Arte é a Base de Tudo: Conheça Felipe Pezarini

Nome completo: Felipe Campos Pezarini

Data de nascimento: 09/02/1992

Cidade natal: São Paulo, SP

Curso: Relações Públicas

Ano de conclusão: 2018

Quando era mais novo, queria se tornar o que? Diretor de cinema! Eu fiz teatro por 5 anos e depois dele veio a dança – foram mais 4 dançando jazz em dois grupos diferentes. As artes sempre me encantaram muito e, de certa formam, ainda são a base de tudo o que eu procuro fazer na minha vida. Depois de algum tempo enfrentando o palco, acabei percebendo que os bastidores eram, para mim, muito mais interessantes do que a encanação em si. Há algo maravilhoso em moldar e fazer parte da construção de expectativas. Acho que veio daí a vontade de ser diretor de artes, e dentre elas, o cinema.

Por que escolheu o seu curso? Ser relações-públicas vai além do que eu imaginava como comunicador. A profissão vai de encontro com o meu sonho de construir histórias e fazer parte de como as pessoas percebem ideias, produtos e até mesmo outras pessoas. É ser um diretor, roteirista, fotógrafo e maquiador de outro tipo de serviço ou produto. De certa forma estou em casa com as artes e o corporativo, que também me chamam muito a atenção.   

Por que Cásper? Falar sobre a Cásper é falar sobre um sonho que há 3 anos parecia ser impossível! Antes de tentar entrar nesta faculdade, eu já sabia qual disciplina iria cursar. Tentei FECAP – por condições financeiras – mas não consegui me adaptar a ideia de não fazer a faculdade com a qual sonhava. Seja pela expectativa do mercado ou por estar na Paulista, 900, o ideal casperiano acaba te conquistando só de passar na porta. Depois disso, e alguns ajustes de carreira, a decisão não foi complicada.

Sobre a experiência na Comissão de Formatura 2018: A princípio, quando um amigo de sala veio nos avisar sobre a necessidade de nos prepararmos para concorrer à Comissão de Formatura Cásper 2018, eu pensei em correr para o lado oposto! Logo, meu lado capricorniano falou mais alto e me lembrou que fazer parte de um grupo desses, reuniria tudo aquilo que eu mais gosto na faculdade. 

Estar na comissão tem sido um presentão! Acredito que estamos construindo uma família lá. Ouvia muitos depoimentos de membros de comissões passadas, que diziam que apesar de ser algo trabalhoso (as demandas do processo), valia muito a pena e proporcionava um crescimento enorme para todos os envolvidos. Além disso, possibilita que a gente conheça uma galera de outros cursos e períodos que talvez nem com os quatro anos de curso e todas as festas e eventos da faculdade, conheceríamos.

Na Cásper a estrutura de comissão é muito boa! Somos bem organizados e o pessoal parece entender bem a importância de escolhermos uma empresa bacana que, além de cumprir com os requisitos básicos e esperados, tenha a pegada da faculdade e entenda a importância de todos os órgãos estudantis (Frentes, Atlética, Aguante, Bateria, Centro Acadêmico, entre outros).

Não sei se a idade – sou o mais velho do grupo – ou o bendito do capricórnio que falaram mais alto, mas já nas primeiras reuniões eu já sabia que queria ter mais responsabilidades dentro da comissão. Foi muito legal a galera ter percebido isso e ter confiado para que sete de nós assumíssemos algum tipo de cargo. 

O que mais gosta na Cásper? A abertura para a diversidade! Não sou engajado com as Frentes para falar com propriedade, mas por percepção, conhecimento do assunto e pelo que tenho conversado com amigos são mais engajados, sei que ainda há um caminho a ser percorrido para termos um ambiente igualmente diverso – uma prova disso é a percentagem de casperianos negros X brancos, mas esse esforço dos próprios alunos em pautarem os assuntos para discussão e conhecimento de todos é incrível. Acho que no final das contas o que mais gosto na Cásper são as pessoas.   

Acredita em horóscopo? Além de eu ter associado 60% da minha vontade de ter entrado para a comissão ao fato de eu ter como ascendente, Capricórnio, sou um típico aquariano com lua e áries. Acho que isso responde bem! Hahahaha

(Ah, minha vênus também é em capricórnio, caso isso interesse a alguém).

Favoritos: Cor, comida, música, banda, filme, rede social: Rosa, Pipoca, “Thinking About You – Frank Ocean”, RBD <3, “A Nova Cinderela” – sim, Hollywood também me estragou. Fora que tem umas músicas maravilhoras nele! –, Instagram (amo uma foto).

Um hobbie – Ser trouxa! Qualquer amigx que me conheça bem dirá que eu tenho propriedade em ser trouxa e já posso até lecionar o troxianismo. É uma arte, realmente!

Caso este não valha, caminhar! Eu sou o louco da caminhada. Para qualquer lugar, a qualquer hora. Vira e mexe vou do trabalho (na Berrini) para a faculdade (na Paulista) andando. Só eu e Beyoncé no meu ouvido. <3  

Você já fez algo radical? Sim! Pulei de parquedas. Foi um dos melhores presentes que eu já ganhei na minha vida, que por sorte pude compartilhar com uma grande amiga. Vou ser 100% sincero: DÁ MUITO MEDO QUANDO O INSTRUTOR TE COLOCA NA BEIRADA DO AVIÃO E TE DIZ “NO TRÊS A GENTE PULA”! Tudo o que eu conseguia pensar era: “Deus, me ajuda! Beyoncé nem lançou álbum novo e pode ser que esse bagulho não abra! Segura até o lançamento do próximo álbum dela, Amém”. No final deu tudo certo, mas na gravação, pedem para que durante a queda a gente passe alguma mensagem, caso seja a última (mórbido, né? Mas fez sentido na hora). Entre os meu “AAAAAHHHHHH” você consegue ler claramente eu dizendo: “Beyoncé, sua demônia, lança logo esse disco! ”. Sim, eu sou muito fã. Mesmo se aquela fosse a minha última mensagem, seria para ela.

