Durante o mês de Agosto, entre os dias 4 e 8, ocorreu a última edição do desfile de moda da Dinamarca, o Copenhagen Fashion Week. Com um total de 44 desfiles e mais de 70 convidados internacionais, a CPHFW26 ficou marcada na memória do público por carregar alguns novos destaques e tendências na moda.
Sob a gestão de Cecilie Thorsmark, a semana é famosa pelo seu compromisso com o lado sustentável do universo fashion. Para as marcas participantes do desfile, existe uma lista de exigências cobradas que acumula mais de 20 regras sobre diversidade – desde vida útil, produção das peças e cadeia produtiva, até a diversidade na contratação de funcionários e nos cargos de gestão.
Decotes assimétricos
Marcas como Freya Dalsjø, Skall Studio e Forza Collective apostaram nos decotes assimétricos, tanto em blusas quanto em vestidos, que conquistaram a passarela dinamarquesa e se firmaram como uma tendência forte da temporada, demonstrando o desejo de inovação e dinamismo dos designers.
Comprimento na altura do joelho
Em bermudas, calções largos – usados com frequência no século XIX e mundialmente conhecidos como bloomers – e saias, o destaque do desfile foi o comprimento na altura do joelho das modelos. Misturando estilo, praticidade e conforto, marcas como Gestuz e Rave Review levaram às passarelas a versatilidade da peça, contrariando polêmicas e mostrando ao público que existem sim maneiras de combinar bem-estar com o mundo fashion, ao mesmo tempo.
Estampas clássicas como POÁ
Sabemos que existem algumas estampas que nunca saem de moda, como o POÁ, listras e o xadrez. Durante a Copenhagen Fashion Week deste ano, foi possível perceber o renascimento e a reconstrução contemporânea das estampas no design de cada peça, fortalecendo a memória coletiva e consolidando a importância e significado do que conhecemos como “clássicos”.
Renda branca
Novamente, a renda branca aparece nas passarelas da moda como uma opção para quem ama um visual estiloso, mas básico e prático. Com aparição na Paris Fashion Week em março deste ano, assim como nos desfiles da semana de moda de Londres, o detalhe transitou entre o boho e o kitsch rapidamente na edição escandinava. Caro Edition demonstrou a multifuncionalidade do tecido, assumindo diferentes formas e dialogando com estéticas diferentes.
Maximalismo
A marca Han Kjøbenhavn cativou a todos que estavam presentes com a sua coleção “Another Day” e garantiu exclusividade e sensibilidade em sua coleção Primavera/Verão 2026. A intenção da temporada era capturar o simples e comum do cotidiano.
O diretor criativo da marca, Jannik Wikkelsø Davidsen, afirma sempre buscar relacionar seus trabalhos com a sua origem, criação e identidade. “Para mim, trata-se de criar algo que seja culturalmente honesto e pessoalmente relevante – um equilíbrio entre levar as coisas adiante e permanecer fiel à linguagem emocional que construí ao longo do tempo”, comenta ele.
Jannik apostou em jaquetas de couro sintético e acolchoadas. Os agasalhos apresentados modelam o corpo de quem desfila na passarela e criam uma sensação de proteção, cerimônia e o urbano. Em alguns visuais, abusa do uso de penas artificiais, que desenham o contorno dos ombros e combinam estética com o corpo humano de forma única e emocional.
A marca ainda se consolidou como pioneira da moda escandinava contemporânea.
Paletas neutras e de tom pastel
Por fim, a paleta de cores do evento permaneceu entre tons neutros, como branco, bege, marrom e preto. Porém, algumas cores pastéis como o amarelo manteiga e o azul bebê, também apareceram com frequência nas passarelas, representado serenidade e leveza, levando graciosidade e elegância para as peças.
Ao mesmo tempo, em desfiles como o da Gestuz, vimos uma combinação entre a paleta de tons neutros e a utilização de acessórios escuros para a composição das vestimentas, como sapatos e bolsas na cor vermelha.
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O artigo abaixo foi editado por Luana Zanardi.
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