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TRACK BY TRACK: o que há de novo no quarto álbum de Jão, o SUPER?

Tiffany Maria Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Jão lançou seu quarto álbum de estúdio, SUPER, na última segunda-feira (14), cheio de referências, poesias e, claro, muito sofrimento! 

Antes do lançamento, ele compartilhou em seu Instagram uma carta que contava sobre o lançamento, assim como fez antes dos seus últimos três álbuns: LOBOS (2018), ANTI-HERÓI (2019) e PIRATA (2021). Nela, revelou que, desde seu primeiro álbum, havia planejado fazer quatro discos, seguindo os quatro elementos naturais: terra, ar, água e fogo. Não à toa, ele deixou claro essas referências nas capas dos álbuns. 

Ainda na época da turnê PIRATA, em agosto de 2022, o jornalista José Norberto Flesch divulgou em seu Twitter que o cantor preparava mais shows, mas sem muitas informações. Na carta, Jão escreveu: “SUPER é a explosão de quem eu me tornei”, e logo depois afirmou que esse disco foi feito para ser gritado, cantado no meio de multidões, em estádios, confirmando sua nova turnê. 

Escorpião

Com o início numa pegada mais country, a faixa abre o álbum remetendo ao famoso Jão “sofredor de amor”, mas que finalmente esqueceu o ex-namorado (ou namorada!). A letra vai se tornando identificável ao longo da música, até porque quem nunca teve aquele ex “maduro” que quer ser seu amigo logo quando você acabou de esquecê-lo!? Me lembrou muito “VSF”, do ANTI-HERÓI

Me Lambe

“Amor próprio é bom, mas o seu é mais”, essa foi a frase que rondava a minha timeline do X (falecido Twitter) durante os primeiros minutos de SUPER no ar. Fico arrepiada só de imaginar essa guitarra do começo da música tocando em um show — algo para fazer todo mundo pular, acredito! 

O refrão tem um duplo sentido muito bom, que quem não presta atenção nem percebe! Essa faixa é para aqueles que querem alguma desculpa pra ficar de novo com o ex. Engraçado porque, recentemente, “bad idea right?“, de Olivia Rodrigo, foi lançada e traz essa mesma temática de “remember” e “não tem problema, é só uma noite!”. Ou seja, sejam felizes e fiquem com os ex de vocês sem culpa! (Olhem lá hein…)

Gameboy

Stranger Things vibes? Talvez! Me lembrou muito a segunda temporada da série, que eles focam naquele fliperama em que as crianças iam jogar! Essa música traz um paradoxo um pouco confuso, porque Jão diz que é lindo e não entende como alguém pode não amá-lo ao mesmo tempo que fala que pode mudar seu jeito só para a pessoa gostar dele (inclusive, algo meio Mirrorball, de Taylor Swift). Foi uma das que eu menos curti do disco todo e, para ser sincera, não sei explicar o motivo, só achei bem clichê. 

Alinhamento Milenar

É raro ter músicas românticas vindas de João Vitor! “Idiota, “Fim do Mundo” e agora essa! “Alinhamento Milenar” me remeteu a um primeiro amor, aquele que você ainda está aprendendo a lidar com esse novo sentimento, em que tudo é muito bonito, principalmente na parte “minha língua enrola pra dizer te amo”. Quem nunca travou na hora de falar essa frase tão especial? 

Mas, de tudo de bonito que a música diz, o trecho que me tocou foi: “E em todas novas vidas que eu ainda for viver eu vou te escolher”, bem clichê, mas só quem está apaixonado entende!

Lábia 

A quinta faixa do álbum é bem Jão, com aquela batida pop que marca bem as músicas do artista. Nessa música ele fala de duas pessoas que já viveram muitos amores, mas estão com medo de viver algo novo e se machucar. A faixa é bem animada, dá até para colocar na playlist de começo de festa!

Maria

Quando Jão apresentou o nome das faixas, fiquei ainda mais ansiosa ainda quando vi “Maria”, só não esperava me identificar tanto com ela… A sexta faixa é a primeira música com letra e melodia tristes do disco. Ela traz uma ambiguidade a quem a escuta, pois há duas interpretações possíveis: a de que Maria quis terminar o relacionamento do nada, sem deixar nenhum sinal, só foi embora, e outra bem mais pesada, de que ela teria tirado sua própria vida. “Não é que eu me sinta mal, eu só não sinto nada”. 

Julho

Assim como Agosto é de Taylor Swift, Julho agora é de Jão. E não foi só essa referência que o cantor pegou da loirinha… Muitas pessoas disseram que o começo da sétima música do álbum remete a “All Too Well” — e até que lembra um pouco mesmo! Todos nós temos aquele mês em que tudo foi perfeito, como um filme, e assim foi Julho para João. Essa é para chorar, relembrando momentos bons e sabendo que eles não voltarão mais. Para mim, pareceu com “right where you left me” da Taylor. 

