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Entre Taylor Swift e Billie Eilish: o hate e a competitividade na indústria musical

The opinions expressed in this article are the writer’s own and do not reflect the views of Her Campus.
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter.

Nos holofotes da mídia, grandes estrelas do mundo da música permanecem, com canções que retratam todos os desafios, tristezas, deleites e alegrias da vida de uma mulher jovem-adulta, Taylor Swift e Billie Eilish. Apesar de terem uma diferença de idade considerável, já que Taylor tem 34 anos e Billie 22, ambas escrevem músicas que atingem um alvo muito específico: as meninas e as mulheres que nunca deixam sua garota interna ir embora. 

No dia 19 de abril de 2024, Taylor lançou seu novo álbum “The Tortured Poets Department”, alcançando um total de 314 milhões de streams no dia de sua estreia, o maior da história do Spotify. Aproximadamente um mês depois, no dia 17 de maio, Billie publicou seu terceiro álbum de estúdio, Hit Me Hard And Soft”. Mesmo elas nunca terem declarado alguma desavença publicamente, os fãs das cantoras tomaram as redes sociais com uma rivalidade que muitos artistas já conhecem. 

Não foi a primeira vez que duas mulheres da indústria foram postas em papéis de guerra pela mídia, ou por seus próprios fãs. Sabrina Carpenter e Olivia Rodrigo experienciaram a mesma situação alguns anos atrás, como também aconteceu com a própria Taylor contra Olivia e Beyoncé, em anos diferentes.

A cultura do hate leva a que, exatamente?

Apesar dos fandons das cantoras terem escolhido seus lados em uma guerra inexistente, onde levantaram acusações de competitividade desleal e sabotagem pelo lado das artistas, mesmo sem provas, o hate perante Taylor e Billie continuou.

A competitividade na indústria musical, quando realizada de forma não intencional, pode ser muito benéfica à medida que aumenta o número de streams nas produções, gerando maior reconhecimento dos trabalhos. Porém, quando o público domina o cargo de julgar “um certo” e “um errado” na história, o mundo musical deixa de  ter um ambiente competitivo saudável, para dar boas vindas ao hate.  

Essa cultura do ódio acaba gerando um ambiente desnecessariamente tóxico entre, não apenas as cantoras (que até então se relacionam bem), mas como também entre seus fãs e a internet, impulsionando e influenciando cada vez mais a ocorrência de situações como essa.

Um ponto imprescindível para a construção dessa “guerra fria” entre Taylor e Billie é algo que nós, mulheres, conhecemos muito bem: a rivalidade feminina. O confronto entre mulheres em ambientes de trabalho é um assunto muito recorrente na sociedade contemporânea. Porém, quando inserida no meio artístico, onde milhões de pessoas estão vendo e se sentindo na liberdade de declarar diversas palavras de ódio para pessoas reais, que apesar de serem mundialmente conhecidas também tem sentimentos reais, essa atmosfera e o perigo dela se acirram.

A indústria musical sem a presença de uma atmosfera tóxica

Em um mundo onde a competitividade não exista, de forma intencionalmente tóxica, há uma chance muito maior de novos artistas, de diferentes estilos musicais surgirem e serem reconhecidos pelos seus trabalhos. As desavenças, quando dominam o mundo midiático, impossibilitam que menores artistas “subam” aos holofotes e, consequentemente, cativem o seu próprio público. A existência de uma rotatividade no mundo dos  artistas e da cultura musical será praticamente impossível se esses comportamentos continuarem.

O meio midiático que propaga o hate terá de enfrentar uma dificuldade ao tentar permanecer com sua cultura de ódio ativa: frear as inovações da indústria musical. A presença de novos artistas significa “mudança”. Que, por sua vez, significa que novas vidas, tanto a dos artistas quanto dos ouvintes, terão a oportunidade de serem mudadas.

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O artigo acima foi editado por Larissa Gabriel.

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Maryanna Arison

Casper Libero '27

Just a journalism student at Casper Libero and a girl passionate about life, books, food and writing!