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O QUE ESPERAR APÓS O PRIMEIRO EPISÓDIO DA TERCEIRA TEMPORADA DE ‘A CASA DO DRAGÃO’?

Beatriz Matsuda Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Após dois anos de espera desde o fim da segunda temporada de A Casa do Dragão, o primeiro episódio da terceira temporada foi ao ar no último domingo, 21 de junho, no canal  HBO Max.

O episódio de estreia “Sal e Mar, Fogo e Sangue”, de 72 minutos, retorna a série exatamente de onde ela havia parado, depois da visita de Alicent Hightower à Rhaenyra Targaryen, em Pedra do Dragão. Partindo do ponto de tensão, a guerra entre os Pretos e os Verdes entra em uma nova fase, mais delicada e perigosa, onde grandes decisões são tomadas e posições ameaçadas.

o universo de ‘as crônicas de gelo e fogo’

A Casa do Dragão, lançada em agosto de 2022, é uma série derivada do fenômeno televisivo Game of Thrones, de 2011 à 2019, assim como O Cavaleiro dos Sete Reinos, série lançada em janeiro deste ano.

Baseadas no conjunto de livros do escritor George R. R. Martin, as três séries se passam no universo de As Crônicas de Gelo e Fogo, mas em tempos diferentes. Entre a Conquista de Aegon I, Visenya e Rhaenys — evento que marca a unificação dos Sete Reinos de Westeros e o começo da dinastia Targaryen — e Game of Thrones (a partir do ano 298 Depois da Conquista), estão A Casa do Dragão (129-131 D.C.) e O Cavaleiro dos Sete Reinos (209 D.C.).

Enquanto Game of Thrones aborda a disputa pelo Trono de Ferro após o fim da dinastia Targaryen e O Cavaleiro dos Sete Reinos sobre as aventuras de Sir Duncan, o Alto e seu escudeiro Egg, A Casa do Dragão mostra como os dragões foram extintos em “A Dança dos Dragões”, a primeira grande guerra civil dos Sete Reinos unificados.

Relembre o que já aconteceu

A primeira temporada começa com a votação do Grande Conselho para a decisão da sucessão do rei Jaehaerys II, que por não ter nenhum filho herdeiro, recorreu à votação para nomear um de seus netos, a princesa Rhaenys Targaryen e o príncipe Viserys I Targaryen, como protetor do reino. Os lordes de Westeros se reuniram em Harrenhal e, por priorizar a linhagem masculina, votaram majoritariamente em Viserys, futuramente conhecido como “o Pacífico”, e Rhaenys ficou conhecida como “A Rainha que Nunca Foi”.

O reinado do rei Viserys herdou os 55 anos de paz do rei Jaehaerys, totalizando 81 anos que seriam lembrados como a “era de ouro” da Dinastia Targaryen, marcado pela harmonia e riqueza. Esse período, porém, seria seguido de uma grave crise pela sucessão do Trono de Ferro que resultaria em uma guerra civil.

Em seu casamento com Aemma Aerys, o rei Viserys teve três filhos, mas apenas a princesa Rhaenyra sobreviveu à idade adulta. Após a morte precoce da rainha consorte, Viserys se casa novamente, desta vez com Alicent Hightower, com quem teve quatro filhos (Aegon II, Aemond, Helaena e Daeron), sendo três homens.

Antes do nascimento do primeiro filho com Alicent, o Aegon II, Viserys nomeou Rhaenyra como sua herdeira, apesar da tradição de primogenitura masculina, mas após Aegon nascer, a sucessão de Rhaenyra começou a ser contestada pelos mesmos lordes que juraram lealdade à herdeira. O rei manteve a prioridade em Rhaenyra na linha de sucessão até o fim de sua vida, em 129 D.C.

Antes da morte do rei Viserys, a princesa Rhaenyra se casou com Laenor Velaryon para fortalecer seu direito ao trono. Durante seu casamento, a princesa teve três filhos (Jacaerys, Lucerys e Joffrey Velaryon), mesmo que haja boatos que duvidem da paternidade deles. Após Laenor forjar a sua morte e fugir com seu amante, Rhaenyra se casa com Daemon Targaryen, seu tio. Com Daemon, ela teve mais dois filhos (Aegon III e Viserys II).

Após a morte do Rei Viserys I, a Rainha Alicent convocou o Pequeno Conselho, onde ela e seu pai Otto Hightower, a Mão do Rei, conspiraram contra Rhaenyra e se recusaram a avisá-la da morte de Viserys antes de Aegon II ser coroado rei.

