Coordenada pela cientista política Djamila Ribeiro, a coleção “Feminismos plurais” consiste em cinco livros com títulos bem didáticos, são eles: “O que é lugar de fala?” da Djamila Ribeiro, “O que é empoderamento” da Joyce Berth, “O que é interseccionalidade?” da Carla Akotirene, “O que é encarceramento em massa?” de Juliana Borges e “O que é racismo estrutural?” de Silvio Almeida. A coleção foi publicada pela Editora Letramento e os livros custam em média R$20,00.
Todos os temas são tratados por meio de uma abordagem histórica, mas de fácil entendimento. Sempre são feitos paralelos com os dias atuais e o nome da coleção, que usa a palavra feminismo no plural, tem como objetivo justamente abranger todas as especificidades do movimento a partir de diferentes perspectivas.
A temática do feminismo negro, por exemplo, é muito trabalhada, já que não é tão comumente conhecida como outras vertentes são. O debate racial está muito presente, não só somado ao recorte de gênero, mas também individualmente, como no livro “O que é racismo estrutural?”. O principal objetivo é transformar grupos que geralmente são apenas um recorde dentro de uma pauta, como os negros, em protagonistas da causa.
Imagem: Editora Letramento
A partir de uma palestra de Djamilla Ribeiro, organizadora da coleção, o site Justificando publicou: “Esses sujeitos (mulheres negras, indígenas e homens negros) são tratados como implícitos ou relegados à condição de “mero recorte” dentro de uma história única e excludente. ‘Feminismos Plurais’ segue a responsabilidade histórica de romper silêncios”.
Com a perspectiva de mais livros a serem lançados com temáticas como intolerância religiosa, lesbiandade, colorismo e masculinidade, a coleção “Feminismos Plurais” vem cumprindo seu papel de produzir um conteúdo acessível e, mais do que isso, expandir o debate. Djamila acrescenta que o “objetivo é multiplicar e disseminar conhecimento para além do âmbito acadêmico”.