Acredita em algo fortemente? No universo e na compensação pelas nossas atitudes. Acredito que todas as nossas ações, sejam elas boas ou ruins, terão efeitos consideráveis na nossa vida. Nada de meritocracia! Estou falando sobre cosmos e astros.  

Uma viagem legal foi para... Amsterdam <3

Conta de onde vem todo o seu bom humor e seu amor pela Bey! Eu era uma criança/adolescente obesa. Logo, aquele velho pensamento preconceituoso que diz que gordos e obesos precisam ser ou simpáticos ou durões operou fortemente em mim (sim, as crianças aprendem rápido com os pais). Acho que o bom humor veio daí. A primeira pessoa a me zoar, sou eu mesmo. Dessa zoeira vieram as divas pop e todo o universo LGBT, do qual eu faço parte. Aí foi seguindo, afinal, quem é que não ama/ri com um meme da Mariah?

O amor pela Beyoncé veio em 2002, quando assisti a um show dela, ainda membro das Destiny’s Child, pela MTV. Foi amor à primeira rebolada. Aquela mulher exalava arte e paixão pelo que estava fazendo. Hoje, estudando comunicação e construção de imagem, a admiro por outros fatores. Ela é um “produto” exemplar! Pode ser as vezes controverso, mas é consistente e referência de sucesso. Diva!

Um fato engraçado que viveu: É claro que no dia em que eu falasse sobre mim, 50% dos relatos envolveriam a Beyoncé. Esse não é diferente. Em 2014 eu trabalhava em uma construtora e estava economizando para fazer uma viagem, antes de começar a faculdade em 2015. Larguei a FECAP e fui juntar dinheiro. Foi aí que Beyoncé e seu marido (Jay-Z, rs) anunciaram uma turnê conjunta que só passaria pela América do Norte e alguns países da Europa. Eu, fanzoco que sou, cancelei a viagem que eu faria de quase um mês para passar três dias em Paris, só para assistir à gravação do especial para a HBO. Qual é a graça da história? Todos os rolos que eu fiz para viabilizar. Como não iria conseguir reembolso imediato da outra passagem, comprei Ethiopian Airlines, com voo de 27h de duração (por percurso) e duas escalas em diferentes países africanos. Eu tinha cinco dias de férias, já que foi em cima da hora, e dois eu passaria voando. Só para contextualizar, a África enfrentava a epidemia do ebola, na mesma época (tenso!).

No dia da ida, o voo atrasa e por pouco eu não perco o show (o único motivo de eu ir viajar) para passar um dia na Etiópia – nada contra, até quero voltar um dia, mas perder Beyoncé não seria uma troca justa. Chegando na França, os trens estavam em greve! Como sair do Aeroporto? Esperar mais 2h para embarcar em um ônibus. Vou para Paris e pego o metro, mas não acaba aí: o hostel ficava numa viela que não aparecia no mapa! Mais 1h caminhando e perguntando para as pessoas, num idioma o qual eu só conhecia três frases, como chegar.

Passado o sufoco inicial, encontro os amigos de lá e vou para o show. Durante o show o telão quebra! NUNCA ACONTECEU! FOI SÓ EU VOAR DO BRASIL, PASSAR PELA ÁFRICA EM ALERTA, PELA GREVE DE TRENS E PELO MAPA DESATUALIZADO, QUE ACONTECE! Mas a Beyoncé estava linda.

Para fechar a noite, fomos num bar comemorar eu ter chegado vivo. Drink vai, drink vem, passa um rato no meu pé, dentro do bar. Sim, Ratatouille é real, Disney, mas não é fofo.Tirando esse início caótico, os outros dois foram incríveis, com direito a um segundo show sem telão quebrado. Até porque, se fosse para passar por tudo isso e não comprar os dois dias de show, eu nem iria.

Um defeito e uma qualidade: Preciosismo exagerado e facilidade para me relacionar.

Uma curiosidade sobre você: Quando eu tinha cinco anos, meus pais resolveram se separar. Para uma criança dessa idade a separação do núcleo familiar pode até passar despercebida, à princípio, mas deixar certas marcas na gente. As minhas foram tão presentes que, das brigas dos meus pais que permearam o final do relacionamento, veio a minha vontade de ficar grudado nos meus avós maternos. Não sei quem escolheu quem, se eu a eles ou eles a mim, mas desde então tenho morado com eles. São a minha paixão! Tenho contato constante com a minha mãe, mas nada com ele, desde os 18.

Morar com os meus avós foi um pouco desconcertante, também. Os mimos e carinhos, somados à minha tendência de engordar e a alguns daqueles problemas de aceitação que muitos adolescentes sofrem, cheguei aos 120kg, aos 17 anos.

Hoje eu peso 79kg. Ao todo, são sete anos de tratamento, exercícios e mais de 40kg perdidos, mas não foi nada fácil chegar até aqui. Acho que é o feito que mais me orgulha.

Texto e edição: Marcela Schiavon