Em 2009, quando estreou The Vampire Diaries, poucos poderiam imaginar que a série se tornaria um marco da televisão. Muito além da trama sobrenatural com romance, mistério e drama adolescente, TVD trouxe uma estética que definiu os anos 2000 e início dos 2010: moda escura, paisagens melancólicas, trilha sonora indie e o charme do universo vampiresco.
Inspirada na série de livros de L.J. Smith, The Vampire Diaries encontrou sua identidade na tela. A vida de Elena Gilbert e dos irmãos Salvatore trouxe o arquétipo do vampiro sedutor e atormentado, mas a série se destacou por construir um universo muito mais denso e detalhado, com profundidade às histórias e às regras do sobrenatural.
Entre o brilho de Crepúsculo e a escuridão de The Vampire Diaries
Na mesma época em que Crepúsculo ganhava os cinemas, The Vampire Diaries apresentava uma versão bem diferente do mito dos vampiros. Enquanto os Cullen viviam em uma narrativa suavizada e romantizada, onde até brilhavam sob a luz do sol, os vampiros de TVD eram figuras de ameaça constante, com traços mais próximos do “realismo” dentro da fantasia.
Os personagens carregavam uma estética visual repleta de detalhes marcantes: os olhos escurecidos, veias saltadas no rosto e expressões que transmitiam o instinto predatório dessas criaturas. Aspectos que passavam a intensidade das cenas e reforçava uma mistura de sensações no telespectador, que transitavam entre o medo e a atração que os vampiros provocavam.
Uma cidade marcada pelo sobrenatural
Outro diferencial de The Vampire Diaries era a ambientação. Mystic Falls não era apenas um plano de fundo, mas parte essencial da narrativa. A cidade tinha uma história marcada pela presença de vampiros, bruxas e lobisomens, sustentada por lendas, medos e tradições transmitidas entre gerações.
A própria construção do cenário também transmitia a estética da cidade, ruas escuras e cobertas por neblina contrastavam com ambientes descontraídos, reforçando a sensação de que Mystic Falls era um lugar belo e acolhedor, mas que esconde segredos sombrios a cada esquina.
Essa estética vampiresca da série não se resumia às criaturas. As personagens femininas também se tornaram referência de moda e comportamento, aspectos seguidos até hoje.
Elena, com um estilo simples e delicado, Katherine, com roupas mais ousadas e sensuais e Caroline, transitando entre o romântico e o sofisticado. Essas personagens viraram referência de moda que continua viva por meio dos fãs que recriam esses visuais nas redes sociais.
O retorno de um legado que atravessa gerações
Mesmo com o tempo, The Vampire Diaries segue como uma das séries mais lembradas de sua época. Foram oito temporadas que marcaram a juventude, não apenas pelo enredo, pelos romances que dividiam torcidas, a série deixou um legado que vai além da tela: ajudou a moldar a estética e a cultura de uma geração inteira apaixonada por vampiros.
Em abril de 2026, São Paulo será palco de um encontro especial para quem ama The Vampire Diaries. A Dreamshine Con: Always and Forever 2 acontece no dia 25 de abril, no WTC Events Center. O evento promete trazer de volta toda a atmosfera da série, com três atores confirmados, e os ingressos já estão à venda.
Revisitar a história de The Vampire Diaries hoje é voltar há um tempo em que o universo vampiresco estava no auge e influenciava desde o modo de se vestir até a trilha sonora que embalava a rotina. É um lembrete de como a cultura pop pode cruzar os anos e continuar viva na memória e no estilo de quem cresceu com ela.
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O texto acima foi editado por Eduarda Lessa.
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