7 Comunicadoras Que Quebraram Barreiras No Jornalismo

Assim como na maioria das profissões, o jornalismo foi, por anos, dominado pelos homens. Mas as mulheres têm conquistado, cada vez mais, seu espaço em todas as áreas da sociedade, e no jornalismo não foi diferente. De Joana Manso a Maju Coutinho, conheça algumas das mulheres que quebraram barreiras na comunicação e inspiram milhares de pessoas hoje.

1. Joana Paula Manso de Noronha

Voltando pouco mais de 160 anos na história, temos aqui uma precursora do jornalismo feminino. Primeira editora do “Jornal das Senhoras” (primeiro jornal com temáticas voltadas para as mulheres), a argentina Joana Noronha começou com pautas bastante polêmicas para a época, pedindo para que os homens não considerassem as mulheres como propriedades e afirmando que as meninas deveriam aprender muito mais que bordado e boas maneiras. O Jornal durou de 1852 até 1855, contava com a colaboração de diversas mulheres anônimas e foi “mãe” de publicações posteriores, como “Nós Mulheres” e “Mulherio”.

2. Maria Beatriz Roquette-Pinto

Maria Beatriz Roquette-Pinto foi a primeira radialista da história brasileira. A filha de Edgard Roquette-Pinto trabalhava na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que pertencia ao seu pai.

Nos anos 30, São Paulo também teve sua primeira radialista, Zenaide Andrea, na Rádio Record. Nessa mesma época - a era de ouro - a maior audiência do rádio era feminina, então as emissoras começaram a procurar mulheres que fizessem programas voltados para esse público. A Rádio Cruzeiro do Sul, por exemplo, promoveu um concurso para achar a voz feminina que pudesse fazer o programa “Hora das Donas de Casa”.

3. Helen Thomas

Foto: IMDb

Ela foi uma das primeiras mulheres a fazer jornalismo político na Casa Branca. Thomas foi autora, repórter e colunista. Por 57 anos trabalhou para United Press International e cobriu todos os presidentes estadunidenses desde os últimos anos de Dwight D. Eisenhower (mandato entre 1953-1961) até os primeiros anos de Barack Obama (2009-2017). Também foi a primeira membro e presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

4. Sandra Passarinho

Foto: Memória Globo

Na TV Globo desde 1969, Sandra Almada Laukenickas (ou Passarinho, como é mais conhecida), foi a primeira correspondente internacional na Europa da emissora. De estagiária a jornalista em águas internacionais, entre suas maiores coberturas estão a Revolução dos Cravos em Portugal (1974), a viagem do presidente militar Ernest Geisel (1976) e o nascimento do primeiro bebê de proveta (1978).

5. Regiani Ritter

Foto: Gazeta AM

Natural de Ibitinga, Regiane foi pioneira no ramo do jornalismo esportivo brasileiro: uma das primeiras mulheres a ser repórter e comentarista. Tudo começou nos anos 80, quando foi contratada pela Rádio Gazeta e, três anos depois, passou a cobrir folgas de outros repórteres que noticiavam o futebol paulista. Em seguida, foi comentarista no programa “Mesa Redonda”. Ritter já disse que entrar no ramo foi difícil: ela teve que enfrentar muitos colegas de trabalho que não a consideravam apta para a função.

6. Miriam Leitão 

Foto: Twitter/@MiriamLeitaoCom

Ela ganhou mais de 30 prêmios ao longo de sua carreira e, em 2015, foi nomeada a jornalista mais premiada da história pelo Ranking J&Cia. Miriam, nascida em Caratinga, Minas Gerais, trabalhou em rádio, jornal e televisão. É comentarista de Economia desde 1996, e autora de diversos livros, entre seus prêmios estão “Jornalista do Ano” pela Ordem dos Economistas do Brasil e Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

7. Maju Coutinho 

Foto: Instagram/@majucoutinhoreal

A primeira mulher a apresentar regularmente o Jornal Nacional foi Valéria Monteiro, em 1992. 27 anos depois, Maju Coutinho torna-se a primeira mulher negra a sentar na bancada do JN. A mais recente plantonista do maior jornal da Rede Globo é formada pela Faculdade Cásper Líbero e já foi âncora e repórter em outros jornais. Hoje, Coutinho está na história da inserção das mulheres no jornalismo.