O dia 24 de outubro (sexta-feira) marca a estreia do festival Futttura, o novo projeto de Martina Stoessel, conhecida artisticamente como TINI. Realizado em Tecnópolis, em Buenos Aires, o espetáculo representa uma virada na trajetória da artista argentina. Ele promete conduzir o público por uma viagem pelas diferentes eras que moldaram sua carreira: da inocência da Disney e de Violetta à expressividade artística e sonora que define seu momento atual.
Descrito pela Billboard como um projeto que mistura música, performance e conceito artístico, Futttura vai além de uma turnê. A proposta é criar uma experiência imersiva que celebre a evolução da cantora, com cada ato do show representando um momento-chave de sua jornada. Cenários, figurinos e arranjos traduzem visual e sonoramente cada fase, unindo nostalgia e inovação em um mesmo palco, retratando como a artista transformou suas diferentes versões em uma identidade única.
A era Violetta
O ponto de partida da trajetória de TINI foi no ano de 2012, quando protagonizou a série Violetta, produção da Disney Channel que rapidamente se tornou um fenômeno internacional.
Musicalmente, Stoessel se destacou com os hits da série como “En Mi Mundo”, “Ser Mejor” e “Hoy Somos Más”, e alguns sucessos de fora do seriado como “Libre Soy” (versão em espanhol de “Livre Estou”, de Frozen), que combinavam mensagens de auto descoberta, amizade e autoestima. Mais do que popularidade, essa fase representou o primeiro contato da artista com a performance profissional, consolidando sua relação com palco, câmera e público, e estabelecendo os alicerces para sua evolução futura.
Além da visibilidade global, a era Violetta permitiu que ela construísse sua identidade artística inicial, combinando atuação, canto e dança de forma integrada. Os shows ao vivo e os concertos da série reforçaram a presença de palco da artista, enquanto os figurinos lúdicos, cores vibrantes, acessórios chamativos e elementos que remetiam à fantasia adolescente, ajudaram a criar uma linguagem visual própria que se tornaria referência para os fãs.
Em 2016, o lançamento do filme Tini: Depois de Violetta consolidou ainda mais essa transição da personagem para a artista solo. O longa mostra a argentina enfrentando novos desafios e explorando sua identidade musical, conectando o universo da série com os primeiros passos de sua carreira adulta. Com canções originais que combinam elementos lúdicos e modernos, o filme reforçou a estética pop juvenil da fase e ampliou o alcance da artista, permitindo que os fãs acompanhassem sua evolução de forma audiovisual completa. Essa experiência multimídia estabeleceu as bases para a exploração de performance, narrativa e conceito que se tornaram centrais para sua carreira.
Ruptura e reinvenção: o início da carreira solo
Após se despedir oficialmente de Violetta, Martina deu início à sua trajetória como artista solo em 2016, com o lançamento do álbum TINI (Martina Stoessel). O projeto marcou uma verdadeira ruptura com a imagem teen da Disney, apresentando uma artista mais madura, confiante e pronta para assumir seu próprio estilo. Nessa fase, a cantora adotou uma estética glamourosa e sofisticada, com figurinos elegantes, cores intensas e visuais pensados para reforçar sua identidade adulta, tanto nos palcos quanto nos videoclipes.
Musicalmente, o álbum transita entre baladas e faixas dançantes, com uma sonoridade pop internacional que reforça sua versatilidade. As letras exploram temas como amor, autoconfiança e independência, refletindo o amadurecimento da artista. Entre os destaques estão os hits “Siempre Brillarás”, “Yo Me Escaparé” e “Great Escape”, canções que mostram sua maturidade vocal e a capacidade de dialogar com públicos de diferentes faixas etárias. O álbum também evidenciou o cuidado com a produção musical, explorando arranjos mais sofisticados e harmonias complexas que reforçam sua identidade solo.
Embora o primeiro álbum tenha sido focado na afirmação de sua identidade, foi a partir do segundo, Quiero Volver (2018), que começou a realizar parcerias estratégicas com artistas como Sebastián Yatra, Karol G, Cali y El Dandee, Morat e Nacho, consolidando sua transição para o cenário pop latino internacional. Essa fase marcou um período de experimentação, no qual TINI passou a explorar diferentes ritmos, visuais mais elaborados e uma presença de palco mais segura e expressiva.
Faixas como “Quiero Volver”, “Consejo de Amor” e “Fresa” destacam a versatilidade de TINI, transitando entre baladas envolventes e faixas dançantes, com sonoridade pop-latina e influência urbana, que evidenciam sua evolução como artista global. Esse período consolidou sua presença no cenário latino e serviu de ponte para projetos mais conceituais e performáticos, sem perder a conexão com o público jovem que a acompanhou desde a era Violetta.
