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Zayn Malik no Brasil: Relembre sua carreira solo antes de sua estreia no país

Júlia Batista Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Você provavelmente conheceu Zayn Malik como um dos cinco integrantes do One Direction. Mas, desde que o cantor deixou a banda em 2015, muita coisa mudou, inclusive a música que ele queria fazer.

Entre álbuns, grandes colaborações e diferentes fases musicais, Zayn encontrou sua própria identidade como artista. Agora, com KONNAKOL e sua primeira apresentação em carreira solo no Brasil, é hora de relembrar o caminho que o trouxe até aqui.

a vida depois da boyband

Em março de 2015, Zayn deixou o One Direction no auge da popularidade da banda. Pouco mais de um ano depois, ele lançou Mind of Mine, seu primeiro álbum solo, e deixou claro que não pretendia seguir o caminho artístico que o tornou conhecido em primeiro lugar.

Com uma sonoridade marcada pelo R&B e pelo pop, o disco apresentou uma versão mais madura e experimental do cantor, enquanto “PILLOWTALK” se tornava o primeiro grande cartão de visitas dessa nova fase.

Esse não foi apenas o primeiro single de Zayn como artista solo, foi a apresentação de uma versão completamente diferente daquela que o público conhecia. A faixa chegou ao topo Billboard Hot 100 e mostrou que sua voz podia ocupar um espaço próprio longe da dinâmica de uma boyband.

No mesmo ano, o álbum Mind of Mine reforçou essa identidade, misturando R&B, pop e elementos eletrônicos em faixas como “LIKE I WOULD”  e “iT’s YoU”.

Mas Zayn não demorou para mostrar que não queria ficar preso a uma única sonoridade. Ainda em 2016, ele se juntou a Taylor Swift em “I Don’t Wanna Live Forever”, faixa criada para a trilha sonora do filme “Cinquenta Tons Mais Escuros”.

A parceria colocou o cantor novamente no centro do pop mundial e rendeu aos dois nove indicações de destaque, como o Grammy de ‘Melhor Canção Escrita para Mídia Visual’, e quatro vitórias, entre elas, o VMAS 2017 na categoria de ‘Melhor Colaboração’.

No ano seguinte, Zayn voltou a apostar nas colaborações em sua discografia. Em “Still Got Time”, ao lado de PARTYNEXTDOOR, ele explorou uma sonoridade mais próxima do R&B contemporâneo.

Poucos meses depois, veio “Dusk Till Dawn”, parceria com Sia que se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira solo e antecipou a atmosfera de seu segundo álbum, Icarus Falls.

um mergulho em icarus falls

Depois do impacto de Mind of Mine e uma sequência de singles colaborativos, Zayn estava pronto para expandir ainda mais seu som. Em 2018, ele lançou Icarus Falls, seu segundo álbum de estúdio e um projeto muito mais extenso do que o primeiro, com 27 faixas.

O disco explorou diferentes lados do R&B e do pop e trouxe músicas como “Let Me”, “Entertainer” e “Scripted”.

Além de repetir os gêneros de sua estreia, Zayn usou o álbum para experimentar sonoras diferentes de seu primeiro álbum, e mostrar que sua carreira solo não seguiria um único caminho.

novas parcerias e a terceira fase

Mesmo entre um álbum e outro, Zayn continuou experimentando diferentes caminhos sonoros. Em 2019, ele se juntou a Zhavia Ward para uma nova versão de “A Whole New World”, clássico de Aladdin, lançada para a trilha sonora do live-action da Disney. 

A faixa apresentou a voz do cantor a uma nova geração de ouvintes e mostrou mais uma vez sua versatilidade fora do R&B que marcou seus primeiros trabalhos.

No mesmo período, Zayn também apareceu em colaborações como “Flames”, com R3HAD e Jungleboi, explorando uma sonoridade mais próxima da música eletrônica.

Em 2021, Zayn apresentou Nobody Is Listening, seu terceiro álbum. Diferente da grandiosidade de Icarus Falls, o projeto apostou em uma abordagem mais contida e faixas que exploram relacionamentos, vulnerabilidade e momentos de introspecção.

O álbum trouxe singles como “Better” e “Vibez”, mantendo a influência do R&B, mas com uma produção mais minimalista.

Era mais uma mudança de direção para um artista que, desde o início de sua carreira solo, parecia estar cada vez menos interessado em seguir uma fórmula fixa.

zayn encontra um novo som

Depois de Nobody Is Listening, Zayn passou alguns anos mais afastado dos holofotes, e seu retorno veio em 2024 com Room Under the Stairs, seu quarto álbum de estúdio e talvez uma das maiores mudanças de direção de sua carreira.

Longe do R&B mais presente em seus trabalhos anteriores, o disco incorporou elementos de folk, country, soul e blues. Em faixas como “What I Am” e “Alienated”, Zayn apostou em uma sonoridade mais orgânica e pessoal, revelando seu lado mais vulnerável.

Depois de anos realizando poucas apresentações, o cantor começou a recuperar seu espaço nos palcos, algo que ganhou ainda mais força durante a divulgação de Room Under the Stairs. 

O retorno também mudou a relação de Zayn com o público: se antes sua carreira era acompanhada principalmente por lançamentos e videoclipes, agora as apresentações passaram a ocupar um lugar central em sua trajetória, preparando o caminho para sua primeira turnê mundial.

uma nova era: konnakol

Em 2026, Zayn abriu um novo capítulo de sua carreira com KONNAKOL, seu quinto álbum. O projeto chega depois de uma década de experimentações e mudanças de direção, reunindo referências que foram aparecendo ao longo de sua trajetória e apresentando mais uma nova versão do cantor.

Mais do que um novo disco, o álbum acompanha um momento diferente na carreira de Zayn: pela primeira vez, ele leva sua música para uma turnê mundial, e é justamente essa turnê que o coloca, finalmente, diante do público brasileiro.

Para quem acompanhou Zayn desde o One Direction, o show também representa uma oportunidade de conhecer de perto uma versão que levou anos para ser construída.

Sua estreia solo no Brasil neste sábado (10) não representa somente o retorno de um antigo ídolo teen, mas a oportunidade de conhecer o novo artista que ele escolheu se tornar e se orgulha.

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O artigo acima foi editado por Mariana Camargo Aguiar.

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Júlia Batista

Casper Libero '29

Estudante de jornalismo na Cásper Líbero. Acredito no jornalismo como ferramenta de transformação, conexão e impacto social.