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Finais do Brasileirão Feminino: tudo o que você precisa saber antes da decisão 

Sophia Foster Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

No último domingo (7), a arena Independência foi palco de um jogo histórico: Cruzeiro e Corinthians empataram por 2 a 2 na primeira partida da decisão do Brasileirão Feminino de 2025. Diante de 19.165 torcedores, o jogo estabeleceu um novo recorde de público do futebol feminino em Minas Gerais. O resultado deixa tudo em aberto para a grande decisão, marcada para o próximo domingo (14), na Neo Química Arena, em São Paulo.  

COMO OS TIMES CHEGAM PARA ESSA FINAL 

De um lado, o Cruzeiro vive o capítulo mais simbólico de sua história recente no futebol feminino. O clube tem investido de forma consistente na modalidade desde 2019, quando o time reabriu sua categoria feminina e teve de reestruturar o projeto passando a encará-lo como prioridade.  

De lá para cá vieram melhorias de estrutura, aumento gradual de orçamento e a valorização de um elenco que mescla juventude e experiência. A criação da marca “Cabulosas” fortaleceu a identidade do time e jogadoras como Isa Haas e Letícia Ferreira, chegaram para elevar o nível técnico. 

O resultado das ações é inquestionável. Neste ano, as Cabulosas se classificaram com quatro rodadas de antecedência para a fase de mata-mata do Brasileirão, fazendo a que, até então, era considerada a melhor campanha da competição. Elas mostraram seu desenvolvimento durante toda a campanha e agora disputam sua primeira final nacional. Uma conquista do título, significaria também o primeiro troféu do campeonato para um time feminino de Minas Gerais. 

Do outro lado está o Corinthians, que há anos transformou o futebol feminino brasileiro e se tornou referência para a modalidade. O clube soma seis títulos do Brasileirão em oito finais disputadas desde 2017. Este ano as Brabas chegaram à sua nona decisão do campeonato. 

Com primeiro jogo das finais disputado no Estádio Independência, as corinthianas receberão suas adversárias dentro da Neo Química Arena. Em Itaquera, o domínio é quase mítico: são 27 jogos, com 25 vitórias e apenas dois empates. Só pelo Brasileiro, o Timão jogou 13 partidas e ganhou 12 delas. Nesta final as Brabas terão a chance de ampliar ainda mais a hegemonia construída nos últimos anos.

O PRIMEIRO ENCONTRO ENTRE AS EQUIPES

A primeira partida da decisão deixou evidente o que foi construído até aqui pelas equipes. A atmosfera era quase que palpável. Os 19 mil torcedores presentes foram testemunhas de um jogo equilibrado que fez jus às duas melhores equipes do campeonato.  

O Corinthians começou melhor e abriu o placar logo aos cinco minutos, quando Jaque fez boa jogada pela direita e encontrou Gi Fernandes, que bateu de primeira para marcar. O gol cedo deu tranquilidade às visitantes, mas o Cruzeiro reagiu ainda no primeiro tempo. 

Aos 27 minutos, Vitória Calhau roubou a bola no meio do campo e iniciou a jogada que terminou com cruzamento de Byanca Brasil para Marília, que aproveitou a saída equivocada da goleira Nicole e empatou de cabeça.  

O segundo tempo manteve o ritmo balanceado. O Corinthians voltou a assumir a vantagem aos 28 minutos, quando Gabi Zanotti completou cruzamento da esquerda e, após revisão do VAR (árbitro de vídeo), teve o gol confirmado. 

Parecia que as atuais campeãs segurariam o resultado, mas as Cabulosas provaram seu poder de reação mais uma vez. Pouco depois, aos 33, Isabela subiu bem na bola aérea e deixou tudo igual novamente, levando a torcida mineira ao delírio e o jogo terminou empatado. 

A GRANDE FINAL

No próximo domingo, as equipes terão mais 90 minutos para definir quem escreverá o seu nome na história. E, em jogos, estão duas narrativas opostas que se cruzam. Se o Cruzeiro representa a novidade e ascensão de um projeto que amadureceu e agora colhe seus frutos em uma escalada paciente, o Corinthians simboliza a manutenção de um império erguido há quase uma década, em que vencer se tornou rotina. 

 A oportunidade se abriu para cada uma delas de formas distintas, mas com um único destino. Está tudo em aberto. Ambas as equipes terão a chance de ocupar um novo parágrafo na eternidade do esporte brasileiro. E é assim, no limiar mais emocionante do futebol, que as melhores páginas são escritas.  

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O artigo abaixo editado por Marcele Dias.

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Sophia Foster

Casper Libero '28

Meu nome é Sophia Foster, tenho 18 anos, atualmente estou no segundo semestres da graduação de Jornalismo da Faculdade Casper Libero. Apaixonada por esportes desde criança, busco unir essa paixão à minha vida profissional.