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Midnights: Como Taylor Swift Juntou Todos Os Seus Álbuns Em Um Só

The opinions expressed in this article are the writer’s own and do not reflect the views of Her Campus.
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter.

Lançado na última sexta-feira (21), Midnights estende a madrugada dos ouvintes para um dia inteiro.

Durante a cerimônia do VMAs deste ano, Taylor Swift anunciou o lançamento de seu décimo álbum, “Midnights”, e levou os fãs à loucura. Em suas redes sociais, a artista declarou que seu novo projeto foi fruto de 13 noites sem dormir, momentos nos quais as músicas foram escritas.

Em parceria com o Tiktok, a cantora criou “Midnights Mayhem With Me”, onde anunciava, através de vídeos, os nomes das faixas do álbum antes do lançamento. Com apenas uma semana de antecedência da estreia, vários trechos das músicas foram expostos em outdoors ao redor do mundo, inclusive na estação de metrô da Sé, em São Paulo.

Divulgação de trechos de “Mastermind” na estação da Sé, São Paulo

A ansiedade foi tanta, que, na madrugada de sexta-feira, no horário de lançamento, o Spotify saiu do ar devido à alta demanda. De um jeito que somente a loirinha consegue, o álbum é uma mistura de todas as eras de sua carreira, trazendo consigo pedaços de cada época da vida de Taylor. De acordo com a cantora, as músicas foram escritas em períodos distintos, o que possibilitou a associação de seu mais novo sucesso com álbuns antigos.

À 1h da manhã (pelo horário de Brasília), o disco foi lançado. As 13 faixas fizeram enorme sucesso e, rapidamente, pessoas se mobilizaram para comentá-las em suas redes sociais. O que ninguém esperava, é que Swift lançaria a versão estendida com mais 7 músicas às 4h. Mais uma vez, a loirinha foi o assunto mais comentado das redes sociais. Além disso, às 9h, o clipe de “Anti-hero” estreou no Youtube, sendo reproduzido milhões de vezes.

Clipe de Anti-hero

Não vou fingir imparcialidade por aqui. Sou uma fã de carteirinha da queridinha da América e fui uma das fanáticas que marcaram o dia 21 de outubro na agenda. Taylor tem um dom único de inserir suas vivências, sendo elas conquistas ou dores, nas letras de suas composições. É claro que esse é um traço de inúmeros artistas, mas Swift faz isso de uma maneira tão coesa e real que seus ouvintes compartilham de suas emoções. A experiência de escutar “Midnights” foi algo inimaginável. Com apenas 1 hora e 09 minutos, Taylor Swift me fez chorar e sentir a mais pura alegria.

Apesar de ser um álbum que traz aos fãs um sentimento de nostalgia, ele tem um diferencial: é visual, ou seja, todas as músicas ganharão videoclipe. Uma das produções mais aguardadas pelos fãs é a de “Snow on the beach”, que também tem a voz de Lana del Rey, além de contar com Dylan O’Brien como baterista, ator que já trabalhou com Taylor antes no curta-metragem de All too Well.

“Midnights” bateu o recorde no Spotify e Amazon Music de album com mais streams em seu dia de lançamento.

Uma das músicas que mais surpreendeu os seguidores da cantora foi “Karma”, desde que Taylor anunciou o nome da faixa 11, a internet foi à loucura. A expectativa era de que a composição fosse parecida com “Look what you made me do”, lead single de Reputation, onde a loirinha supostamente responderia Kanye West e seus ataques a ela. O que deixou os ouvintes de queixo caído foi o fato da letra não ser sobre vingança, e sim sobre como a artista vive de consciência limpa por suas decisões e como tem certeza de que seu karma será positivo.

O que faz o álbum ser um marco na carreira da estrela não é somente o fato das músicas serem bem escritas, mas sim, como algumas remetem a eras antigas da cantora. “Midnights” traz um pouco de cada parte da vida e da discografia de Taylor Swift. As referências mais presentes, sem sombra de dúvidas são aos álbuns, “1989”, “Reputation” e “Lover”. A faixa 9, “Bejeweled” consegue trazer fragmentos de cada um desses discos ao longo de seus 3 minutos e 14 segundos. “Paris”, “The Great War” e “Vigilante Shit” também são exemplos dessa junção.

Swift sempre foi um fenômeno no mundo da música, mas, “Midnights” é um dos maiores marcos de sua carreira. Desde a cerimônia do VMAs, a expectativa acerca das novas faixas estava muito alta, e, mesmo assim, fomos surpreendidos.

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O texto acima foi editado por Maria Esther Cortez.

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Maria Fernanda Viana

Casper Libero '25

Desde sempre obcecada por palavras e pelos universos nos quais vivo através dos livros