A coroação de Aegon II foi realizada no Poço dos Dragões, onde recebeu a coroa de Aegon I, o Conquistador, e sua irmã-esposa, Helaena, recebeu a coroa de sua mãe, Alicent. Nesse mesmo dia, Sor Steffon Darklyn fugiu da cidade com a coroa de Viserys I e Rhaenys Velaryon, a Rainha que Nunca Foi, também fugiu com sua dragão, Meleys, se opondo contra o rei Aegon II.

Rhaenyra, que estava em Pedra do Dragão, reuniu seu próprio conselho, o Conselho Preto, que marcava com a presença da própria Rhaenyra, Daemon, Jacaerys, Lucerys e Joffrey Velaryon, Rhaenys e Corlys Velaryon, além de lordes apoiadores.

Assim se iniciou a “Dança dos Dragões”, a guerra civil entre os Pretos e os Verdes que mancharia a história Targaryen para sempre.

“sal e mar, fogo e sangue”

O primeiro episódio da terceira temporada começa com Rhaena Targaryen, filha de Daemon com Laena Targaryen, e o dragão selvagem das montanhas do Vale, o Roubovelha. Depois de passar um bom tempo fora do protagonismo e com o dilema de não ter um dragão, Rhaena consegue se aproximar de Roubovelha, mas tem dificuldades considerando que ele é um dos dragões mais selvagens de Westeros, e ela não tem experiência nenhuma com treinamento de dragões.

Seguimos com Rhaenyra logo após a visita de Alicent à Pedra do Dragão. Enquanto a rainha teoriza sobre como vão tomar a Porto Real, acreditando fielmente ao acordo que Alicent propôs, Jacaerys acredita que a proposta faz parte de um plano para enganar Rhaenyra, acompanhado do Pequeno Conselho que também desconfia da ocorrência.

Assim que Alicent Hightower retorna à Fortaleza Vermelha, ela encontra com Aemond sentando no Trono de Ferro com a Blackfyre, espada do Conquistador. Aemond informa à mãe que Aegon II fugiu de Porto Real com o lorde Larys Strong e que isso significa que o mesmo abdicou do trono, tornando Aemond próximo na linha de sucessão.

O plano dos Verdes, que consistia em Aemond ir com sua dragoa, Vhagar para apoiar Sor Criston Cole em Harrenhal contra Daemon, foi deixado de lado por Aemond devido à fuga de Aegon II. Porém, o auto-reivindicado rei confirma que há reforços à caminho, Lorde Ormund Hightower marcha com mais de 15 mil homens e a frota da Triarquia se prepara para bater de frente com a Serpente Marinha.

Alicent, que havia traído a coroa ao conspirar contra seu próprio filho com Rhaenyra ao afirmar que Aemond e Vhagar não estariam em Porto Real, se vê encurralada com as novas reviravoltas. A rainha decide mandar uma mensagem supostamente em nome do rei ao Lorde Ormund, seu primo, comandando que as tropas permaneçam no mesmo lugar até novas instruções.

Mais tarde, Alicent tenta convencer Aemond a seguir com o plano original, de ir apoiar Sor Criston Cole em Harrenhal. De início, Aemond é contra a ideia, mas após as súplicas da mãe, ele aparenta aceitar o plano. O novo rei também diz a Alicent que ele deve fazer um banquete em Harrenhal em sua homenagem após derrotar o tio, e, então, a beija. A rainha não reage ao ato, mas se mostra horrorizada, mesmo na tentativa de disfarçar.

Aegon II continua em sua fuga, em uma carruagem carregada de corvos, com a ajuda do Lorde Larys Strong, mas assim que entra em território dos Pretos, seu plano  é interrompido. Lorde Larys rapidamente jura lealdade à Rainha Rhaenyra, mas Aegon se recusa a fazer o mesmo. Os cavalheiros os declaram leais aos Verdes e, para evitar a execução imediata, Larys revela a identidade da dupla, afirmando que são reféns mais valiosos vivos do que mortos. Dessa forma, capturados, os dois são levados em direção à Pedra do Dragão.

Em ordem da Rainha Rhaenyra, Corlys Velaryon e a Frota Velaryon se preparam para os planos de tomar Porto Real, mas a chegada da frota da Triarquia, com Shakaro Lohar no comando, inicia a Batalha da Goela.

Assim que a notícia chega em Rhaenyra, ela se dispoe a ir pessoalmente apoiar a forta Velaryon com Syrax. Mas enquanto estava se preparando, Jacaerys, seu primogênito, em um ato de rebeldia e preocupação com a mãe, obriga a Guarda Real à trancar a rainha em seu quarto. Ao impedir Rhaenyra de ir à batalha, Jacaerys pede a Baela (filha de Daemon e Leana Targaryen e noiva de Jacaerys) que o acompanhe na luta.