Eu Posso Ser Como Você 

O Jão traiu alguém! Mas bem como ele disse: “Como você fez, eu fiz”. Então não dá nem para dizer quem é o errado nessa história maluca! Dessa faixa, eu sinceramente não gostei de nada. Não é identificável (para mim rs), a melodia não cativa e não me impactou com o instrumental. Acho que é a que eu menos gostei mesmo, apesar do nome ser uma referência a uma das minhas músicas favoritas do LOBOS: “Eu Queria Ser Como Você”. 

Sinais

Essa é bem animada! Acho que com uma bateria bem forte, ou um beat mais alto, ficaria perfeita para o show. A letra não me cativa tanto, mas chegando ao fim dela, lá na ponte, a parte “me leva, somos iguais, me leva, eu sinto os teus sinais” me toca bastante. Tenho certeza que no show ficarei de olhos fechados, com a cabeça para cima, cantando essa parte!

Se O Problema Era Você, Por Que Doeu Em Mim? 

Era isso que eu queria, Jão! Sofrência com uma batida pop que disfarça tudo. Muito boa para as pessoas que realmente superaram algo e não tem mais volta. Quase a mesma história de Escorpião, daquele ex que aparece de novo quando você não quer mais nada. Mas é o que está na música: “Desapareça!”

Locadora

O nome já remete a algo mais anos 2000. Quando se ouve essa música parece que não foi o Jão que escreveu, mas sim o João Vitor de 16 anos, lá em Américo Brasiliense. Não sei explicar, mas ela retrata uma cidade pequena logo de cara! Principalmente na parte “virando a noite lá na praça sete”, até porque não existe coisa mais “cidade do interior” do que a praça ser o rolê da noite! 

Rádio

AMO quando a música já começa de uma maneira surpreendente! Lembrei na hora de “Sh Boom” dos The Chords, que cantam no estilo Doo-Wop. E então, o Doo-Wop acaba e comeca uma guitarra TÃO linda e contagiante! Mas a música não cresce como o esperado… Acho que, se tivesse uma bateria mais alta, ficaria bem melhor. 

São Paulo, 2015

Penúltima música do disco. Ela é claramente algo vindo de uma pessoa do interior que veio morar em São Paulo e não sabe se gosta e agradece, já que ela é uma porta enorme para grandes oportunidades, ou se odeia, porque às vezes é estressante morar por aqui, seguir o ritmo turbulento das ruas que não se calam, das luzes que não se apagam e dos carros que não param. Gostei muito da jogada de palavras na última frase: “Rua Consolação e salvo”. 

Super

Ele escreve muito sobre o amor romântico — eu sei —, mas, quando fala sobre si mesmo e sobre experiências pessoais, dá o melhor de si e realmente se mostra como um cantor e escritor, de fato! “Super” me remete a “Olhos Vermelhos”, que também é a última faixa do PIRATA. A letra inteira já é muito forte, mas, não satisfeito, Jão usou de um instrumental ainda mais emocionante, com um conjunto de violinos, para impactar mesmo! 

Além disso, ele faz referência aos seus quatro álbuns no trecho: “Eu corro com meus lobos ainda mais perto / E nunca me esqueço, no fundo ainda brilha / A mesma noite, no alto de um prédio / Vendo a cidade por cima / Olho pra trás e tudo a minha volta / Me vejo de longe, sou eu mesmo quem chama / Meu barco voltando é a minha resposta / Me abraço em chamas”

Super foi um encerramento muito bom para o álbum, e tenho certeza que emocionará ainda mais nos shows!

Uma SUPER estreia

Em 24 horas de lançamento, o álbum alcançou a marca de 8,5 milhões de streams e se tornou a maior estreia de um álbum no Spotify Brasil, ultrapassando até mesmo a Taylor Swift! Apesar de ainda ter uma quantidade considerável de haters, Jão vem crescendo muito a cada ano, essa conquista e sua nova turnê em estádios comprovam isso. 

SUPER de fato não é meu álbum favorito do cantor — nem para uma grande parcela de seus fãs — mas saber que esse é o encerramento de um grande ciclo que “aquele menino do interior” iniciou é de se orgulhar. Jão definitivamente é o nome do Pop Brasil! 

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The article above was edited by Milena Casaca

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Tiffany Maria

Casper Libero '26

I'm a journalism student at Cásper Líbero. I love read and write about anything, especially music and art. I perceive art in everything where my eyes can see. As a new person in journalism world, I’m expecting that one of my texts impacts you from some way.