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Gen V: A 2ª temporada entregou o que era esperado?

Sophie Magri Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

Quando Gen V estreou em 2023, o spin-off de The Boys surpreendeu ao transformar um universo violento e cínico em algo ácido, divertido e crítico sobre juventude e poder. A primeira temporada acertava ao equilibrar humor, crítica social e momentos de tragédia. Com a segunda temporada, a expectativa era grande, e a dúvida surgiu: será que a série terá capacidade de manter seu fôlego ou vai se perder no próprio caminho?

O DESAFIO DO RETORNO

A 2ª temporada começou marcada por um desafio fora das telas: a morte do ator Chance Perdomo, que interpretava Andre Anderson. A produção lidou com a ausência de forma sensível e respeitosa, sem recorrer ao sensacionalismo, transformando a perda em um elemento emocionalmente impactante da narrativa. Ainda assim, a falta do personagem deixou um vazio na dinâmica do grupo.

A história se passa cerca de dois anos após o fim da primeira temporada. A trama retorna para a Godolkin University, agora com um clima mais tenso e sombrio. A temporada aprofunda temas como trauma, luto e manipulação corporativa, mostrando que crescer nesse universo cheio de regras da Vought pode ser tão perigoso quanto enfrentar supervilões.

TOM PROVOCANTE, MAS MAIS CONTIDO

Parte da identidade da série permanece: humor ácido, cenas violentas e críticas à cultura da fama e do poder corporativo. No entanto, em alguns episódios, a preocupação em conectar a narrativa com a história de The Boys acaba deixando os personagens de Gen V menos explorados, resultando em um ritmo desigual entre momentos de grande impacto e outros mais burocráticos.

Críticos brasileiros perceberam esse equilíbrio. Portais como AdoroCinema e Tangerina (UOL) destacaram que a temporada apresenta boas ideias, mas perde força em alguns pontos. Já veículos como CinePOP e Flixlândia elogiaram o amadurecimento da narrativa e o cuidado com temas de luto e identidade.

RECEPÇÃO DO PÚBLICO

Internacionalmente, a crítica foi positiva, com aprovação de cerca de 91% no Rotten Tomatoes. O público, no entanto, se mostrou dividido: alguns fãs sentiram falta da ousadia e frescor da primeira temporada, enquanto outros elogiaram o tom mais maduro e introspectivo. Essa divisão reforça a percepção de que a série amadureceu, mas perdeu parte de sua irreverência inicial.

A segunda temporada de Gen V entrega grande parte do que era esperado: mantém a sátira social, os personagens complexos e o impacto visual, mas deixa de lado um pouco do frescor da estreia. É uma continuação honesta, que prepara o terreno para a última temporada de The Boys, mas dificilmente será tão marcante quanto a primeira.

Gen V ainda tem alma, mas parte de seu caos original ficou para trás. 

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O artigo acima foi editado por Júlia Salvi.

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Sophie Magri

Casper Libero '28

Sou estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e estou em um momento de descoberta dentro da profissão. Ainda não busco uma área específica, mas quero experimentar diferentes caminhos para entender o que realmente faz sentido para mim. Tenho interesse em temas diversos, como entretenimento, moda, cultura e política, e acredito que essa variedade de olhares pode enriquecer meu trabalho e me ajudar a construir uma identidade profissional mais completa.

Na faculdade, já participei de projetos acadêmicos que me aproximaram do jornalismo digital, de entrevistas e da cobertura de pautas relacionadas à sociedade e à juventude. Essas experiências têm me mostrado a importância de estar atenta às diferentes vozes e contextos que compõem o nosso cotidiano, além de reforçarem minha vontade de comunicar de forma clara e responsável. Embora esteja no início da minha trajetória, valorizo muito a escuta e o aprendizado constante, pois acredito que eles são fundamentais para crescer como jornalista e como pessoa.

Além da vida acadêmica, gosto de me dedicar à escrita, à fotografia e ao consumo de produções culturais que me inspiram, como música e literatura. Vejo a comunicação como um espaço de encontro e troca, onde diferentes vivências se conectam. Meu objetivo é que o meu trabalho reflita não apenas minhas curiosidades e interesses, mas também meu compromisso em aprender e dar visibilidade a histórias que merecem ser contadas.