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Trump X Harvard: relembre os acontecimentos

Larissa Olm Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Harvard não é Harvard sem estudantes estrangeiros”, diz o cartaz em meio a protestos contra as atuais medidas de Donald Trump.

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, no dia 4 de junho, uma ordem que suspende a entrada de estrangeiros que buscavam estudar ou participar de projetos de intercâmbio em Harvard. A medida que afeta cerca de 6.800 alunos gerou revoltas e desentendimentos entre Trump, Harvard e a Suprema Corte. Vamos acompanhar na linha do tempo.

Como tudo começou?

A rixa entre Donald Trump e uma das faculdades mais prestigiadas do mundo já é de longa data. Ainda em seu primeiro mandato, em 2017, a universidade já se posicionava contra a medida que proibiu, por 90 dias, que pessoas de países de origem muçulmana pudessem viajar, suspendendo a entrada destes nos Estados Unidos. A presidente da instituição na época, Drew Faust, se posicionou dizendo: “Quase metade dos reitores das escolas de Harvard são imigrantes”.

Durante a pandemia, em 2020, a universidade de Harvard decidiu oferecer aulas totalmente online. O governo Trump, através do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), viu como uma oportunidade de afastar os imigrantes do país, decretando que estudantes estrangeiros só poderiam permanecer nos EUA se estivessem matriculados em aulas presenciais. A universidade processou o governo federal imediatamente. Alegaram que a nova regra era “cruel”, “arbitrária” e “politicamente motivada”, pois forçaria milhares de estudantes a abandonar o país em meio ao caos mundial. O governo revogou a regra. 

Outro momento que deixou clara essa divergência de pensamento foi em janeiro de 2021, onde apoiadores de Trump invadiram o Capitólio dos EUA, incitados por seus discursos alegando fraude eleitoral. Um evento que chocou o mundo. A Harvard Kennedy School, escola de políticas públicas da universidade, cortou relações com a deputada Elise Stefanik, ex-aluna e defensora das alegações infundadas de Trump, além de reforçar seus critérios de associação, adotando uma postura mais ativa na defesa da democracia.

O primeiro anúncio

Foi no dia 22 de maio que o governo de Donald Trump anunciou que proibiu a Universidade de Harvard de aceitar estudantes estrangeiros. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, a medida entraria em vigor no ano letivo de 2025 a 2026, afeta tanto os novos candidatos quanto os alunos já matriculados, que seriam transferidos para outras instituições. Essa decisão marcou mais um capítulo no embate entre o atual governo dos EUA e Harvard.

O governo afirmou que a admissão de estudantes imigrantes é um privilégio, e não um direito das universidades. Tal proibição foi justificada como uma reação à conduta considerada “pró-terrorismo” de Harvard, que teria se recusado a seguir normas impostas por Washington. A universidade que já havia recorrido na Justiça decidiu se opor às medidas do Governo, após sofrer congelamento de mais de 2 bilhões de dólares que seriam destinados à instituição.

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E como os alunos reagiram?

Pouco mais de um quarto dos alunos de Harvard são estrangeiros. O número chega a quase 7.000 estudantes. Como resultado, o clima de incerteza e medo se espalhou dentro e fora do campus, aqueles que almejam a tão aclamada Universidade de Harvard teriam seu sonho destruído. 

A falta de estudantes internacionais indo para os Estados Unidos pode gerar problemas ainda maiores para as universidades que dependem da mensalidade desses alunos, além da contribuição cultural, social e acadêmica.

Alunos se reuniram no campus para protestar contra as atitudes de Donald Trump. Em entrevista a uma repórter da CBS News que estava presente no local, um dos alunos comentou: “Se Harvard cair, outras cairão logo mais”. A incerteza do próximo ano letivo é algo que aflige não só os alunos de Harvard, mas todos aqueles que saíram de seus lares para se dedicar aos estudos.

O veto temporário e uma esperança para o futuro

A juíza distrital Allison Burroughs emitiu uma ordem de restrição temporária no dia 5 de junho, suspendendo a medida de Donald Trump que impedia a entrada de estudantes internacionais. Burroughs afirmou em seu texto que, caso não houvesse mudanças imediatas, a instituição “sofreria dano imediato e irreparável antes que houvesse a oportunidade de ouvir todas as partes” sobre a contestação à medida de Trump.

A juíza afirmou que sua ordem permanecerá em vigor até nova ordem deste tribunal e ainda marcou uma audiência para meados de junho para ouvir os argumentos sobre se ela deveria mudar a restrição temporária para tempo indeterminado. Afinal, a ação judicial alegou que o decreto do presidente violava a Primeira Emenda ao bloquear vistos que os estudantes usam para ingressar nas universidades ou programas de intercâmbio ao redor dos Estados Unidos.

“A Secretaria do Departamento de Segurança Interno e o Presidente buscaram apagar um quarto do corpo estudantil de Harvard, estudantes internacionais que contribuem significativamente para a Universidade, sua missão e o país”, diz o texto da juíza.

A luta ainda não acabou. Será que os estudantes estrangeiros são realmente a maior ameaça dos Estados Unidos?

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O artigo acima foi editado por Anna Muradi

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Larissa Olm

Casper Libero '28

Larissa Olm is a journalism student at Cásper Líbero. She loves to talk about entertainment, culture, fashion and beauty, if you need to know anything about the latest trend, she's the girl you need to talk to. Moved by the passion of writing, now she does it as a job!