Durante todo o Ensino Médio, professores e familiares alertam os adolescentes sobre o ritmo intenso e as responsabilidades exigidas na faculdade. Como resultado disso, antes mesmo do primeiro dia de aula, a expectativa já está criada e, no caso do Jornalismo, ela costuma vir acompanhada de curiosidade, ansiedade e muitas idealizações.
É por isso que venho compartilhar, como uma novata no mundo universitário, o que já observei nesse primeiro contato com a rotina acadêmica.
Jornalismo em prática
Quando se fala de um curso na área de Humanas e Linguagens, muitos calouros acreditam que a grade de aulas teóricas é maior do que a carga horária de aulas práticas. Porém, essa ideia cai por terra logo nos primeiros dias.
Desde o começo das aulas, os alunos são expostos a órgãos laboratoriais e descobrem a importância da integração em projetos práticos. Assim, a experiência de redigir matérias e realizar atividades de campo projeta os estudantes para o mercado de trabalho desde o início.
Na Cásper Líbero, por exemplo, existem inúmeros laboratórios como Agência Cuca, Edição Extra, Rádio Gazeta Online, Revista Cásper, Cásper Diem e Revista Esquinas, todos ricos em oportunidades para construção de portfólio.
Veteranos
Existe o estereótipo de que há uma divisão entre veteranos e calouros, uma vez que, os recém-chegados não conhecem o funcionamento da instituição, a rotina e os coletivos estudantis.
No entanto, essa suposta barreira entre os dois grupos é, na prática, uma ilusão. Os veteranos costumam estar abertos ao diálogo, acolhendo e respondendo dúvidas sobre o cotidiano no campus. Ao mesmo tempo, os calouros trazem um olhar inovador e atualizado do público jovem, o que fortalece a troca entre as gerações.
“Do meu ponto de vista, no ano passado, os alunos tinham mais oportunidades de criar novas amizades com os veteranos se participassem de algum coletivo — e foi algo que percebi que, neste ano, aconteceu de forma diferente. Os calouros foram atrás dos mais velhos, e eles os receberam muito bem”, disse Ana Zequim, veterana da turma de Jornalismo 2025 da Cásper Líbero.
Vale a dica: conversar com um aluno mais experiente para compreender o que a graduação irá proporcionar nos anos seguintes.
Atlética
Os ingressantes costumam interpretar a Atlética como um grupo exclusivo para atletas experientes e que as categorias são limitadas a modalidades tradicionais, como futebol, vôlei e basquete. Contribuído a isso, a exposição dos jogos universitários feita por veteranos nas redes sociais, reforça ainda mais a ideia da associação ser restrita à campeonatos com alta rivalidade e competitividade entre as redes de ensino superior da cidade.
Na prática, o núcleo esportivo é o coração da faculdade e vai além muito além disso. Ele abre espaço para qualquer aluno que carrega a paixão e a iniciativa de honrar o legado da instituição.
Somado a isso, a Atlética ainda é responsável por promover as maiores festas universitárias, recepcionar os ingressantes e confeccionar os produtos que alimentam o espírito torcedor. É difícil viver na universidade sem ter contato com esse órgão.
Na Cásper Líbero, a Associação Atlética Acadêmica Jesse Owens, popularmente conhecida como Homem Pássaro, conta com mais de 12 modalidades, são elas: basquete, cheerleading, futebol de campo, futsal, handebol, natação, rugby, tênis de campo, tênis de mesa, vôlei, xadrez e, recentemente, os eSports.
Os treinos abertos convidam calouros, experientes ou não, a participarem e conhecerem as equipes. Em síntese, são muitas opções e, uma hora ou outra, você irá participar dos mais diversos coletivos que a associação oferece.
Moda
O uniforme, que era o antigo vilão, começa a fazer falta no guarda-roupa de véspera da primeira semana na faculdade. Para as calouras, as veteranas parecem sempre bem-vestidas e estilosas pelos corredores, o que intensifica o questionamento recorrente sobre como se vestir ao longo do curso.
A resposta, no contexto real, é mais simples do que parece, uma vez que as universitárias sempre optam pelo conforto e praticidade.
Levando em consideração que incontáveis estudantes utilizam transportes públicos ou realizam parte do percurso a pé, é mais lógico a escolha de peças de roupa descomplicadas e atemporais. As verdadeiras tendências são: calças de moletom ou jeans e regatas básicas.
Em outras palavras, a semana de aula não é nenhuma semana de moda e, muitas vezes, o menos é mais.
Conclusão
O fim da adolescência e a transição para a vida adulta marcam uma nova etapa intensa e transformadora. O ingresso na universidade amplia essa transformação, à medida que os jovens aprendem a lidar com sua autonomia e liberdade. Por exemplo, ninguém é obrigado a copiar a lousa do professor ou a comparecer às aulas, mas cabe a consciência do próprio aluno administrar seus estudos e suas ambições.
É por isso que se aproximar das pessoas certas, aquelas que compartilham a mesma determinação pelo crescimento profissional e pessoal, se torna tão importante. Se posso deixar um conselho de caloura, é este: mergulhe de cabeça em todas as oportunidades que a faculdade tem a oferecer, aproveitando esse novo ciclo sem medo de errar.
O artigo acima foi editado por Maria Eduarda Goulart.
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