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Casper Libero | Culture

O Diabo Veste Prada: novo filme estreia em maio de 2026

Maria Luiza De Nigris Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Após 20 anos do lançamento do primeiro filme, O Diabo Veste Prada volta para as telas do cinema com uma sequência. A estreia da continuação deve acontecer em maio de 2026, de acordo com a revista Variety, que afirmou o início recente da produção pela Disney

Até os dias atuais, o filme segue inspirando e marcando gerações, além de continuar promovendo debates importantes sobre as relações no mercado de trabalho, o lado tóxico – e muito real – do ambiente profissional e a importância das relações interpessoais. 

A HISTÓRIA DO PRIMEIRO FILME

O Diabo Veste Prada 1 conta a história de Andrea Sachs, recém-formada em Jornalismo, que procura um emprego na área e acaba conseguindo um cargo como assistente da famosa Miranda Priestly, editora-chefe da revista de moda mais aclamada do mercado – a Runway.

O que Andy não sabia, porém, era a reputação de sua nova chefe no mundo da moda e o que a aguardava por trás da fachada perfeita.

A INSPIRAÇÃO POR TRÁS DA OBRA

Nos bastidores da obra cinematográfica, a personagem Miranda, interpretada por Meryl Streep, foi inspirada na editora-chefe da revista Vogue, Anna Wintour, e em sua relação com a autora do livro O Diabo Veste Prada

Meryl, porém, revelou à Variety algumas de suas muitas inspirações para o papel: o senso de humor do diretor Mike Nichols inspirou o tom irônico da personagem e suas falas cruéis. Já a voz, contou a atriz, foi inspirada em Clint Eastwood. Segundo ela, “ele nunca aumenta o tom de voz. Todo mundo tem que se aproximar para ouvir e ele vira a pessoa mais poderosa do lugar.

O QUE SE SABE SOBRE A CONTINUAÇÃO?

Segundo a revista Variety, a nova trama acompanha Miranda em um momento complicado de sua carreira. Abordando um assunto extremamente atual – o declínio das revistas tradicionais e impressas – a editora-chefe precisa de investimentos para manter o seu alto posto no mercado editorial da moda.

Desta vez, Emily aparece na trama como um obstáculo ao plano de Miranda. A personagem, que antes era secretária, agora é uma executiva de um grupo de luxo responsável por barrar os investimentos de que a ex-chefe tanto necessita.

Por outro lado, a presença de Andy, interpretada por Anne Hathaway, ainda não foi confirmada no elenco. A atriz já declarou que não consegue enxergar uma continuação que faça sentido, considerando o contexto atual da moda. 

O QUE ESPERAR DE O DIABO VESTE PRADA 2?

Até o momento, sabe-se muito pouco sobre a sinopse da sequência. Mas, uma coisa é certa: o impacto da era digital no mundo da moda e no mercado de trabalho será um dos temas mais explorados pelo diretor David Frankel.  

Hoje, com o crescimento massivo das redes sociais e dos canais de comunicação digitais, não existe mais a centralização do consumo de entretenimento, cultura, arte – e, claro, da moda. Em um cenário como o de 2006, ano de lançamento do filme, o público ainda buscava ir atrás de informações; hoje, ela chega aos usuários de um aparelho móvel instantaneamente. 

Graças ao mundo digital, a realidade enfrentada por Miranda no próximo roteiro será outra – entender como fazer com que a Runway Magazine alcance novamente sua importância e ganhe atenção em meio a tantas outras opções. 

Em razão do tempo entre o anúncio das obras, os amantes da adaptação se dividem quanto ao que esperar da continuação. Alguns apostam em uma possível humanização de Priestly com o passar dos anos na indústria e após a partida de Andy ao final do primeiro filme. No entanto, muitos fãs que consideram a personagem uma vilã icônica, não veem a abordagem com bons olhos.

A decisão de trazer de volta uma história marcante como O Diabo Veste Prada não parece casual. Revisitar histórias que formaram uma geração é uma escolha estratégica dos produtores, que apostam fortemente na nostalgia do público antigo e expectativas do público mais novo. 

Por agora, resta saber se David conseguirá equilibrar a contemporaneidade com a personalidade única e afiada que tornou o primeiro filme um clássico do cinema e da moda. 

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O artigo acima foi editado por Luana Zanardi.

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