5 Adaptações De Cinema Que Desapontaram Os Fãs

Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Foto: Adoro Cinema

O filme se sustenta muito com os efeitos especiais - que não são muito bons - e perde muito do encanto da série. A atuação, segundo críticas, é medíocre, pois a maioria dos personagens não têm a essência do livro, principalmente Jace Wayland (alô, falta de expressões faciais!). A produção acabou causando desgosto nos fãs da autora Cassandra Clare e da série Instrumentos Mortais. Além de não ser atrativo nem para quem não leu o livro, a história ficou confusa e o universo dos Shadowhunters não é explicada o suficiente para o público entender o contexto geral.

O Hobbit

Foto: HollywoodReporter

O livro é bem menor comparando com a trilogia Senhor dos Anéis, e apesar de o universo ser o mesmo - Terra Média -  a diferença de qualidade da adaptação é gritante. Senhor dos Anéis têm 1229 páginas e foi dividido em 3 filmes com 3 horas aproximadamente. O Hobbit, único livro, tem 320 páginas e também foi feito em 3 filmes com 3 horas. Essa discrepância de páginas alterou a produção do filme, pois enquanto o primeiro tem conteúdo suficiente para três filmes longos, o Hobbit foi considerado enfadonho e “chato” por ter muita história com pontos de ação bem distantes. Além disso, personagens que não existem na mitologia de J.R.R. Tolkien tiveram que ser criados para "encher linguiça" no filme, como Tauriel, e Elfa que tiveram um romance paralelo à história com o anão Kilí. Guillermo del Toro era cotado para ser o produtor do longa, mas saiu antes do começo das gravações, sendo substituído por Peter Jackson que estava um pouco perdido no projeto, algo que também influenciou no fracasso dos filmes.

Código Da Vinci

Foto: Plano Crítico

Dan Brown gerou polêmicas com seu o livro por abordar temas como religião, repleto de mistérios com mensagens profundas e enigmas para a mente. Algo assim demanda um roteiro bem organizado, que explique e ao mesmo tempo seja tão profundo quanto a parte escrita, para não tirar essa essência misteriosa. Mas não foi isso o que aconteceu. O roteiro ruim fez o filme fracassar e não honrou a profundidade do livro. A grande carga religiosa e simbólica  é ignorada, e em uma história onde deveria ser mostrado o valor da mulher e o sagrado feminino, a personagem Sophie é extremante submissa aos homens.

Lar da senhora Peregrine para crianças peculiares

Foto: Leitura Virtual

Tim Burton já fez vários filmes de sucesso em sua carreira, criando uma legião de fãs do seu trabalho. Porém, a adaptação do livro de Ranson Riggs deixou os leitores bem nervosos. O final da adaptação foi totalmente alterado, destruindo qualquer tipo de possibilidade de uma sequência. Uma das características do livro é a peculiaridade de cada uma das crianças da Senhora Peregrine - detalhes cruciais para desenvolvimento da história - mas Burton achou certo mudar o poder delas, como o de Emma Bloom, que tem o poder de fazer fogo com a mão, mas no filme ela pode flutuar e controlar o ar. Além disso, Tim deixou sua imaginação voar demais e criou cenas que não estavam no livro, como a luta de esqueletos no parque de diversões.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Foto: imdb

A adaptação foi tão decepcionante que o próprio autor não assistiu e os fãs querem queimar até hoje. A expectativa era grande, mas o primeiro filme da série “Percy Jackson e os Olimpianos” foi um caos total nas telonas. Características físicas e enredo foram totalmente alterados, além de cenas totalmente desnecessárias serem colocadas no lugar. Annabeth Chase, uma das personagens principais, é loira no livro e no filme aparece morena. O vilão também muda, não é Cronos ou Luke, mas sim o deus Hades. E acredito que todos os fãs querem esquecer a cena do sátiro Grover dançando na balada. Uma frustação eterna.

Tentando se desculpar, produziram o segundo filme, "Mar de Monstros", cujo trailer deu uma ponta de esperança para ao semideuses de todo o mundo, mas só gerou mais raiva. Além de mudarem abruptamente a cor do cabelo de Annabeth, muitas passagens do enredo e detalhes foram ignorados.

Edição: Letícia Giollo