Rasto de Destruição na América do Norte: Panorama do Furacão Dorian

Com classificação 5 na escala Saffir Simpson (usada para determinar as intensidades de furacões) e ventos de 295 km/h, o furacão Dorian atingiu as Bahamas no dia 1 de setembro. O fenômeno, na categoria mais alta possível, causou morte e destruição no arquipélago e assustou os moradores da Flórida com a possível passagem. 

As Ilhas Àbaco e de Grand Bahama foram as principais afetadas e parcialmente evacuadas após a passagem do Dorian, já que muitas casas foram completamente destruídas e muitas pessoas não têm onde morar. Cerca de 70 mil pessoas precisam de água e comida, segundo dados divulgados pela ONU.

Da 12 de Setembro, as autoridades locais registraram cerca de 2.500 pessoas desaparecidas e cerca de 50 mortos. Ainda devastada pelo furacão Dorian, o NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos) informou que uma alta tempestade tropical pode atingir a Ilha, ventos fortes e chuvas torrenciais podem atingir o centro e noroeste.

Image Source: Wikimedia Commons

Com a força de Dorian, diversas tampas de tanques de petróleo foram arrancadas, deixando muitas manchas espalhadas próximo a cidade de High Rock. Porém, não é possível afirmar se o óleo atingiu ou não o oceano, além disso, as imagens áreas indicam que não.

Depois de atingir as Bahamas, o furação se deslocou em direção à Flórida. Ordens de evacuação foram emitidas, a população estocou comida e o Estado declarou emergência. Porém, ao se descolar pelo Oceano Atlântico, Dorian perdeu força e passou a ser classificado como tempestade. Na Carolina do Norte, ventos fortes e ondas grandes foram registradas. Cerca de 300 mil casas ficaram sem luz nas Carolinas.

Depois de passar pela costa leste do EUA, Dorian chegou ao Canadá. A tempestade tropical foi intensa e causou enchentes, o corte no fornecimento de energia e as autoridades pediram para que moradores do litoral se retirarem da área.

Por fim, Dorian se deslocou para a Ilha de Prince Edward. No site https://www.noaa.gov/ é possível acompanhar não só esse, mas diversos furacões, ciclones e tempestades em tempo real, além de ficar por dentro das previsões.