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Casper Libero | Culture

Livros de autoras femininas para você conhecer 

Júlia Darú Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

O Dia Internacional da Mulher é uma data marcada no calendário em que muitas pessoas param para homenagear mães, filhas, irmãs e namoradas, muitas vezes com frases clichê nas redes sociais. No entanto, a existência de um dia dedicado a lembrar que mulheres são importantes, necessárias e merecem ser ouvidas, trabalhar e viver com dignidade, também revela que ainda há muito a ser conquistado.

A valorização das mulheres passa por atitudes cotidianas. Incentivar pequenas empreendedoras, apoiar aquelas que estão ao nosso redor e consumir produções culturais feitas por mulheres são formas concretas de fortalecer essas vozes. Pensando nisso, reunimos oito livros escritos por autoras que revolucionaram, e continuam revolucionando,  a literatura. Entre romances, clássicos, mistérios e ficção científica, a seleção mostra a diversidade de narrativas e prova que mulheres podem escrever sobre todos os temas, estilos e universos possíveis.

8 Livros recomendados pela hc cásper líbero

O Conto da Aia — Margaret Atwood

Publicado em 1985, o romance distópico da escritora canadense imagina um futuro próximo em que os Estados Unidos foram substituídos pela República de Gilead, uma teocracia totalitária e fundamentalista. Neste regime, mulheres férteis são forçadas a se tornarem “Aias”, responsáveis por gerar filhos para a elite dominante.

A obra acompanha Offred, uma destas mulheres, e explora temas como controle do corpo feminino, perda de direitos, religião, vigilância e resistência. Mais do que uma ficção distópica, o livro provoca reflexões profundas sobre poder, autonomia e os riscos de retrocessos sociais. O Conto da Aia ganhou um segundo livro em 2019, chamado Os Testamentos.

Kindred — Octavia Butler

No dia de seu aniversário de 26 anos, Dana e o marido estão se mudando para um novo apartamento quando algo inexplicável acontece: ela começa a se sentir tonta e, de repente, é transportada para o século XIX.

Às margens de um rio em Maryland, pouco antes da Guerra Civil Americana, Dana salva um menino de se afogar, mas logo percebe que está em um lugar extremamente perigoso para uma mulher negra. Cada viagem no tempo a leva novamente para esse passado violento, conectando seu destino ao daquele garoto. Misturando ficção científica, história e problemas sociais, o livro é considerado uma das obras mais impactantes da literatura contemporânea sobre racismo, memória e identidade.

E Não Sobrou Nenhum — Agatha Christie

Publicado em 1939, este é o romance policial mais vendido do mundo, com mais de 100 milhões de cópias. A trama acompanha dez estranhos convidados para uma ilha isolada. Lá, cada um é acusado de um crime cometido no passado, e, um a um, começam a morrer, seguindo os versos de uma antiga rima infantil.

A tensão crescente, as reviravoltas e o mistério perfeitamente construído fazem da obra um dos maiores clássicos do gênero. Não à toa, Agatha Christie ficou conhecida como a “Rainha do Crime”, sendo considerada por muitos a maior autora de romances policiais de todos os tempos.

Frankenstein — Mary Shelley

Publicado em 1818, Frankenstein conta a história do cientista Victor Frankenstein, que produz uma criatura a partir de partes de corpos humanos. Horrorizado com o resultado de sua própria experiência, ele abandona o ser, que passa a viver rejeitado pela sociedade e consumido pelo desejo de vingança.

O romance aborda temas como ambição científica, responsabilidade moral, solidão e preconceito. A história também tem uma curiosidade marcante: Mary Shelley escreveu o livro ainda muito jovem, após um desafio de histórias de terror proposto por Lord Byron durante um verão chuvoso na Suíça. Desde então, a obra se tornou um dos maiores clássicos do terror gótico.

Herdeiras do Mar — Mary Lynn Bracht

Ambientado na Coreia durante a Segunda Guerra Mundial, o romance acompanha Hana, uma haenyeo,  mergulhadora tradicional que coleta frutos do mar nas águas da ilha de Jeju. Quando salva a irmã mais nova de um soldado japonês, Hana acaba sendo capturada e levada para a Manchúria, onde é forçada a se tornar uma “mulher de conforto” em um bordel militar japonês. A obra retrata com sensibilidade e força uma das páginas mais dolorosas da história asiática, trazendo uma narrativa poderosa sobre memória, resistência e sobrevivência.

Mulherzinhas — Louisa May Alcott

Clássico da literatura publicado em 1868, o romance acompanha a vida das quatro irmãs March (Meg, Jo, Beth e Amy) durante a Guerra Civil Americana. Entre dificuldades financeiras, amadurecimento e laços familiares profundos, a obra retrata as escolhas, sonhos e desafios enfrentados pelas jovens enquanto crescem. Com uma narrativa sensível e personagens marcantes, o livro atravessou gerações e continua encantando leitores ao redor do mundo.

A Glória e Seu Cortejo de Horrores – Fernanda Torres

E obviamente teríamos um livro brasileiro na lista! Em seu segundo romance, Fernanda Torres lança um olhar ácido e bem-humorado sobre os bastidores do teatro e da televisão brasileiros, acompanhando as transformações do meio artístico desde a década de 1960 até os dias atuais.

A história é narrada por Mário Cardoso, um ator que nunca alcançou o estrelato e que relembra, com ironia e certa melancolia, sua trajetória no mundo das artes. Ao longo de suas memórias, o leitor acompanha os sonhos, frustrações e excessos de um universo marcado por egos, vaidades e pela busca incessante por reconhecimento. Com uma narrativa afiada e cheia de humor, o livro mistura ficção e observação crítica para retratar o cenário cultural brasileiro e refletir sobre fama, fracasso e o passar do tempo.

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher — Svetlana Aleksiévitch

Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2015, a jornalista e escritora bielorrussa reuniu neste livro os relatos de centenas de mulheres que lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial.

Embora quase um milhão de mulheres tenham participado do conflito, suas histórias foram por muito tempo ignoradas. A obra traz uma narrativa poderosa baseada em depoimentos reais, revelando o lado humano e muitas vezes invisível da guerra. É um livro intenso e necessário, especialmente para quem se interessa por história, memória e jornalismo.

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O artigo acima foi editado por Rafaela Lima.

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Júlia Darú

Casper Libero '26

My name is Júlia Darú and I'm a journalist student at Casper Libero University.