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Mercedes favorita? Saiba tudo o que rolou nos testes da pré-temporada da Fórmula 1

Ana Clara Dalla Costa Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Com a volta da Fórmula 1 em março, as equipes começaram a fase final dos testes de pré-temporada, que servem para auxiliar os pilotos na adaptação aos novos carros e ao regulamento técnico.

Neste ano, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) mudou radicalmente as regras em relação às configurações dos automóveis. Entre as principais mudanças estão a redução no tamanho dos veículos, que estarão 30 kg mais leves, as rodas mais estreitas e com um peso menor e a redução das asas dianteiras e traseiras.

Além disso, o DRS (Drag Reduction System), que era utilizado para adquirir mais velocidade e ultrapassar o adversário que estava a menos de um segundo de vantagem, passará a ser um sistema de aerodinâmica ativa, que prioriza a conservação de energia.

Com isso, as equipes tiveram que se readaptar, e a Mercedes, chefiada por Toto Wolff, demonstrou um desempenho positivo, tendo completado 500 voltas durante os cinco dias de shakedown secreto (teste fechado para a imprensa que aconteceu em Barcelona-Catalunha, em janeiro de 2026). Esse resultado foi o melhor alcançado até agora, e a equipe se mostra confiante para o primeiro ano do novo regulamento.

Mas, afinal, o que faz a Mercedes a possível favorita da temporada?

Durante o ano de 2025, a equipe voltou a brigar no alto pelotão da Fórmula 1, e o ponto-chave foram seus pilotos. De um lado, George Russell, experiente, técnico e bom em agir sob pressão; e, do outro, Kimi Antonelli, rookie da temporada de 2025, que surpreendeu a todos com habilidade, ousadia e comprometimento. Juntos, ambos extraíram o melhor da Mercedes-AMG F1 W16 e asseguraram o segundo lugar no Campeonato de Construtores com 469 pontos.

A determinação da equipe em voltar a conquistar títulos continua impulsionando os engenheiros e funcionários a aprimorar o projeto para 2026. No dia 22 de janeiro, lançaram a estética do W17, que já apresentava as mudanças designadas pela FIA. O W17 apresenta o mesmo padrão de cores dos anos anteriores, com prata, verde-água e preto, cores que já fazem parte da identidade da marca.

Em uma entrevista ao Globo Esporte, Russell e Antonelli não pouparam elogios às mudanças: “Para ser sincero, senti-me em sintonia com o carro, muito mais do que em 2022, quando tivemos todos aqueles problemas. Agora, com o W17, parece mais um carro de corrida e está mais próximo do que a F1 deveria ser”, disse George Russell.

Para o jovem piloto italiano, as mudanças são vistas como uma forma de continuar a consolidar seu espaço no grid, uma vez que ele sempre teve que lidar com carros em constante modificação nas categorias de base.

“O carro é muito divertido de pilotar e, apesar de ser um pouco mais lento do que no ano passado, você não sente tanto assim. É claro que você sente um pouco de falta de potência em alta velocidade, devido à falta de downforce, mas estamos apenas no início da regulamentação”, comentou Antonelli.

Contudo, a Mercedes não foi a única que se destacou nos testes. Equipes como a Red Bull Racing e a Ferrari, a última tendo feito a melhor volta da semana com Lewis Hamilton, também mostraram potencial para essa temporada. Ainda em uma entrevista ao Globo Esporte, Russell analisou sobre o desempenho de seus adversários:

“Estamos cumprindo todos os nossos objetivos. Mas não podemos descartar nossos rivais; houve muita conversa sobre a unidade de potência da Red Bull não estar à altura do padrão no primeiro ano. Pelo que vimos até agora, eles definitivamente cumpriram o prometido. A unidade de potência da Ferrari parece confiável; eles deram muitas voltas não muito atrás de nós ao longo do teste, e a Haas também deu muitas voltas com o motor Ferrari. Pode haver uma boa disputa pela frente, mas estamos satisfeitos com o que experimentamos até agora”.

Apesar disso, a positividade da equipe e a evolução ao longo dos anos fazem os amantes da categoria acreditarem em uma possível vitória dos campeonatos de construtores e de pilotos.

Após os testes de Barcelona, a Fórmula 1 desembarcou no Circuito de Sakhir, no Bahrein, para uma rodada dupla de testes da pré-temporada, a primeira de 11 a 13 de fevereiro e a segunda de 18 a 20 do mesmo mês.

O que aconteceu nos treinos do Bahrein?

Os dias 11 à 13 de fevereiro foram agitados para os pilotos e fãs da Fórmula 1. Na quarta-feira (11), Lando Norris, piloto da McLaren, foi o mais rápido com o tempo de 1min34s669. Contabilizando os resultados do dia inteiro, Max Verstappen, da Red Bull, fez o maior número de voltas, com 134.

