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Como a música me ajudou a sobreviver à adolescência

The opinions expressed in this article are the writer’s own and do not reflect the views of Her Campus.
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter.

A música age como uma terapia para pessoas de todas as idades, traduzindo sentimentos em ritmos, melodias e letras que tocam a alma dos ouvintes. E isso não é algo pessoal ou uma experiência única: basta perceber que em cada época as músicas mais escutadas e repercutidas são como um espelho da sociedade, principalmente dos adolescentes e jovens adultos.

A adolescência pode ser desafiadora para muitos. Um turbilhão de sentimentos, aprender a lidar com novas responsabilidades, enfrentar a vida adulta que está por vir e, ao mesmo tempo, conhecer a si próprio no caminho. Músicas que expressam raiva, tristeza, felicidade, paixão, ódio, exaustão e animação – existem milhares para cada emoção que carregamos em nossos corpos. As melodias oferecem um refúgio, permitindo que, em apenas 3 minutos, você não esteja sozinho no mundo.

Nas letras das minhas canções favoritas encontrei consolo. Por elas, soube que um outro alguém estava sentindo o mesmo. Quando sentia tristeza e raiva, sabia que, ao escutar algo que me mostrasse que não havia problema em me sentir daquela forma, ficaria bem. É assim que a validação emocional funciona. Ela pode vir de muitas formas, e a música é uma delas.

É verdade que durante a adolescência utilizamos a música como uma válvula de escape, mas ela não se restringe a isso: a construção de nossas identidades acontecem nesse meio termo – e a música é capaz de transcender as barreiras do tempo, fazendo nos conectar a momentos que não vivenciamos pessoalmente, mas que parecem fazer parte do nosso próprio enredo. Quem poderia esquecer o impacto atemporal de “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana, que ecoa rebeldia e busca de identidade nas décadas passadas?

Cada geração tem suas próprias músicas de assinatura, aquelas que moldam as memórias coletivas. Canções como “Royals” de Lorde, que pinta um olhar sobre as expectativas da juventude, ou “Uptown Girl” de Billy Joel, que transforma meros momentos de descontração em cenas de um filme colorido.

Através das letras, melodias e batidas, a música muitas vezes faz aquilo que as palavras por si só não conseguem: ela traduz nossos sentimentos mais profundos em uma linguagem universal. Ela dá voz àquelas emoções inarticuláveis que nos envolvem quando nos esforçamos para entender o mundo ao nosso redor e o nosso lugar nele.

E, ao mesmo tempo em que ela nos une, também nos permite aprofundar nossas próprias identidades. As faixas que escolhemos ouvir, os artistas que seguimos, todos eles contribuem para a construção do mosaico que é a nossa individualidade. Em um mundo que muitas vezes parece confuso e incerto, a música é uma constante que podemos sempre voltar, uma melodia familiar que nos lembra de quem somos e do caminho que estamos percorrendo.

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Esse texto foi editado por Diovanna Mores Monte.
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Beatriz Oliveira

Casper Libero '25

Journalism student at Cásper Líbero, who's also a very passionate reader and writer. I tend to spend most of my days fangirling over Taylor Swift, reading romcoms and talking about politics!