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Casper Libero | Culture

Por que os anos 2000 foram a era de ouro das comédias românticas?

Eduarda Lessa Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Os anos 2000 marcaram um período especial no cinema: a explosão das comédias românticas, que conquistaram corações e se tornaram parte da memória afetiva de toda uma geração. Muito mais que um gênero, as comédias românticas serviram como um guia do “amor verdadeiro” de um jeito leve e bem-humorado. Mas, por que essa era foi tão icônica?

Entre o MSN e o gloss labial: o charme cultural dos anos 2000

Esses filmes não existiram no vácuo: refletiam o que estava acontecendo na cultura dos anos 2000. Era o início da internet, dos blogs e primeiros chats, e o amor começava a se digitalizar. Surgiam novas formas de conhecer pessoas, se apaixonar e também de se decepcionar. 


Tudo isso gerava situações perfeitas para as tramas leves e engraçadas das romcoms. A estética Y2K também deixava sua marca: muito brilho, jeans de cintura baixa, minissaias, acessórios chamativos e penteados ousados criavam uma identidade visual divertida, otimista e inconfundível. As protagonistas se tornaram referências de estilo. Quem nunca quis o guarda-roupa rosa de Elle Woods, de Legalmente Loira ou, o visual sofisticado de Andy Sachs em O Diabo Veste Prada?

As trilhas sonoras recheadas de pop, gênero que estava tomando força nos anos 2000 com Britney Spears, Hilary Duff, Avril Lavigne e Kelly Clarkson, ajudavam a compor o clima sonhador e romântico da época. Músicas como “Kiss Me” ou “Unwritten” ficaram eternizadas em cenas icônicas e até hoje despertam uma sensação imediata de nostalgia.

Histórias leves e cativantes

Com um enredo leve e divertido, as comédias românticas começaram a trazer histórias que poderiam acontecer na vida cotidiana para as telonas, gerando uma identificação com o público feminino que almejava viver uma grande história de amor quase perfeita, diferente das histórias que eram vistas nos filmes clássicos da Disney.

Enquanto histórias como Branca de Neve e Cinderela mergulhavam nos clichês de contos de fadas, reinos mágicos e finais encantados quase inalcançáveis com um príncipe encantado perfeito, as comédias românticas mostravam personagens com empregos comuns, dilemas amorosos plausíveis e encontros que poderiam realmente acontecer, tornando o sonho do amor-perfeito mais acessível e identificável. 

Essa conexão com a realidade não diminuía a magia; pelo contrário, transformava o cotidiano em algo encantador, fazendo com que o público pudesse se ver nas histórias e torcer pelos protagonistas como se fossem amigos próximos.

Os cenários ajudavam a tornar tudo mais real, sendo até “personagens” da história. Com ambientações em Nova York, Londres e Los Angeles, as comédias românticas trouxeram o charme de uma vida urbana cheias de cafés e bibliotecas.

Personagens femininas marcantes

As protagonistas femininas dos anos 2000 eram independentes, bem-humoradas e determinadas. Nenhuma delas eram perfeitas, todas eram mulheres reais, com ambições, inseguranças e uma boa dose de sarcasmo. Ao contrário das princesas dos contos de fadas, elas não esperavam serem salvas: tomavam as rédeas da própria história de amor.

Bridget Jones, em O Diário de Bridget Jones, falava sobre autoconfiança. Essa e outras personagens como Andie Anderson, em Como perder um homem em 10 dias, e Jenna Rink, De repente 30, refletiam uma geração de mulheres que ganhava espaço. Elas questionavam padrões e redefiniam o que significava “feliz para sempre”, introduzindo o empoderamento feminino para o público.


Um legado atemporal

O que os anos 2000 nos deixaram de legado é difícil de superar: essas comédias românticas conseguiram transformar situações do dia a dia em momentos românticos e memoráveis. 

Hoje em dia, as produções desses filmes se esforçam para  superar o ícone que as comédias românticas representaram nos anos 2000. Alguns filmes como “Para Todos os Garotos que Já Amei” conseguiram renovar o gênero com elementos dos dias atuais. 

Será que o sentimento de saudade desses filmes é um reflexo de uma sociedade que se perdeu no amor ou é apenas uma nostalgia que nunca vai embora?

O artigo acima foi editado por Luana Zanardi.

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Eduarda Lessa

Casper Libero '27

Hey there, my name is Eduarda (but you can call me Duda), I'm 20 years old and I'm a journalism student at Cásper Libero. My manly interests are cinema, video games, music, books, art and other things related to pop culture.