Tini Tini Tini: a era das pistas
Com o lançamento do álbum Tini Tini Tini (2020), Martina Stoessel mergulhou em uma fase de energia e ousadia, marcada por um som mais urbano e dançante. Essa etapa reforçou sua identidade como artista global, combinando reggaeton, pop latino e batidas eletrônicas que convidam o público a dançar, sem perder a sofisticação e o cuidado com arranjos. O disco também explorou novas texturas sonoras, misturando elementos de música eletrônica, R&B e música latina contemporânea, o que ampliou seu alcance e diversidade musical.
A presença de palco ganhou ainda mais destaque: coreografias intensas, figurinos modernos e cenários elaborados reforçam a ideia de espetáculo, mostrando-a não apenas como cantora, mas como performer completa. Os videoclipes e apresentações desta fase incorporaram referências de moda urbana e estética de pista, com cores vibrantes, efeitos de luz e movimentos coreográficos sincronizados que intensificam a experiência ao vivo.
Entre os hits mais dançantes desse período estão “Ella Dice” (com KHEA), “Fresa” (com Lalo Ebratt) e “22”, faixas que rapidamente se tornaram favoritas nas playlists e pistas de dança, consolidando TINI como uma referência de música urbana e pop latino para diferentes gerações. Essa era abriu portas para novas experimentações visuais e conceituais que definiriam os próximos projetos.
Cupido e lado emocional
Com o lançamento do álbum Cupido em 2023, a argentina mergulhou em uma fase marcada por um lado mais pessoal e introspectivo de sua carreira. O projeto combina uma sonoridade mais experimental, misturando pop, baladas e elementos eletrônicos com influências latinas, permitindo que a cantora explore diferentes texturas sonoras e narrativas mais profundas. As letras, carregadas de sentimentos e reflexões pessoais, mostram TINI dialogando de forma direta com suas experiências, relacionamentos e emoções.
O impacto de Cupido foi histórico: o álbum se tornou a estreia mais forte de uma artista feminina argentina no Spotify, além de ser o projeto mais reproduzido de sua carreira até então. O sucesso digital consolidou a cantora como um dos maiores nomes da indústria musical latina contemporânea.
Visualmente, a fase se caracteriza por uma estética etérea e feminina, com figurinos fluidos, paletas suaves e cenários introspectivos, refletindo a intimidade e a sensibilidade das canções. As performances ao vivo e videoclipes reforçam essa atmosfera, mesclando elegância, introspecção e delicadeza em cada apresentação. Em 2024, TINI lançou seu quinto álbum de estúdio, Un Mechón de Pelo, descrito pela Billboard Espanha como seu projeto mais pessoal até o momento. O disco continua a explorar temas íntimos e experimentações sonoras, consolidando a fase emocional da artista e sua maturidade criativa, que transita entre vulnerabilidade e força interpretativa.
Futttura: o que esperar do festival
Com o festival Futttura, TINI convida o público a embarcar em uma viagem no tempo por sua carreira, revisitando cada fase que marcou sua trajetória desde Violetta até os trabalhos mais recentes. Em entrevista à revista Numéro Netherlands, a artista comentou: “Este é o projeto mais ambicioso que já tive, e ter pessoas ao meu redor que acreditam nessa visão e projeto é muito motivador para mim. Mal posso esperar para compartilhar mais sobre este festival”. Cada ato do espetáculo promete trazer à vida a estética, sonoridade e energia características de cada período, permitindo que os fãs acompanhem sua evolução de forma imersiva.
A proposta visual é um dos grandes destaques: cenários elaborados, figurinos icônicos e efeitos de iluminação reforçam a narrativa de cada etapa, enquanto Stoessel transita entre estilos do pop adolescente às batidas urbanas, passando pelo reggaeton e pelas experimentações de Cupido e Un Mechón de Pelo. Essa fusão de sonoridades e linguagens visuais transforma o show em uma experiência completa, onde música, performance e conceito se encontram.
Além de revisitar suas fases anteriores, o evento também será palco do álbum ainda em construção e de nome não revelado da artista. Por enquanto, o próximo projeto conta com as músicas “El Cielo”, “Universidad”, “De Papel”, “Una Noche Más” e o lançamento desta quarta-feira (22) “Down”. Ainda não há confirmações em relação a quantas delas estarão presentes na setlist.
A apresentação deve unir a energia do show com a novidade do trabalho ainda em produção, oferecendo aos fãs uma prévia do que está por vir e reforçando a ideia de continuidade e evolução na carreira de Martina, conectando passado, presente e futuro em uma experiência única.
Futttura será transmitido ao vivo e gratuitamente pelo canal da La Casa del Streaming no YouTube. Mais do que uma apresentação, o festival simboliza uma celebração da trajetória de Martina, mostrando seu crescimento artístico e pessoal. É um marco que une nostalgia, inovação e emoção, oferecendo aos fãs a oportunidade de vivenciar de perto a evolução da história de uma ídola.
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O artigo acima foi editado por Luiza Kellmann
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