Assim que Jacaerys e Baela chegam na Goela, o lado dos Pretos tirou vantagem do confronto. Corys aproveitou o momento para atrair Lohar, que tinha como objetivo derrotar a Serpente Marinha, o navio de Corlys, para um estreito perigoso. A Serpente Marinha consegue sair do estreito sem danos, já Lohar teve grandes baixas, mas conseguiu alcançar Corlys e iniciou um confronto que acabou com Arlys, filho bastardo de Corlys, acertando um golpe fatal em Lohar.

Ainda no centro da batalha, Rhaena, montada em Roubovelha, chega na tentativa de ajudar, mas pelo Roubovelha ser selvagem e recém reivindicado, além de Rhaena faltar em treinamento, o dragão não obedecia a princesa, atacando os dois lados. Por isso, Jacaerys e Baela tiveram dificuldades para conter o confronto, até que Vermax, dragão do Jacaerys, foi atingido pela segunda vez por um arpão e caiu no mar. Enquanto Vermax afundava, o príncipe herdeiro conseguiu nadar para a superfície mas logo foi atingido por três flechas, nas costas, no peito e no pescoço.

A morte de Jacaerys Velaryon fecha o episódio e marca um dos episódios mais trágicos da guerra com uma grande perda para o lado dos Pretos.

O que vem pela frente?

Apesar de A Casa do Dragão não ser estritamente fiel ao livro base Fogo e Sangue, algo que o próprio George R. R. Martin já criticou em seu blog “Not a Blog”, é provável que a série siga o mesmo caminho da história original, independente das modificações.

O showrunner Ryan Condal afirmou, em uma coletiva com o site GamesRadar+, que o público deve esperar pelo pior ao fim da terceira temporada, e que deve servir como um gancho trágico para a quarta e última temporada.

A segunda temporada era planejada para ter 10 episódios, mas por questões internas, o tamanho foi alterado para 8 episódios no total. Ou seja, o começo da terceira temporada, o primeiro e segundo episódio, seriam o final da segunda temporada, explicando a falta de ação que foi tão criticada pelo público.

A terceira temporada também terá 8 episódios, que devem acelerar o decorrer da trama. No trailer do segundo episódio, podemos ver como a perda do Jacaerys afetou a Rhaenyra, principalmente na cena em que ela está deitada e o Daemon aparece para consolá-la. A fala do Daemon, “você vai deixar ele (Jacaerys) morrer em vão?”, abre portas para uma nova Rhaenyra, contrária a da segunda temporada, que não hesita e não tem medo de arriscar.

Com o ataque surpresa da frota da Triarquia, a rainha tem mais motivos para desacreditar da proposta de Alicent. O Conselho Preto, que já desconfiava do plano, deve instigar Rhaenyra a descartar as palavras de Alicent, mas independente da decisão da rainha, os Pretos vão tomar a Fortaleza Vermelha e provavelmente encontrarão dificuldades em conquistar apoio em Porto Real.

Daeron Targaryen, quarto filho de Alicent Hightower com o falecido rei Viserys I, deve aparecer já no segundo episódio por ser protegido do Lorde Ormund Hightower, que aparenta ganhar mais protagonismo. O dragão de Daeron, Tessarion, conhecida como a Rainha Azul, já apareceu no primeiro episódio, em uma gaiola improvisada, quando Lorde Ormund recebe a mensagem de Alicent.

Os novos cavaleiros de dragões, Addam de Hull com Seasmoke, Hugh Hammer com Vermithor e Ulf, o Branco, com Silverwing, também devem ganhar destaque, se envolvendo em confrontos, e principalmente Addam, que além de se tornar um cavaleiro de dragão, também pode receber uma posição na casa Velaryon.

Há indícios que Aegon II consiga escapar de seus captores e se reencontre com Sunfyre, mas é provável que ele continue o caminho até Pedra do Dragão, onde pode se refugiar. Além disso, é esperado que Daemon apareça em ação já no próximo episódio, ao invadir Porto Real com Rhaenyra e os cavaleiros Hugh e Ulf.

conclusão

O segundo episódio de A Casa do Dragão vai ao ar neste domingo, dia 28, às 22h, com os demais capítulos sendo exibidos semanalmente nos domingos até seu encerramento, no dia 9 de agosto. A quarta temporada está prevista para estrear apenas em 2028.

Se as duas primeiras temporadas foram marcadas pela construção política pelo Trono de Ferro, as duas últimas serão marcadas pela prática de tudo o que foi prometido.

O episódio de estreia deixa claro aos fãs que a guerra começou, e as tentativas de evitar o conflito chegaram ao fim. De agora em diante, a série caminha para um dos capítulos mais sangrentos da história da Dinastia Targaryen.

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O artigo acima foi editado por Mariana Camargo Aguiar.

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Beatriz Matsuda

Casper Libero '29

Estudante de jornalismo, amante da arte e palmeirense.