7 Séries da Netflix que Surpreendem

#1 Final Space

Imagem: Netflix

Gary Goodspeed (Olan Rogers) está cumprindo os últimos dias da sua sentença de cinco anos a bordo da nave Galaxy One, tendo como companhia apenas o computador da nave, H.U.E (Tom Kenny), e um grupo de robôs liderados por KVN (Fred Armisen). Em meio a uma série de acontecimentos, Gary fica amigo de um alienígena destruidor de planetas, que ele nomeia Mooncake. A partir daí, ele e o grupo de amigos que ele vai reunindo em sua aventura precisam proteger Mooncake do Lord Commander (David Tennant), que quer usá-lo como uma arma. A série conta com a dublagem de atores como Ron Perlman, Steven Yeun e Conan O’Brien. A segunda temporada já foi confirmada, mas ainda não tem data de estréia.

Porquê é surpreendente: Criada por Olan Rogers, Final Space é uma space opera extremamente divertida e inusitada, com todos os elementos clássicos da ficção científica, alienígenas, viagem no tempo, inteligências artificiais, um grande vilão, etc. O primeiro episódio já começa com Gary em uma situação futura, que parece completamente sem esperanças. E todos os episódios seguintes começam com a continuação dessa cena em uma espécie de contagem regressiva. Você já sabe que todos os eventos da temporada vão culminar nesse flash forward, o que faz ser impossível parar de assistir a série. Os personagens também são ótimos: não dá para não se apaixonar por Mooncake, Avocato (City Galloway), Quinn (Tika Sumpter) e Gary, além da amizade que todos eles desenvolvem ao longo dos 10 episódios.

#2 The Keepers

Imagem: Epic Pew

A série documental procura desvendar o assassinato de uma jovem freira, Irmã Cathy Cesnik, em um crime cometido nos anos 70 em Baltimore, nos Estados Unidos. Mas esse assassinato é só o começo e, a partir dele, se desenvolve um mistério que envolve a Igreja Católica, corrupção e pedofilia.

Porquê é surpreendente: Os sete episódios são construídos através de entrevistas de forma que, aos poucos, o mistério do assassinato de Cesnik toma proporções gigantescas. É tocante ver que a irmã, que dava aula de inglês em uma escola para meninas em Baltimore, não foi esquecida por suas alunas depois de todos esses anos, afinal, elas continuam investigando a sua morte e exigindo justiça por parte das autoridades. A série trata de temas extremamente pesados, como o abuso sexual, e não tenta suavizá-los de forma alguma, mostrando que as atrocidades cometidas na escola em que Cesnik lecionava foram reais e tem consequências para as vítimas até hoje.

#3 Atypical

Imagem: Wamu.org

Criada por Robia Rashid, Atypical conta uma história através do ponto de vista de Sam (Keir Gilchris), um jovem estudante do ensino médio no espectro autista, mais especificamente com Síndrome de Asperger, que vive uma vida comum, estudando, trabalhando e crescendo. A primeira temporada segue Sam durante sua procura por uma namorada e, consequentemente, sua jornada de autoconhecimento e busca por independência. Já a segunda temporada muda levemente de foco ao tentar mostrar de forma mais evidente outros pontos de vista, principalmente ao seguir a crise no casamento dos pais de Sam, Elsa (Jennifer Jason Leight) e Doug (Michael Rapaport), e a adaptação de Casey (Brigette Lundy), sua irmã, em sua nova escola, particular e mais privilegiada do que a antiga, mas ainda mostrando Sam lidando com essas mudanças e se preparando para sua nova fase, pós-formatura.

Porquê é surpreendente: Por motivos óbvios já é surpreendente que uma série sobre algo tão pouco falado como Transtorno do Espectro Autista tenha feito tanto sucesso e, além disso, tenha sido feita pelo ponto de vista do personagem com autismo, e não por aqueles ao seu redor. Não seria anormal que o desconhecimento sobre esse assunto causasse algum tipo de confusão no telespectador, o que poderia prejudicar o seu interesse pela série, mas é exatamente o oposto que acontece. A história é tocante justamente por tratar de um tema que não é de conhecimento geral de forma acessível, nos fazendo entender os personagens e as suas jornadas.

#4 Dark

Imagem: Medium

Crianças começam a desaparecer na cidade de Winden, na Alemanha, e o caso começa a trazer a tona os segredos de quatro famílias que vivem lá. A série conta a história de Jonas Kahnwald (Louis Hoffman), que está tentando lidar com o recente suicídio de seu pai e começa a desvendar um mistério que envolve três gerações dessas famílias. A segunda temporada estréia em 2019, e ainda bem, porque ela acaba com um belo de um cliffhanger.

