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A Lei nº 15.325/2026, aprovada em janeiro de 2026, reconheceu a profissão de influenciador digital e criador de conteúdo no Brasil como “Profissionais de Multimídia”. O que antes era visto apenas como entretenimento e diversão passou a ser reconhecido como um trabalho rentável.
Novas oportunidades
Com a lei aprovada, a ascensão social passa a parecer mais possível dentro de um cenário em que o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.621,00, valor que, muitas vezes, não cobre as despesas básicas.Com a remuneração de vídeos, muitas pessoas estão buscando esse meio por sobrevivência, como seu “ganha pão”.
Um exemplo dessa mudança de vida, é a influenciadora Bruna Lohaine, que começou a postar conteúdos cristãos. Antes da fama, Lohaine vivia uma vida simples, se casou aos 17 anos, trabalhou como caixa de supermercado e vendeu salgados e doces na rua. Seu ensino médio foi concluído no Educação de Jovens e Adultos (EJA), já que na adolescência abandonou os estudos. Após iniciar na internet, Bruna chegou à fama e conquistou sua casa própria no interior do Mato Grosso.
Esse novo meio de ganhar dinheiro permite às pessoas saírem de um status social e abrirem caminhos para novos empregos,uma vez que a plataforma abre portas com a visibilidade, permitindo trabalhar com patrocínios ou ser reconhecido por grandes empresas. A cantora e influenciadora Manu Gavassi é um outro exemplo, após sua participação no BBB ela foi contratada como Head de Conteúdo (é o líder estratégico responsável por planejar, criar e gerenciar a produção de materiais de marketing, alinhando-os aos objetivos de negócios) de marcas como Tanqueray e para projetos especiais no O Boticário.
Até mesmo aqueles já que possuem empresas buscam entrar nas redes sociais para se conectar ao público de maneira mais rápida e eficaz, já que hoje a ferramenta é uma das melhores para divulgação e marketing.
Criador CLT
O termo “criador CLT” se refere a pessoas que conciliam a vida digital com a carteira assinada, já que ainda não possuem condições para largar o emprego e se sustentar somente com o conteúdo produzido nas plataformas. Desta forma, eles a utilizam apenas como forma de renda extra. Como nas redes sociais o salário não é fixo, a dependência no meio digital se torna algo perigoso, sendo um trabalho instável e sem garantia de sucesso, já que a fama pode ser passageira.
Por isso, utilizar a mídia como único meio de renda é arriscado, sendo assim mais seguro utilizá-la como uma receita paralela. Um exemplo no mundo digital é a empresária e influenciadora Bianca Andrade (Boca Rosa), que mesmo sendo famosa, ainda trabalha como empreendedora da sua própria marca de maquiagem, sendo sua primeira fonte de renda.
Trabalho Infantil
Algo que na internet pode parecer “fofo” ou até mesmo uma “brincadeira” muitas vezes é um trabalho exploratório em forma de entretenimento. Com essa nova lei, o mercado de trabalho se torna mais flexível para crianças entrarem, ou serem forçadas a entrar nesse meio. No último mês, o filme Salve Rosa chegou na Netflix retratando uma adolecente que grava vídeos para a internet desde criança por influência de sua mãe. Com os vídeos, consegue dinheiro com patrocínios. Nele é possível observar como a rotina de uma criança é afetada pela obrigação de ser influenciadora.
Em vez de aproveitar o dia com os colegas, Rosa precisa voltar para casa para gravar vídeos, transformando sua rotina e, muitas vezes, a própria infância em conteúdo. Nesse cenário, a criança passa a ser vista como um produto, e comprova como a internet pode facilitar essa dinâmica de inserir cada vez mais jovens no meio digital desde cedo.
No fim, a creator economy mostra como o mercado de trabalho está se reinventando e abrindo espaço para novos caminhos. Com criatividade e estratégia, as redes sociais deixam de ser apenas entretenimento e se tornam uma ferramenta real de oportunidade, mas também acendem um alerta para novas formas de trabalho, que exigem atenção, equilíbrio e adaptação.
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O artigo acima foi editado por Gabriela Belchior.
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