Antes de se tornar Lorde, Ella Yelich-O’Connor nasceu em Auckland no dia sete de novembro de 1996. Em 2013, a cantora lançou “Royals” o primeiro single de sua carreira que, apesar de ter sido seu debut no mundo da música, foi mais que suficiente para levá-la ao topo das paradas com apenas 16 anos de idade.
A cantora, compositora e produtora musical volta pela quarta vez para o Brasil como um dos principais nomes a fazer parte do line-up do festival Lollapalooza, que ocorre nos dias 20, 21 e 22 de março no autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Conheça mais sobre a artista antes de sua chegada ao Brasil:
O surgimento de Lorde
Em 2009, um vídeo de Ella, então com 12 anos, cantando em um show de talentos na escola chegou às mãos de um agente musical que a apresentou à gravadora Universal Music da Nova Zelândia.
Após quatro anos de assinatura do contrato, Lorde lançou seu primeiro EP, The Love Club, junto com o produtor musical Joel Little.“Royals”, que fazia parte do projeto, se tornou um hit mundial em poucos dias de lançamento; a música obteve milhares de downloads no SoundCloud e teve mais de 85 mil cópias vendidas na primeira semana.
O sucesso foi tanto que, em 2013, a música liderou o ranking Billboard Hot 100 por nove semanas consecutivas. Conquistou, ainda, duas premiações no Grammy de 2014, sendo elas: Canção do Ano e Melhor Performance Pop Solo, marcando um início surpreendente de Lorde no mainstream.
Primeiro álbum: Pure Heroine
Em uma época marcada por divas pop como Katy Perry, Lady Gaga e Miley Cyrus, que, por meio do clássico “pop chiclete”, abordavam temas considerados genéricos – como fama, relacionamentos e festas -, Lorde fugiu dos padrões de 2013 ao lançar, em setembro do mesmo ano, o Pure Heroine, um álbum íntimo e minimalista.
Escrito por uma adolescente, o disco fala sobre o tédio, o medo e a euforia que sente durante esse período. Com uma sonoridade mais voltada para o indie pop e pop alternativo, o álbum constrói uma atmosfera melancólica e representativa para os jovens.
Como exemplo, a música “Ribs” reflete sobre o momento em que se percebe que o tempo passou e a vida já não é mais a mesma. Na faixa, Lorde fala sobre o medo de crescer e o sentimento de nostalgia ao relembrar dos momentos, que embora fossem banais e cotidianos no passado, ganham um novo significado com o passar do tempo.
Mais de uma década após seu lançamento, Pure Heroine ainda é consumido por jovens que se identificam com as letras e buscam músicas que falam sobre solidão, inseguranças, amizades e outros sentimentos da adolescência. A abordagem da cantora sobre esses temas tornou o álbum atemporal.
Melodrama e Solar Power
Lançado em 2017, Melodrama é um disco pop que gira em torno do fim de um relacionamento da cantora e em suas experiências sendo uma jovem adulta, com uma abordagem mais melódica e romântica. “Supercut” e “Green Light” são duas das músicas mais famosas do álbum.
Solar Power apresenta uma proposta diferente dos demais trabalhos de Lorde. Quatro anos depois de seu último lançamento, a cantora usa o disco para fazer uma reflexão sobre seu afastamento da vida pública e seu contato consigo mesma durante esse período. A mudança sonora e visual deste álbum, em comparação com os outros, acabou não conquistando nem a crítica nem o público.
Ambos foram escritos em colaboração com Jack Antonoff, produtor musical conhecido por suas parcerias com artistas como Taylor Swift, Lana Del Rey e Kendrick Lamar.
A fase atual de Lorde
Em seu álbum mais recente, Virgin, lançado em junho de 2025, Lorde aborda temas mais íntimos e sensíveis como sexo, traumas e questões com o próprio corpo. Com uma estética simples, o álbum trabalha com um ponto de vista mais maduro da cantora diante de situações que já passou em sua vida.
Em entrevista ao G1, Lorde revelou que se sentiu desconfortável durante o processo de escrita do álbum, com receio de se expor demais nas músicas.
Entre os temas abordados, a cantora relata sobre transtornos alimentares que já viveu e como isso moldou sua vida. Antes mesmo do lançamento do álbum, o assunto já havia aparecido na música ”Girl, so confusing featuring lorde” de Charli XCX, em que Lorde canta que, nos últimos anos, esteve “em guerra com o próprio corpo”. A temática também aparece na faixa “Broken Glass”.
O título Virgin e a imagem de um raio-x como capa reforçam a ideia de transparência e pureza que a neozelandesa trabalha tanto na sonoridade quanto na estética do álbum.
Lordepalooza: Prepare-se para o show!
Para encerrar o Lollapalooza Brasil, Lorde subirá no palco Samsung Galaxy, no último dia de festival – domingo, 22 de março – como um dos nomes mais aguardados da edição de 2026.
Sem grandes estruturas, maquiagens coloridas e figurinos extravagantes, a cantora trará a “Ultrasound World Tour”, sua mais nova turnê que reúne tanto quem cresceu acompanhando sua trajetória quanto a nova geração que também se identifica com suas músicas.
“Team”, “Perfect Places”, “David” e “What was that?” são algumas das músicas que farão parte da setlist do show.
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O artigo acima foi editado por Rafaela Lima.
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