Porquê é surpreendente: A série alemã foi frequentemente comparada com Stranger Things na época do seu lançamento, mas acredite, as duas não poderiam ser mais diferentes. Outra fama de Dark é de ser extremamente complicada. Realmente, o início pode ser um pouco confuso devido ao seu grande número de personagens, porém a série utiliza de vários recursos para ajudar o espectador a lembrar quem é quem. Mas é o jeito com que a história é contada que é tão envolvente, a alternação entre as diferentes gerações é orgânica e ajuda a mover a história de um jeito que o mistério vai se revelando aos poucos e nós vamos conhecendo os personagens mais e mais. A história tem muitos plot twists, mas o maior é provavelmente esse: você começa a assistir a série achando que ela é uma coisa e, de repente, ela se transforma em algo completamente diferente e digno de explodir cabeças.

#5 Grace & Frankie

Imagem: Variety

Jane Fonda e Lily Tomlin. Essas lendas se tornam duas mulheres que veem suas vidas subitamente virarem de cabeça para baixo após seus maridos pedirem divórcio para casarem um com o outro. No início elas definitivamente não eram amigas, principalmente por terem estilos de vida completamente diferentes, mas após serem forçadas a lidar com a situação juntas, passam a se ajudar e se aproximam cada vez mais. A série foi renovada para sua 5ª temporada e a participação de RuPaul, apresentador do reality show RuPaul’s Drag Race, foi confirmada.

Porquê é surpreendente: A série fala sobre assuntos que nem sempre são tratados sob a perspectiva de duas mulheres da terceira idade, como solidão, sexo, aposentadoria, a perda de importância, respeito com os mais velhos e, principalmente, o fato de que essa é só mais uma etapa da vida e não precisa ser necessariamente tratada como o final. Ao perceber quão diferente Grace e Frankie são e o quão distantes elas eram é até engraçado, e quase surreal, vê-las ficando tão próximas. Grace é uma mulher forte, teimosa, bem-comportada, rica e tradicional, enquanto Frankie é uma artista, amante da natureza e de meditação e à favor das drogas. A relação das duas gera situações que são, no mínimo, hilárias.

#6 Dear White People

​Imagem: Convention Scene

O show satírico, baseado em um filme de 2014 com o mesmo nome, fala sobre um grupo de estudantes de cor em uma das universidades mais prestigiadas nos Estados Unidos, pertencente à Ivy League, que é composta principalmente por estudantes brancos. Usando a ironia, a honestidade brutal e a autodepreciação, Dear White People faz questão de colocar alguns dos maiores problemas da sociedade sob o microscópio, sendo alguns deles injustiça social e viés cultural. Criada pelo diretor e roteirista do filme, Justin Simien, a série foi renovada para uma terceira temporada e cada temporada tem dez episódios, com trinta minutos cada.

Porquê é surpreendente: Você não iria esperar que uma série sobre racismo nos Estados Unidos, principalmente em uma universidade tão consagrada, fosse, em primeiro lugar, ser engraçada, mesmo que em um nível irônico. E mesmo que agora não exista uma censura tão forte em relação ao entretenimento, ainda sim é impressionante que algo criticando diretamente o sistema possa ser liberado para as pessoas e ser aclamado. Isso só é mais um indício do progresso pelo qual o mundo, e as pessoas, estão passando.

#7 The Good Place

Imagem: Pbs.twimg​

Do mesmo criador de Parks and Recreation e Brooklyn Nine-Nine, Michael Schur, a série mostra Eleanor Shellstrop (Kristen Bell), em sua vida após a morte, quando ela é informada por Michael (Ted Danson) que está no “lugar bom” devido às diversas boas ações que fez, mas ela logo percebe que houve algum tipo de engano e que está no lugar errado. Eleanor causa cada vez mais caos estando nesse lugar, mas não sabe se deve contar a verdade e ir para o “lugar ruim” ou ficar no “lugar bom”, onde ninguém pode falar palavras obscenas ou ficar bêbado, e continuar arruinando coisas. Eventualmente, ela descobre que tem outra pessoa que também não deveria estar no “lugar bom”, o que a faz pensar que talvez existam outros escondidos e decide começar a investigar o que está acontecendo.

Porquê é surpreendente: Ao ler a sinopse é muito fácil pensar que essa é uma série “bobinha”, boa para assistir fazendo outras coisas, principalmente por ser curta, treze episódios de vinte minutos cada por temporada. Mas existem diversos motivos pelos quais a série foi renovada para uma terceira temporada. Ela trata de assuntos muito mais complexos e profundos do que imaginamos, como os conceitos de bem e mal, mostrando que existe algo muito maior entre esses dois aspectos, ou seja, a existência de uma grande área cinza entre o preto e o branco. The Good Place também aborda a ética e a filosofia moral de um jeito interessante, que te faz pensar além do que é ensinado nas escolas e livros. Todas as filosofias mencionadas são adicionadas ao roteiro com a ajuda de um filósofo, de forma que sejam corretas e façam sentido. Outros fatores extremamente importantes de serem mencionados são a presença de uma protagonista mulher, um elenco multiétnico e piadas que não fazem uso de elementos sexistas para serem engraçadas.

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