George Russell e Kimi Antonelli finalizaram o circuito em sexto e 11º, respectivamente. O jovem italiano chamou a atenção por estar ausente em grande parte do treino vespertino. Ele assumiu o cockpit de Russell, completou uma volta e não saiu mais da garagem da equipe alemã. Posteriormente, a Mercedes informou ter encontrado um problema mecânico em seu W17, porém conseguiu mandar o Antonelli para a pista na última hora.

A Alpine de Colapinto e a Audi de Hulkenberg também apresentaram problemas similares aos da Mercedes, o que fez com que as equipes se mobilizassem para identificar as falhas e tentar encontrar soluções antes do começo oficial da temporada.

Durante o treino de quinta-feira (12), a Ferrari se destacou. O piloto monegasco Charles Leclerc ficou no topo da tabela com 1m34s273, dominando os três setores da pista. Lando Norris, líder no dia anterior, ficou com o segundo lugar e teve que descer do carro após o MCL39 parar de funcionar no meio do pit lane.

Além disso, Andrea Kimi Antonelli concluiu apenas três voltas nas quatro horas de treino, devido a outro defeito mecânico, similar ao ocorrido na quarta-feira (11). Russell conseguiu a quarta posição.

Para finalizar a primeira semana de testes, na sexta-feira (13), Antonelli cravou o melhor tempo e ficou com o primeiro lugar, registrando 1m33s669. Seu companheiro de equipe, George Russell, fez o segundo melhor tempo e finalizou as atividades do dia com a segunda colocação. Após diversos problemas ao longo da semana, a equipe de Toto Wolff se mostrou consistente e competitiva.

Durante o período da tarde, a bandeira vermelha foi acionada duas vezes, uma por Hamilton a 11 minutos do fim, após o heptacampeão estacionar sua Ferrari na curva oito com uma suspeita de pane seca – informação que foi confirmada por parte da assessoria da equipe mais tarde. A segunda porque Franco Colapinto escapou da pista e passou pela grama.

Durante o primeiro teste da semana dos dias 18 à 20 de fevereiro, o piloto inglês da Mercedes liderou e marcou o melhor tempo do dia, à frente de Oscar Piastri e Charles Leclerc.

Após a primeira hora de sessão, Stroll acabou parando na brita depois de passar por cima da zebra, travar os pneus e rodar no momento em que freava para fazer a curva. A equipe da Aston Martin vêm apresentando diversos problemas no carro, o que deixa os engenheiros e os pilotos do time britânico preocupados com o rendimento ao longo do ano.

Já na quinta-feira (19), Antonelli se destacou novamente e ficou entre os três primeiros ao lado de Piastri e Verstappen. O treino seguiu estável até Fernando Alonso parar na subida para a curva cinco, sem conseguir movimentar o carro, que foi retirado da pista coberto por uma lona preta quase trinta minutos depois do ocorrido.

Apesar disso, um acontecimento surpreendente marcou e deu o que falar nas redes sociais: a asa traseira da Ferrari, que gira 180° em seu próprio eixo, podendo aumentar a velocidade em até 10 km/h quando acionada.

E, no dia 20, para finalizar e somar ao desempenho dos pilotos e carro da equipe italiana, Leclerc bateu o recorde de volta mais rápida de todos os testes realizados nas últimas duas semanas no Bahrein, anotando 1m31s992, Norris ficou em segundo e Verstappen em terceiro. O brasileiro Gabriel Bortoleto conseguiu fechar a última sessão de testes da pré-temporada em sétimo lugar, testando sempre o nível competitivo e velocidade da Audi para 2026.

Por fim, a Aston Martin deixou Bahrein mais cedo, devido a mais problemas no motor e com escassez de peças. Com o começo da temporada se aproximando, a equipe terá que correr para aperfeiçoar o veículo e se certificar de que ele esteja em devidas condições de competir, sem oferecer perigo aos seus pilotos.

Vale destacar que os tempos de volta não são utilizados como referência, já que os pilotos podem estar andando com mais ou menos combustível, ou seguindo uma programação de testes específica. A pré-temporada serve para testar, justamente, todas as situações possíveis em uma corrida, para observar como o carro reage. A partir disso, são feitas mudanças e ajustes para potencializar a competitividade dos veículos e pilotos.

O primeiro Grand Prix de 2026 acontecerá na Austrália. Então, pegue seu Red Bull, pois você precisará de asas para se manter acordado e não perder nada da programação!

Veja as datas e horários, de acordo com o fuso horário de Brasília:

  • 05/03 : TREINO LIVRE 1: 22:30 – 23:30
  • 06/03: TREINO LIVRE 2: 02:00 – 03:30
  • 06/03 : TREINO LIVRE 3: 22:00 – 23:30
  • 07/03: CLASSIFICAÇÃO: 02:00 – 03:00
  • 08/03: CORRIDA: 01:00 – 03:00

A Globo fará a transmissão dessa corrida em seu canal aberto, mas é possível assistir no SporTV e na F1TV.

O artigo acima foi editado por Carol Malheiro.

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