Para quem nasceu na geração Z e cresceu junto da internet, é quase inevitável deixar de ser influenciado pela mídia digital. É ela quem nos inspira, controla nossos gostos, maneiras de pensar e até mesmo nossa identidade, mas como ela faz isso tão bem?
Uma das principais ferramentas midiáticas capaz de conquistar a mente humana é o entretenimento: séries, filmes e livros criam personagens com quem nos identificamos, que passam por coisas que nunca conseguimos colocar em palavras, ou que representam aquilo que mais admiramos em alguém. Algumas estéticas apenas encantam, e se tornam uma obsessão diária.
Cercada por referências digitais, a geração Z pôde amadurecer junto de alguns dos seus personagens favoritos mais próximos do que nunca. Vamos lá: quem nunca assistiu um edit no TikTok e ficou completamente obcecado depois?
Esses simulacros se tornam modelos de vida, espelham ideais ou simplesmente incorporam estilos icônicos nas telas. Por isso, juntamos alguns dos personagens de séries que mais moldaram a identidade da Gen Z!
Effy Stonem e Cassie Ainsworth – Skins
Começando com uma das séries adolescentes que mais revolucionaram o conceito de juventude, Skins (2007) traz a história de um grupo de amigos em processo de amadurecimento, mas revelando o lado feio e obscuro dessa fase. Aqui, você pode esquecer a perfeição e a moralidade: o seriado traz temas relacionados às drogas, ao sexo, à violência e ao abuso, mas é isso o que o tornou tão famoso e bem avaliado pela crítica.
Dentre todos os jovens representados na história, duas em especial se destacaram por sua personalidade única, bela e irreverente. Effy Stonem (Kaya Scodelario) é uma garota que cresceu com problemas comunicacionais e que não conseguiu se manter longe de confusões. Amante de festas, sempre volta para casa de manhã e não tem medo de fazer o que bem entende para conseguir o que quer. Ela é dona de uma beleza trágica, mas que hipnotiza qualquer um.
Por outro lado, Cassie Ainsworth (Hannah Murray) é uma menina doce, brincalhona e sonhadora, mas por trás do sorriso e das falas bem humoradas, passa pelo horror dos distúrbios alimentares, e lida constantemente com a rejeição do garoto pelo qual é apaixonada. Ainda assim, ela encanta os espectadores da série, captando sua empatia a todo momento.
Uma sendo o oposto da outra, suas falas resultaram em milhares de quotes no Tumblr e no Instagram, e suas roupas foram copiadas por diversas garotas. Por serem lindas e cativantes, mas com narrativas profundas e reais, muitas pessoas passaram a se identificar com suas figuras, e a incorporar seus trejeitos no dia a dia.
Blair Waldorf e Serena van der Woodsen – Gossip Girl
Partindo para uma das séries mais icônicas sobre fofoca, juventude e cidade grande, Gossip Girl (2007) trouxe duas protagonistas estilosas e cheias de personalidade para as telas.
Serena (Blake Lively) é a típica garota que não liga para o que os outros pensam, mas que mesmo assim conquista a atenção de qualquer um com o seu carisma e estilo. Ela não pensa nas regras e está sempre fabulosa com as roupas que qualquer garota dos anos 2000 morreria para ter.
Ela é amiga de Blair Waldorf (Leighton Meester), a cara da elite nova-iorquina. Segurando o posto de protagonista junto à Serena, Blair é metódica e sofisticada, pronta para atacar qualquer um que cruzar seu caminho. Ela tem uma personalidade forte, mas encantadora, o que influenciou muitos fãs da série a trazerem um pouco do seu glamour desafiador para a vida real.
Juntas, elas compõem o conceito de ‘It-Girl’ melhor do que ninguém. Além de serem uma dupla dinâmica e terem o closet dos sonhos, suas personalidades bastavam para tornar o seriado tão atrativo, o que também motivou muitas garotas a seguirem seus trejeitos.
Thomas Shelby – Peaky Blinders
Com o sucesso da série no streaming e nos canais de televisão fechada, foi quase impossível não trazer parte da narrativa para a vida real. Em Peaky Blinders (2013), Thomas Shelby, interpretado maravilhosamente por Cillian Murphy, lidera uma gangue na Inglaterra dos anos 1920. Disposto a subir na vida a qualquer custo, ele usa sua esperteza e sagacidade para conquistar seu espaço no mundo.
