudantes e residentes da primeira temporada.

Considerações

Os casos e o clímax da segunda temporada são, de longe, inferiores à primeira. Ver o caos se instalando por causa dos relatórios analógicos foi interessante, mas não chamou atenção suficiente e acabou se instalando como uma parte lenta da temporada. Ainda assim, “The Pitt” consegue ser envolvente, e, apesar da aparente monotonia, não dá para abandonar a temporada na metade.

Porém, a complexidade de todos os personagens compensa toda e qualquer parte “chata”. O episódio final carrega tanta emoção que é próprio para chorar. A cena final, em que residentes e enfermeiros se juntam no terraço para assistir aos fogos, mostra que, mesmo depois de um dia onde quase tudo deu errado, ainda existe alguma beleza no mundo, complementando a conversa entre o Dr. Jack Abbot (Shawn Hatosy) e o Robby. Foi simplesmente lindo de ver.

O drama com a Dra. Al-Hashimi também foi muito interessante. Passamos toda a temporada tentando entender o que estava acontecendo com ela e, no final, quando ela então confia em Robby para contar a verdade, sua carreira acaba na ponta de um precipício. A dinâmica dela com os outros personagens foi um ponto curioso, porque Baran entende que o “Pitt” gira em torno da comunicação e do senso de família.

Falando em senso de família, foi muito bonito ver como a relação dos plantonistas evoluiu desde a primeira temporada. Há mais liberdade para piadas, reclamações e até mesmo idas a karaokês. São cenas ‘pequenas’, mas engrandecem a temporada e complementam muito bem a temporada e a história como um todo. 

As conversas sérias entre Langdon e Mel, parecendo que os dois se entendem como ninguém mais, o ar de mãe protetora de Dana Evans (Katherine LaNasa) tanto com a nova enfermeira, Emma, quanto com o próprio Robby, a amizade construída entre Santos e Whitaker, entre outros momentos, mostram como essa ‘found family’ traz conforto em meio aos casos da sala de emergência.

Conclusão

Em geral, a série se manteve estável da primeira para a segunda temporada. Com avaliações boas nas redes, ela não vai para o limbo em pouco tempo. Ainda há muito para explorar e, com o final aberto, é impossível não ficar curioso para o próximo dia de plantão. Todas as emoções vieram na medida certa, com a comédia e a tragédia se complementando muito bem.

Ainda assim, a segunda temporada não pareceu fechar muitos ciclos, que, infelizmente, não vamos ver nos próximos episódios. Apesar de tudo isso, a produção conquistou um espaço no meu coração, sendo a única série médica que valeu o esforço de continuar assistindo.

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O artigo acima foi editado por Olivia Nogueira.

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Valentina Neumann

Casper Libero '29

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