O cantor Veigh publicou no dia 30 de abril a nova faixa “Taylor”, de seu próximo álbum, remetendo à cantora norte-americana, Taylor Swift. “A rapaziada do Twitter fala que minha fanbase tem muito a ver com a da Taylor Swift. Os fãs que fazem de tudo por ela, colocam ela nos lugares, comentam, quando precisa do engajamento de alguma coisa, a rapaziada está ali”, disse o rapper em entrevista concedida à Update Swift Brasil.
O artista de 23 anos já demonstrava sua intenção de dialogar com um público que valoriza tanto a forte identidade sonora quanto as experimentações digitais e também abrindo novas possibilidades para o gênero, ao unir a estética tradicional do trap à influência da cultura pop global.
A REPERCUSSÃO NAS REDES
A estratégia de marketing por trás do lançamento de “Taylor” foi fundamental ao apropriar-se, de forma inteligente, de referências à artista pop, que não apenas atraiu a atenção dos fãs dos dois artistas, mas também mostrou uma fusão habilidosa entre autenticidade e inovação. A campanha, marcada por ações diretas nas redes sociais, permitiu que o lançamento ganhasse uma proporção orgânica. Essa movimentação digital, sincronizada com o timing certeiro de postagem e interação, transformou comentários e comparações em uma poderosa ferramenta de engajamento, elevando o impacto e a relevância do single no cenário competitivo da música atual.
Ao transformar críticas e comparações em uma narrativa de valorização da sua base, o artista reforçou sua identidade e a conexão emocional com o público. Essa estratégia não só gerou um buzz imediato nas plataformas digitais, mas também criou um efeito positivo de longo prazo, posicionando o cantor de maneira estratégica tanto no mercado nacional quanto no internacional. Veigh anunciou também que lançará seu álbum EVOM (Eu Venci o Mundo) no ano de 2025 e a importância do alcance de suas novas músicas e relacionar o nome de uma cantora internacional gera um engajamento positivo para o seu próximo grande lançamento.
A VISÃO DO ARTISTA
Em entrevista cedida à Update Swift Brasil, ele contou sobre a intenção de produzir a música com o nome da cantora. Veigh disse que seus fãs demonstram um nível de engajamento semelhante ao dos admiradores da cantora norte-americana, sempre apoiando e impulsionando sua carreira. “Não é bem uma homenagem mas é uma parada que eu pensei em envolver e que faria sentido”.
Em todos os momentos da reportagem, ele enfatiza a grandeza de Taylor Swift, e comentou: “em todos os estádios de show que eu passei, eu perguntava qual era o melhor artista que já passou por lá e eles me falavam da Taylor. Falavam que os fãs gritavam tão alto que os vidros estremeciam”. Além de citar as famosas “pulseiras da amizade” que eram trocadas durante a “The Eras Tour”, em que cita que achou o significado interessante e uma troca legal entre os fãs, assim como ele possui o símbolo do coração com o fandom dele.
Finalizou mostrando os momentos de maior coincidência com a artista, citando-a e aparecendo em suas redes sociais com a música “Blank Space” no fundo de seu storie. Todas essas conexões com a cantora o fizeram se interessar ainda mais por ela e motivá-lo a escrever a canção com base em tudo o que Veigh destaca de positivo sobre sua comunidade de fãs e a grandeza dela.
IMPACTO NO MUNDO MUSICAL
A nova faixa marca um ponto de inflexão para o rap brasileiro ao demonstrar como a incorporação de referências da cultura pop global pode servir de catalisador para uma renovação estética e estratégica do gênero. Ao evocar a imagem de Taylor Swift e ao comparar seu fã-clube com o da cantora americana, Veigh não só homenageia a lealdade e o engajamento digital que impulsionam o sucesso dos artistas atualmente, mas também subverte críticas e expectativas estereotipadas sobre o consumo de música de rap no Brasil.
Além disso, a canção atua como um sinal de que o rap está se reinventando na era digital. Ao utilizar referências que ressoam com um público mais amplo e ao valorizar a conexão direta com os fãs, Veigh contribui para que o trap brasileiro não seja mais encarado apenas como um subgênero marginal, mas sim como uma força cultural dinâmica e inovadora. Essa abordagem pode impulsionar uma nova onda de integração entre a música, fortalecendo a imagem do trap no cenário musical e abrindo espaço para uma maior experimentação e visibilidade internacional.
O QUE OS FÃS ACHARAM?
Após “Taylor” chegar às plataformas musicais, a canção repercutiu de maneira negativa por parte dos ‘swifters’ na rede social X, já que como citou o cantor, via seu fandom ser comparado com o dela de maneira negativa, e assim os fãs da cantora pop interpretaram sua canção.
Mas o que os fãs do Veigh acham sobre isso?
Em geral, muitos disseram apreciar a nova música, mas os fãs destacaram: João, estudante de jornalismo na FCL: “é mais uma música no estilo padrão do Veigh” e Guilherme, estudante de jornalismo na FCL: “não é nada revolucionário”. Contudo, destacaram a importância de relacionar a música com a imagem da artista: Kauã, estudante de Design no Senac disse que “principalmente porque muitos dos ouvintes dela não são do público que consome o trap e chamou bastante atenção desse pessoal”.
Compreensivamente, analisaram a situação da publicista da Taylor, Tree Paine, que chegou a proibir o uso da imagem da cantora na capa da música de Veigh. Ana Beatriz, estudante de jornalismo na FCL, explicou: “eu achava legal a ideia de relacionar ela na capa, mas acredito que seja uma questão além do marketing e sim dos direitos de imagem da cantora.”
E os fãs da Taylor Swift, concordam?
Ao contrário dos fãs do Veigh, os swifters, em maioria, destacaram não gostar do estilo da música mas sim, da menção a ela. Ana, estudante de moda na FASM, contou: “senti como sinal de respeito ele mencionando os fãs porque todo mundo sabe que é um dos maiores fandoms que tem atualmente”. Giulia, estudante de jornalismo na FCL e fã da Taylor: “achei interessante ele usar a Taylor como referência para a música, às vezes a gente pensa que os rappers nem olham pro pop internacional”.
E também expuseram sua opinião sobre a alteração da capa. Amanda, estudante de jornalismo na FCL: “a imagem da Taylor é uma imagem cara, é difícil utilizá-la dessa forma”. O ponto negativo que chegou a incomodar os entrevistados, foi a forma com que ele descreve a figura feminina, como citou Olivia, estudante de jornalismo na FCL: “De certa forma, associa um pouco o nome da Taylor ao tipo de menina que ele escreve na música. E eu acho que não fica uma imagem bonita, sabe?”
“Taylor” marca um momento importante na trajetória de Veigh. Ao mesmo tempo em que mantém a essência do trap brasileiro, já bem consolidada, a referência à cantora traz um frescor estratégico que pode atrair novos públicos e abrir espaço para debates sobre fronteiras artísticas.
As críticas que vêem a música como sendo genérica convivem com elogios à sua visão inovadora, mostrando que, em um cenário cada vez mais competitivo, ter coragem para experimentar e ousar se torna tão importante quanto a própria sonoridade. Agora, resta ao público e ao mercado acompanhar os próximos passos do artista, na esperança de que ele continue equilibrando originalidade e apelo popular em seu caminho musical.
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O artigo acima foi editado por Luana Zanardi.
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