The Her Campus National Editors write about products we love and think you’ll love too. Her Campus has affiliate partnerships, so we get a share of the revenue from your purchase. All products are in stock and all prices are accurate as of publication.
Para alguns estudantes casperianos, sair da faculdade às 22h não significa ir para casa. É justamente nesse horário que começa outra parte da rotina. Depois de um dia dividido entre estágio e aulas, vêm os treinos, que muitas vezes passam da meia-noite. Nos finais de semana, o descanso também pode dar lugar a jogos e campeonatos. E no final, sempre aquele mesmo sentimento que segue de ano para ano: a esperança pelo JUCA (Jogos de Comunicação e Artes).
Quando o dia termina depois da meia-noite.
Essa é a realidade de Isabela Frutuoso Madureira, de 21 anos. Estagiária de comunicação na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, ela também é diretora de modalidade do futsal feminino e atleta do futebol de campo feminino da Cásper.
Seu dia começa às 8h, quando entra no estágio. Às 16h, sai do trabalho e segue para a faculdade, onde fica até as 22h. Às segundas e quintas, porém, a rotina não termina ali: ela vai para o treino de futebol, das 23h à 00h30, e chega em casa por volta da 1h30.
Com horários tão apertados, o descanso é uma das primeiras coisas afetadas. A situação se complica ainda mais quando os finais de semana também são ocupados por jogos e outros compromissos. Nem sempre é possível separar completamente esporte e trabalho: Isabela conta que já precisou jogar uma partida e seguir diretamente para o estágio, e também fazer o caminho contrário.
A vida fora dessas obrigações também precisou ser reorganizada. Para conseguir conciliar tudo, ela passou a diminuir a frequência em aniversários, jantares e outros encontros familiares. Isso não significa deixar de participar, mas escolher quais compromissos conseguem caber em uma agenda que já começa praticamente preenchida.
Uma rotina que se repete fora dos campos.
A rotina de Maíra Broquá Couto, de 20 anos, não é muito diferente. Estagiária de jornalismo no SBT, ela pratica futsal e handebol na Cásper, é diretora de modalidade do handebol feminino, auxilia na gestão do xadrez e participa também da organização de seu próprio projeto de extensão.
Maíra acorda por volta das 9h e sai de casa às 10h para chegar ao SBT antes do meio-dia. O expediente termina às 18h e, pouco depois, ela já está a caminho da faculdade, onde permanece até as 22h. Nas segundas-feiras, segue para o treino de futsal; nas quintas, para o de handebol. Nesses dias, chega em casa entre 1h e 2h da manhã. Antes de dormir, organiza o que precisa para o dia seguinte. Quando finalmente deita, já são cerca de 3h.
Mesmo com os horários de estágio, aula e treino organizados, Maíra explica que o problema aparece principalmente quando surgem as tarefas que não têm um espaço fixo na agenda: trabalhos da faculdade, demandas relacionadas aos times e atividades do projeto de extensão. Soma-se a isso a tentativa de manter uma vida social nos finais de semana.Quando perguntada sobre o que fica de lado para que tudo funcione, ela não precisou pensar muito: “Noites bem dormidas”.
Entre o cansaço e a vontade de continuar.
Ainda assim, abandonar o esporte não parece uma decisão simples para nenhuma das duas. Para Isabela, continuar jogando significa ter a oportunidade de competir novamente em seu esporte favorito e permanecer perto das companheiras que se tornaram uma segunda casa.
Maíra também conta que, mesmo quando pensa em parar por causa do cansaço, a ideia não vai muito longe. A conexão criada dentro dos times acaba falando mais alto. “Você quer estar lá para comemorar as vitórias e chorar as derrotas. Você quer ser, estar e pertencer”, afirma.
Para ela, o esporte universitário ultrapassa a prática de uma atividade física: “Ao final desses quatro anos, você sai de lá com uma família”.
O sentimento que faz a rotina caber.
Entre redações, salas de aula, campos e quadras, as duas vivem uma rotina em que quase todas as horas do dia já têm destino. O sono diminui, alguns compromissos precisam ser deixados de lado e os finais de semana nem sempre significam descanso. Mesmo assim, tanto para Isabela quanto para Maíra, existe algo que continua fazendo caber mais um treino no fim do dia: o sentimento de pertencer a um time.
O artigo acima foi editado por Catharina Gonçalves.
Gostou desse tipo de conteúdo? Confira Her Campus Cásper Líbero para saber mais!