Cruella (Disney +)
O longa de 2021 mistura comédia com crime ao retratar a história da mais lendária vilã da Disney: Cruella de Vil, interpretada por Emma Stone. Ambientado na Londres dos anos 1970, em meio à explosão do punk rock, o filme acompanha Estella, uma jovem golpista talentosa, criativa e determinada a conquistar espaço no universo da moda com seus designs ousados.
Ao lado de dois pequenos ladrões, ela constrói sua sobrevivência nas ruas da cidade até chamar a atenção da poderosa Baronesa Von Hellman, um verdadeiro ícone fashion, tão elegante quanto intimidadora. No entanto, a relação entre as duas desencadeia segredos e conflitos que levam Estella a abraçar seu lado mais rebelde, transformando-se na icônica Cruella, ambientada por uma mistura de ousadia e sofisticação.
Em Cruella, a moda não se apresenta apenas como composição estética, mas sim como parte central da narrativa e da construção de personagens. Estella, antes de se tornar Cruella, enxerga na criação de roupas uma maneira de se expressar e ascender socialmente em meio ao movimento punk dos anos 1970.
Os figurinos marcantes e provocativos refletem uma personalidade rebelde capaz de romper com as regras tradicionais estéticas de alta-costura representadas pela Baronesa. O filme também mostra os bastidores da indústria, em meio a diversas injustiças e “puxadas de tapete”, revelando a competitividade e a influência que a moda exerce no quesito de status pessoal.
Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Prime)
Endividada pelo vício em compras, Becky Bloom luta para conseguir emprego numa prestigiada revista de moda. Entretanto, a vaga que surge é numa revista de finanças, onde ela ganha reconhecimento como conselheira de finanças. Tudo isso enquanto Becky tenta esconder seu péssimo histórico de gastos pessoais.
O filme de 2009 faz uma espécie de anedota ao retratar uma assessora de investimentos com extrema dificuldade de conter suas finanças particulares. Becky, assim como a grande maioria das pessoas, associa peças de luxo à realização profissional e emocional, reforçando a falsa ideia de que o dinheiro é sim capaz de trazer felicidade e revelando o quanto a indústria da moda influencia o comportamento e o imaginário do social de maneira geral.
Em contrapartida, a narrativa foca sua crítica ao consumismo excessivo e à pressão em manter a “imagem perfeita”, mostrando que o valor pessoal está longe de ser retratado através das marcas que vestimos. Assim, o filme relaciona moda e consumo de uma maneira mais reflexiva, ao expor os impactos emocionais e financeiros dessa obsessão pelo universo fashion.
Uma Linda Mulher (Disney +)
A comédia romântica mostra a transformação visual de Vivian, que explora o poder da moda para construir sua identidade. Na icônica cena na qual a protagonista, após ser humilhada e impedida de comprar em determinada loja devido a sua aparência, retorna ao local após um longo dia de compras e choca as vendedoras é a representação exata da ascensão de personagem em âmbito social e o início de uma longa jornada sobre autoconfiança retratada no filme através da moda.
O icônico vestido vermelho usado pela personagem se tornou um dos looks mais lembrados do cinema. Um dos diversos looks brilhantes do longa que focam em representar a mudança, autoestima e pertencimento.
Além do glamour, o filme também evidencia a moda como linguagem de identidade e autoconfiança. Mais do que vestir roupas caras, Vivian passa a se reconhecer de forma diferente, mostrando que o estilo é capaz de retratar acima de tudo, a transformação pessoal da personagem ao longo da narrativa. Independente dos milhares de julgamentos que uma antiga garota de programa sofre em Beverly Hills, Vivian se supera através do próprio estilo.
Barbie Moda e Magia (Prime-aluguel ou compra)
Hoje sabemos que a figura Barbie não é exatamente o melhor exemplo de aceitação e empoderamento feminino, mas não podemos negar a participação dessa figura na infância de muitas meninas (e meninos). Ao reforçar a mágica no universo da moda, o filme foi capaz de trazer o primeiro gostinho de paixão de pessoas que seguiram o ramo da moda como objetivo profissional do futuro.
No filme, Barbie viaja para Paris e se envolve com o universo da alta-costura ao ajudar na recuperação da maison de moda de sua tia, mergulhando nos bastidores de desfiles, criação de coleções e produção de figurinos. O principal enredo profissional que Barbie está envolvida é um repentino término de relacionamento, e a descoberta da paixão pela moda representa um espécie de fuga para os problemas pessoais da Barbie.
O famoso vestido de brilhos criado por Barbie e posteriormente complementado pelas “fadas da moda”, é um símbolo de nostalgia para todo mundo que assistiu o filme enquanto criança. É a imagem mais pura de magia retratada no filme, além de retratar a grande moral do filme: a coragem de ser quem é. De fato, a personagem “Barbie” segue sendo alvo de diversas análises e repressões, mas ainda sim fez diversas crianças acreditarem em um final feliz ao mostrar que vestir-se também pode ser uma maneira de transformar sonhos em realidade.
Bonequinha de Luxo (Prime-aluguel ou compra)
Por último, mas não menos importante, o filme de 1960, estrelado por Audrey Hepburn foi responsável por realocar a moda como um dos elementos principais em torno da estética cinematográfica. A protagonista Holly Golightly, é um ícone de elegância e sofisticação, representando o glamour e o estilo da alta sociedade de New York City.
O longa inaugurou diversas imagens reforçadas até hoje no imaginário coletivo representantes de “luxo” e “glamour”, como por exemplo a alta sociedade nova-iorquina, o padrão de beleza feminino e o vestido preto enquanto sinônimo de sofisticação.
O famoso vestido preto criado por Hubert de Givenchy, usado na icônica cena em frente à Tiffany & Co., tornou-se um símbolo atemporal da moda e consolidou a influência do filme no universo fashion.
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O artigo acima foi editado por Beatriz Tomagnini.
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