A Marvel Studios anunciou oficialmente o elenco do novo filme dos Vingadores, e a confirmou o retorno de alguns atores da primeira trilogia dos X-Men. A novidade reacende o entusiasmo em torno do futuro do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), principalmente, por integrar personagens tão marcantes de uma geração anterior ao atual universo compartilhado.
A equipe mutante mais querida dos quadrinhos ganhou sua primeira adaptação para os cinemas em 2000, com o lançamento de X-Men: O Filme, dirigido por Bryan Singer. O elenco da trilogia original contava com nomes de peso como Hugh Jackman (Wolverine), Patrick Stewart (Professor Xavier), Ian McKellen (Magneto), Halle Berry (Tempestade) e Famke Janssen (Jean Grey). O filme conquistou o público ao trazer para o cinema a essência dos X-Men, com histórias que abordavam temas como preconceito, identidade e aceitação.
A presença desses personagens no próximo capítulo dos Vingadores indica uma abordagem ambiciosa por parte da Marvel Studios, que muito provavelmente voltará a explorar ainda mais o conceito do multiverso — já introduzido em outros filmes e séries como Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Homem Formiga e a Vespa: Quantumania e Loki.
A introdução dos X-Men no MCU já era especulada desde a cena pós-créditos de As Marvels, lançada em 2023, que apresentou pela primeira vez o personagem Fera dentro do universo principal da Marvel. Ainda assim, a participação mais ativa da equipe mutante parecia distante, especialmente, diante das mudanças constantes no cronograma e nas estratégias do estúdio.
Atores confirmados
Ao todo, sete atores da trilogia original dos X-Men foram confirmados no elenco de Vingadores: Doomsday. Infelizmente, Hugh Jackman, que retorna como o icônico Wolverine em Deadpool 3, não está entre os nomes revelados até o momento, mas isso não significa que essa será sua despedida definitiva do personagem.
Entre os retornos mais celebrados estão Ian McKellen, como Magneto, e Patrick Stewart, como Professor Charles Xavier. Em quase todas as adaptações dos X-Men, a relação entre os dois personagens é central: amigos com visões opostas, ambos lutam por igualdade e liberdade para os mutantes, mas seguem caminhos diferentes para alcançar esse objetivo.
Outro nome importante confirmado é James Marsden, que retorna como Scott Summers, o Ciclope. Nos quadrinhos, ele é um dos líderes mais emblemáticos da equipe mutante, e embora sua clássica relação com Jean Grey não tenha sido mencionada (ainda), os fãs estão animados com o retorno do ator.
Mística e Fera também estão de volta, interpretados novamente por Rebecca Romijn e Kelsey Grammer, respectivamente. Grammer, aliás, já havia aparecido na cena pós-créditos de As Marvels, em 2023, com uma versão atualizada do personagem, graças ao avanço nos efeitos visuais.
Para completar o grupo de mutantes confirmados até agora, temos duas surpresas: Channing Tatum, finalmente assumindo o papel de Gambit, e Alan Cumming, reprisando seu papel como Noturno, um personagem muito querido pelos fãs da franquia.
O que aconteceu na primeira trilogia?
Como vimos em Capitão América: Admirável Mundo Novo, a Marvel Studios tem utilizado pequenas referências para retomar histórias anteriores, permitindo que novos filmes avancem mesmo sem depender dos acontecimentos passados. Esse recurso pode ser essencial para a chegada dos mutantes no MCU. Por isso, vamos relembrar os principais acontecimentos da trilogia original dos X-Men.
No primeiro filme de X-Men, X-Men – O Filme, somos apresentados aos mutantes, pessoas nascidas com um gene especial — o gene X — que lhes concede habilidades únicas. Apesar de muitos tentarem viver de forma pacífica, os mutantes são vítimas de ódio e perseguição, alimentados pelo medo que os humanos comuns têm de seus poderes.
Os X-Men, liderados por Charles Xavier, acreditam no diálogo e na convivência com os humanos, enquanto a Irmandade dos Mutantes, sob comando de Magneto, aposta em uma abordagem mais radical. Os dois lados entram em conflito ao tentar recrutar Vampira, uma jovem com um poder perigoso, mas essencial para os planos de Magneto — o que coloca não só os mutantes, mas toda a humanidade em risco.
No segundo filme, a perseguição aos mutantes se intensifica, e um projeto governamental que visa erradicar o gene X ganha o apoio do presidente dos Estados Unidos. Após um ataque ao Instituto Xavier, os X-Men são forçados a unir forças com Magneto para enfrentar essa nova ameaça que coloca todos os mutantes em perigo.
É nesse filme que os poderes de Jean Grey começam a se manifestar de forma mais intensa, sinalizando que há algo muito maior dentro dela — algo que será crucial para o futuro da equipe.
Em X-Men: O Confronto Final, a descoberta de uma suposta cura para o gene mutante gera polêmica: enquanto alguns mutantes veem nela uma oportunidade de viver uma vida “normal”, outros a consideram um ataque direto. Em meio a esse dilema, Jean Grey retorna, mas não é mais a mesma.
Xavier revela que Jean liberou seu poder máximo, a entidade conhecida como Fênix, o que a torna praticamente incontrolável. Seus poderes e sua personalidade agora são instáveis e perigosos, e Magneto vê na nova Jean uma arma poderosa para seu plano contra os humanos.
O que esperar dos X-Mens em Vingadores:Doomsday?
Mesmo com as gravações tendo começado recentemente, rumores de vazamentos já circulam nas redes. Embora algumas previsões estejam mais próximas da realidade, ainda é cedo para afirmar qualquer coisa com certeza.
Uma das teorias mais prováveis, e também uma das mais comentadas, é que os personagens dos X-Men retornarão como versões de universos alternativos, que de alguma forma acabaram no universo principal da Marvel. Assim, eles se uniriam aos heróis já conhecidos para enfrentar o grande vilão do filme: Doutor Destino.
É importante mencionar (isso pode ser um spoiler para quem ainda não assistiu à trilogia original) que Ciclope e Charles Xavier morreram no final do terceiro filme. Além disso, Xavier também foi morto em uma realidade alternativa em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.
O primeiro caminho que a Marvel pode seguir é ignorar parcialmente os eventos do terceiro filme da trilogia original, especialmente as mortes, e apenas de usar elementos e referências dos filmes antigos como uma base nostálgica para o público.
O segundo é assumir os acontecimentos da trilogia original como canônicos e trazer versões alternativas dos personagens, vindos de outras realidades onde seus destinos foram diferentes, uma estratégia já utilizada com sucesso pelo estúdio em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa.
O artigo abaixo foi editado por Carol Malheiro.
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