Ele viralizou como figura ideal para os homens e garotos por meio do seu aspecto ‘frio e calculista’, além de sua ambição por poder. O fascínio foi tanto que o personagem passou a se tornar uma referência de masculinidade idealizada, quase como um lobo solitário. Muitos queriam copiar sua fala misteriosa, feição fechada e até mesmo seu estilo tradicional de vestimenta.
Mas o que era nichado se tornou uma piada: hoje, muitos associam essa obsessão a uma busca desesperada por atenção na internet, ou até mesmo a um símbolo de movimentos machistas e misóginos, como a comunidade RedPill. Independente disso, sua figura ainda instiga os fãs, e foi modelo para muitos jovens e usuários.
Maddy Perez e Nate Jacobs – Euphoria
Se uma das tendências masculinas é escolher personagens frios e perigosos como modelos, ela reaparece em Euphoria (2019). Nate Jacobs (Jacob Elordi), parece ser o cara que não se importa com nada, mas ainda assim tem tudo do jeito que quer; o típico valentão que anda com a garota mais bonita da escola.
A inspiração pela figura de Nate é motivada pelos mesmos padrões revelados pela obsessão com o personagem Thomas Shelby. Parte do público parece deixar de lado o fato de Nate ser um homem violento e problemático para enaltecer sua figura de poder diante dos demais personagens da série.
Por outro lado, Maddy Perez (Alexa Demie) passou a ser um exemplo para as garotas por sua personalidade forte e confiança inabalável. Descendente de mexicanos, ela se tornou rapidamente uma representação da feminilidade latina. Ela usa roupas provocantes, uma maquiagem forte e está sempre alinhada com seus ideais.
Maddy sempre foi uma presença marcante na série, e sua influência é notável. Seus figurinos se tornaram peças reais de grandes lojas ao redor do mundo, e suas falas mais impactantes ressoam em quotes e edits nas redes sociais.
Lorelai e Rory Gilmore – Gilmore Girls
Para as garotas que cresceram assistindo Gilmore Girls (2000) em tardes chuvosas, Lorelai (Lauren Graham) e Rory (Alexis Bledel) provavelmente se tornaram as personagens mais presentes em sua personalidade.
Respectivamente mãe e filha, Lorelai e Rory são uma dupla dinâmica e encantadora à primeira vista. Mesmo com suas diferenças, elas se complementam nos primeiros detalhes. Carismática, doce e espalhafatosa, Lorelai é uma mãe solteira, que engravidou cedo e precisou trabalhar duro para garantir um futuro brilhante à sua filha.
Rory então se tornou uma menina estudiosa, com o sonho de cursar jornalismo em uma grande faculdade norte-americana. Com seu jeito meigo e espirituoso, ela conquista os demais personagens e espectadores da série de forma natural. Juntas, elas se tornam o modelo perfeito da relação mãe e filha: amigas em qualquer ocasião.
Homem Aranha – Marvel Cinematic Universe
Esse personagem mostra que nem tudo precisa ser tão pesado. O Homem-Aranha, dono de uma franquia que atravessa gerações, formatos e identidades, é o herói que quase todo garoto sonhou em ser quando era pequeno.
Com um coração grande e boa índole, a persona do Homem-Aranha adquiriu diversas faces ao longo do tempo. Já visto tradicionalmente como Peter Parker por Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland, mas também conhecido como o carismático Miles Morales das animações, ele sempre preserva sua necessidade de ajudar as pessoas e fazer o melhor para a sociedade.
Ele é bondoso, eficaz e engraçado, sendo reconhecido como um bom exemplo para o público masculino. Milhares de jovens têm pelo menos algum objeto do personagem: seja uma caneca, um boneco, uma camiseta ou até mesmo uma roupa de cama, ele está presente na personalidade da Gen Z, assim como na de muitos indivíduos de outras gerações.
É impossível citar todos os personagens que fazem parte do imaginário de uma geração inteira. Com tamanha diversidade no mundo das séries e dos filmes, muitos outros personagens impactaram na identidade desses jovens.
Que outro personagem impactou na sua personalidade? Conte nos comentários!
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O artigo acima foi editado por Leticia Carmo.
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